Boa Noite!, Quinta-Feira - 18 de Abril de 2019

 

Telhado de vidro

Redação O DIA ALAGOAS / 9:55 - 16/12/2018


A sabedoria popular recomenda – com seu tom coloquial – que “quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho”. Não é preciso muito esforço para entender que sob este tipo de “telhado” não há nenhuma garantia de imunidade a possíveis ataques, principalmente quando quem está sob este teto são agentes públicos.

Portanto, quem, em algum momento, cedeu às “solicitações” externas, ou seja, vantagens indevidas ou qualquer tipo de malfeito em breve receberá a fatura: críticas de um lado, ataques de outro e possivelmente o julgamento da justiça. Dessa forma, é preciso construir uma estrutura sólida para sustentar uma cobertura que garanta resistência a essas “intempéries”.

Para tanto, é preciso muito esforço pessoal e disponibilidade de recursos para atingir tal meta. Entenda esforço pessoal como a vontade de fazer a coisa corretamente, fazer o bem, de acertar nas decisões e disponibilidade de recursos como as oportunidades que a vida lhe oferece. Analisando essas condições é fácil perceber que qualquer indivíduo em maior ou menor grau tem seu telhado de vidro.

Nessa alegoria imagine o telhado aqui mencionado como a conduta de qualquer cidadão ao longo da vida. Decisões e oportunidades poderão culminar numa conduta digna, honrada ou seja, em um super telhado, resistente a qualquer mudança climática ou desembocar num telhado frágil, sem resistência e que sucumbe à primeira ventania. Esses resultados, positivos ou negativos, terão um alcance localizado.

Agora, como já destacado, imagine que este cidadão também é um agente público. Neste caso, é fácil comprovar que o resultado de suas ações, quando comparadas às daqueles, e dependendo do contexto, se dá de forma exponencial. Assim, avaliações são supermensuradas, criando-se ora monstros, ora mitos.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com Bolsonaro. Levado à condição de inatingível, do ponto de vista de sua trajetória política, o presidente eleito (e diplomado) se vê obrigado a dar explicações de condutas, que antes alvo de seu discurso, agora começa a fazer parte de sua nova história. Sob este “teto de vidro” Bolsonaro e família, agora se veem tão frágeis quantos seus adversários.

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