Trapichão completa 48 anos de muitas histórias marcantes

Trapichão completa 48 anos de muitas histórias marcantes

Por | Edição do dia 29 de outubro de 2018
Categoria: Esportes | Tags: ,,,,,,


 

Thiago Luiz – Estagiário

 

27 Trapichão

No último dia 25, sexta-feira, o Estádio Rei Pelé completou 48 anos de existência. O Trapichão, como é popularmente conhecido, é o maior palco do cenário esportivo de Alagoas. Muita coisa mudou desde a sua inauguração. Muitos times, atletas e funcionários pisaram no gramado do campo.

A construção do estádio teve início durante a Ditadura Militar e, até ser concluída, passou pela mão de três governadores. Quem primeiro esteve à frente do projeto foi o então governador Luiz Cavalcanti, que nomeou Napoleão Barbosa, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, como coordenador do empreendimento. O “major” Luiz expôs a Napoleão que não tinha verba para o início das obras, Napoleão sugeriu que fossem feitos bingos com prêmios atrativos, para que essa fosse a principal fonte de arrecadação de recursos para a construção do Trapichão. O governador, inicialmente não concordou e sugeriu a realização de sorteios, mas após ver a ineficiência do método, autorizou que os bingos fossem realizados.

Os bingos sorteavam caminhões, carros, geladeiras e casa prontas e aconteciam semanalmente. Os eventos reuniam multidões. Pessoas saíam do interior do estado para participar. Em janeiro de 1966 o general João José Batista Tubino assumiu o comando do estado, prometendo dar continuidade ao projeto, mas seis meses se passaram e nada foi feito. Em agosto daquele mesmo ano quem assumiu o governo de Alagoas foi Lamenha Filho. Apesar de a ideia de Napoleão, de fazer os bingos, se mostrar eficaz e trazer os ganhos esperados, encontrou muitos obstáculos: os militares decidiram normatizar os bingos em todo o país e, na prática, acabaram com eles. Mas no ano seguinte, o ministro da justiça, Gama e Silva, abriu exceção para que os bingos da FAPE voltassem a acontecer. Mesmo depois da liberação, ainda aconteceu muitos impasses para que os bingos fossem realizados. No total foram 36 festivais promocionais com sorteios. O custo da obra girou em torno de 15 milhões de cruzeiros.

Passado o período de construção, era hora de o Trapichão sediar eventos. No dia 16 de outubro, Emancipação Política de Alagoas, o estádio recebeu desfiles escolares em comemoração à data. No entanto, o evento oficial de inauguração aconteceu com um jogo entre a seleção alagoana e o badalado Santos, de Pelé. Na ocasião, a equipe paulista goleou o time da casa por 5 a 0. O primeiro gol do estádio foi marcado por Douglas. Logo após, Pelé balançou a rede duas vezes e Nenê também marcou duas vezes. Dados mostram que o público presente na partida foi de 45.865 pessoas.

Após o tricampeonato mundial da seleção brasileira, empolgado com a vitória, Lamenha Filho sugeriu que Estádio Rei Pelé fosse o nome definitivo, fazendo menção ao jogador que ganhou mais destaque na Copa do Mundo daquele ano, decidindo assim retirar seu próprio nome.

São 48 anos de histórias felizes, tristes e marcantes. O saudoso Rei Pelé já recebeu jogos entre seleções, finais de campeonatos nacionais, estaduais e o famoso clássico das multidões. É lá que os torcedores choram, sorriem e declaram suas paixões aos seus clubes. Parabéns, Trapichão!

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados