‘Traduções da Cultura’ reúne 21 textos feministas escritos entre 1970 e 2010

Antologia foi coordenada pelas escritoras e acadêmicas Ana Cecília A. Lima, Claudia de Lima Costa, Ildney Cavalcanti e Izabel Brandão; neste domingo (1º.) em Maceió, na Bienal do Livro

Por | Edição do dia 2 de outubro de 2017
Categoria: Cultura | Tags: ,,,,,,,


A editora da Universidade Federal de Alagoas, a Edufal, faz o lançamento, neste domingo (1o), na 8aBienal Internacional do Livro de Alagoas, da obra “Traduções da Cultura: Perspectivas críticas feministas (1970-2010). Trata-se de uma coletânea de 840 páginas, reunindo 21 textos feministas, selecionados e traduzidos pelas escritoras e acadêmicas Ana Cecília A. Lima, Claudia de Lima Costa, Ildney Cavalcanti e Izabel Brandão. Uma sessão de autógrafos ocorrerá a partir das 17h, no café literário Cantinho das Ideias, instalado no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, à rua Celso Piatti, s/n/, no bairro central do Jaraguá.

“Os textos são referência no mundo e cuja publicação em português ou é a primeira ou aparece pela vez primeira numa antologia. É um livro de referência no país para quem tem interesse na área da crítica feminista ou quer aprender um pouco mais sobre esse contexto, que muita gente não conhece e às vezes distorce, exatamente por não conhecer. O livro pode ajudar nesse conhecimento”, explica Izabel Brandão, que coordenou a antologia.

Segundo ela, “são textos relevantes em quatro décadas, dos anos 1970 ao século 21”. “Cada texto traduzido apresenta um comentário. Temos tradutoras de todo o Brasil, das instituições brasileiras, colegas pesquisadoras, e pesquisadores, que atuam na área da crítica feminista ou não. Também trazemos parcerias com pesquisadoras de universidades no Reino Unido e nos Estados Unidos. Então, é uma riqueza de percepções que vale a pena ler.”

Antologia de textos feministas é trabalho de sete anos de pesquisa

A autora esclarece que a participação do pessoal que organizou o livro vai além das traduções, feitas a partir de textos em inglês, espanhol e francês. “Coordenei a pesquisa e também elaborei traduções e comentários. Da mesma forma as colegas Ildney, Ana e Claudia o fizeram. Foi um trabalho cuidadosíssimo, dificílimo por lidar com tanta diversidade de lugares, pessoas e tempos. Mas foi imensamente prazeroso fechar o trabalho e fazer jus a um financiamento de pesquisa que utilizou dinheiro público e cujo resultado está aí e servirá de referência.”

Se o leitor não puder comparecer à bienal neste domingo, pode solicitar o livro escrevendo para as autoras. O endereço eletrônico é traducoesdacultura@gmail.com.

De acordo com Izabel Brandão, o livro começou a ser elaborado em 2010, num encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística, na Universidade Federal de Minas Gerais, num grupo de pesquisadoras chamado A Mulher na Literatura. “A partir da ideia surgida no grupo”, conta a escritora, “construímos um projeto e o submetemos ao CNPq, que o aprovou para financiamento. Isso num momento em que a pesquisa no país não estava amordaçada como agora nesse governo esdrúxulo que aí está.”

Izabel conta que esse grupo existe “há pelo menos 30 anos”. “Temos nos encontrado periodicamente em eventos acadêmicos pelo Brasil, tratando da Literatura de autoria feminina pela via feminista, tanto de resgate da historiografia literária de autoria feminina no país quanto da crítica feminista contemporânea, que lida com as múltiplas temáticas presentes na produção literária contemporânea de autoras brasileiras e estrangeiras.”

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