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Tentativas de fraude de identidade aumentam 13,6%, revela pesquisa

Redação com agências / 4:27 - 25/05/2016

Nesses casos, dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou obter empréstimos, deixando a dívida para a vítima


As tentativas de fraude de identidade cresceram 13,6% em março, na comparação com fevereiro, segundo indicador mensal da empresa de consultoria Serasa Experian. No total, foram registradas 157 mil tentativas no mês de março.

Nesse tipo de fraude, os dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios ou obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos.

Em relação a março de 2015, houve queda de 14,1% nas fraudes. Os economistas da Serasa explicam a queda citando a recessão econômica, que diminui a busca por crédito pelo consumidor, o que também reduz os alvos potenciais para os fraudadores.

O segmento de telefonia foi o mais afetado, sendo responsável por 41,5% do total de tentativas de fraude identificadas em março. O setor de Serviços ficaram em segundo lugar no ranking, representando 30,4% do total. O terceiro segmento mais afetado foi o de bancos e financeiras, com 19,7% do total.

Para evitar roubos de dados pessoais pelo computador, a Serasa desenvolveu um teste de segurança que indica se o computador que o consumidor usa para fazer compras e pagamentos é seguro. O teste pode ser acessado pelo site da Serasa Experian, que também traz dicas para aumentar a segurança de computadores e smartphones, de forma a diminuir riscos de roubo de dados pessoais.

Consequências

Os casos de fraude de identidade costumam costumam vir acompanhado de constrangimentos e dores de cabeça para suas vítimas e, em alguns casos, seus parentes. Uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) determinou que três diferentes bancos indenizassem os parentes de uma mulher que teve o nome negativado por empréstimos não efetuados.

O detalhe que atestou a fraude foi que as movimentações financeiras foram realizadas nos anos de 2010 e 2011, enquanto a senhora vítima da fraude faleceu em 2008. Entre a identificação do crime e o resultado da ação, a família teve que lidar com as inconveniências referentes ao “nome sujo” da falecida durante alguns anos.


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