Três livros (e um spoiler) para ler antes de ver o novo “Independence Day”

Três livros (e um spoiler) para ler antes de ver o novo “Independence Day”

Por | Edição do dia 24 de junho de 2016
Categoria: Cinema, Diversão | Tags: ,,,,,


Uma horda de alienígenas invadiu a Terra e aniquilou quase toda a raça humana. Naves gigantescas pairaram sobre as principais metrópoles do planeta e de dentro delas saíram seres cruéis com vários tentáculos. Seus armamentos eram infinitamente superiores aos nossos. O alerta do ataque já havia sido dado antes, por meio de sinais codificados, mas ninguém prestou atenção por achar um absurdo. A engenhosidade humana conseguiu vencer os alienígenas e os povos do mundo se uniram de uma maneira nunca antes vista.

A descrição acima é do filme “Independence Day”, de 1996, um filme que contém elementos de diversos livros de ficção científica lançados antes dele. O longa-metragem teve uma das maiores bilheterias da época e redefiniu o conceito de filme-catástrofe, alçando o diretor alemão Roland Emmerich ao posto de especialista do gênero. Ontem (23) sua continuação “Independence Day: Ressurgimento” chegou aos cinemas brasileiros.

Exceto pelo ufanismo à data 4 de julho, Dia da Independência norte-americana, fica evidente em diversas situações que o diretor Roland Emmerich e o roteirista Dean Devlin beberam na fonte dos principais autores do gênero, como H.G. Wells, Arthur C. Clarke e Carl Sagan.

Listamos três livros essenciais para ler antes de assistir ao novo “Independence Day”, e ainda a dica de um clássico para ler só depois de ver o filme. Afinal, não queremos presentear o espectador com um inesperado spoiler.

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A Guerra dos Mundos

A obra lançada em 1898, no século 19, inspirou todas as histórias seguintes sobre como seria uma invasão alienígena violenta. O autor H. G. Wells também escreveu outros clássicos da ficção, abordando outros temas, como “A Máquina do Tempo”, “A Ilha do Dr. Moreau” e “O Homem Invisível”.

Em “A Guerra dos Mundos”, Wells descreve uma invasão marciana devastadora. Os alienígenas são donos de uma tecnologia absolutamente superior à nossa, com raios vaporizadores contra nossas arcaicas artilharias compostas por canhões à pólvora. Além disso, os E.T.s chegam à Terra em robôs gigantes que caminham em três pernas mecânicas. Fora dessas máquinas, os aliens são repugnantes e cheio de tentáculos. Qualquer semelhança com os aliens de “Independence Day” não é mera coincidência.

Nas livrarias, é possível encontrar uma nova edição de luxo de “A Guerra dos Mundos”, com tradução atualizada, lançada recentemente pelo selo Suma de Letras. A obra republica as clássicas ilustrações do brasileiro Henrique Alvim Corrêa, feitas no início do século 20, para as edições francesa e belga.

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O Fim da Infância

O britânico Arthur C. Clarke foi o maior escritor de ficção científica espacial da história. Sua principal obra é o best-seller “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, que virou filme em 1968, dirigido por Stanley Kubrick. “Independence Day”, no entanto, se inspirou em sua obra mais transcendental, “O Fim da Infância”, de 1953.

Neste livro, Clarke descreve gigantescas naves espaciais pairando em cima das principais cidades do mundo. Notou a semelhança com a chegada das naves em “Independence Day”? O próprio Arthur C. Clarke, depois de assistir ao filme em 1996, escreveu que se seu livro fosse adaptado para o cinema, toda uma geração teria certeza que ele copiou a descrição das naves-mãe de “Independence Day”.

As semelhanças com o filme param por aí. No livro, os aliens, chamados pelos humanos de “Senhores Supremos”, conseguem dominar a Terra, porém de forma pacífica. A vida no planeta melhora, as guerras acabam e as ciências avançam como nunca. Os E.Ts, no entanto, nunca mostram seus rostos e a humanidade começa a suspeitar de suas reais intenções.

Recentemente, o livro foi adaptado para uma série de TV, com o mesmo título, exibida nos Estados Unidos pelo canal pago SyFy.

Bônus: mais um livro e spoiler

capa-do-livro-2001-uma-odisseia-no-espaco-de-arthur-c-clarke-1466546751306_300x420A Saga 2001 – Uma Odisséia no Espaço

Se não quiser spoiler do novo filme “Independence Day: Ressurgimento”, é melhor não ler a partir daqui, pois o texto contém informações que revelam partes muito importantes da trama.

A principal obra de Arthur C. Clarke continua sendo a saga composta pelos quatro livros “2001 : Uma Odisseia no Espaço” (1968), “2010: Odisseia 2” (1982), “2061: Odisseia 3” (1987) e “3001: A Odisseia Final” (1997).

Na saga, dois astronautas se veem envolvidos por um estranho monólito negro, responsável por momentos chaves da evolução da raça humana. No primeiro livro, não fica claro que monólito é esse. Seu papel somente é explicado nas três edições seguintes, quando é revelado que se trata de um receptáculo para uma inteligência alienígena, transferida para dentro dele, após essa raça avançar para além da matéria orgânica.

Em “Independência Day: Ressurge”, os humanos recebem uma ajudinha semelhante, só que de uma misteriosa esfera branca. O objeto é um avançado “computador” para onde foi transferida a inteligência de uma raça extraterrestre, a única em todo o universo capaz de derrotar os aliens.

Vale o destaque também para a base humana instalada na Lua. Em “2001” e em “Independence Day” a base lunar serve como apoio para pesquisas e lançamento de naves para exploração espacial e defesa contra invasores.

 

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