TJ decide julgar novamente PMs ligados ao massacre do Carandiru

Julgamento que condenou PMs a até 624 anos de prisão foi anulado em setembro do ano passado; eles serão julgados novamente

TJ decide julgar novamente PMs ligados ao massacre do Carandiru

Julgamento que condenou PMs a até 624 anos de prisão foi anulado em setembro do ano passado; eles serão julgados novamente

Por | Edição do dia 11 de abril de 2017
Categoria: Brasil, Notícias | Tags: ,,,


size_960_16_9_carandiru-spOs policiais militares acusados de envolvimento no massacre do Carandiru serão julgados novamente. É o que os magistrados do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo decidiram nesta terça-feira (11).

No total, três desembargadores seguiram o voto do relator,  Luís Soares de Mello, determinando um novo júri. Ficou vencido o desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do TJ que havia defendido a anulação do julgamento que condenou os 74 policiais.

Eles são acusados de matar 77 presos no episódio conhecido como massacre do Carandiru — que terminou com 111 detentos mortos. O caso aconteceu em 1992, quando a PM tentava controlar uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo. Mas o julgamento só aconteceu em cinco etapas entre 2013 e 2014.

O julgamento dos policiais aconteceu em cinco etapas entre 2013 e 2014. Os PMs foram condenados, em primeira instância, a penas que variavam de 48 a 624 anos de prisão.

Em setembro do ano passado, os três desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal do Júri responsáveis pelo recurso da defesa dos réus anularam a condenação sob o argumento que cada policial não poderia ser responsabilizado individualmente pelo crime.

Sartori, então presidente da 4ª Câmara, chegou a pedir a absolvição dos réus em vez da realização de um novo julgamento. Porém, a posição não foi aceita pelos demais quatro membros do colegiado presentes na sessão.

Carandiru

Conhecido como Carandiru, o presídio inaugurado em 1920 funcionava na zona norte da capital. O local chegou a abrigar 8 mil detentos no período de maior lotação. A unidade foi desativada e parcialmente demolida em 2002.

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