Técnicos da Ufal denunciam direção do Sintufal no Ministério Público do Trabalho

Dirigentes sindicais são acusados de não responder aos apelos para adiamento das eleições, desconsiderando os riscos da pandemia

Técnicos da Ufal denunciam direção do Sintufal no Ministério Público do Trabalho

Dirigentes sindicais são acusados de não responder aos apelos para adiamento das eleições, desconsiderando os riscos da pandemia

Por Assessoria | Edição do dia 18 de fevereiro de 2021
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,,,,,


Imagem: Assessoria

Técnico-administrativos da Universidade Federal de Alagoas protocolaram, nesta quinta-feira (18), uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a direção colegiada do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal). Os filiados protestam porque o Sintufal vem ignorando os vários apelos para o adiamento das eleições, marcadas para 26 e 27 de março.

Os técnicos que peticionaram pela mediação do MPT alegam que a própria Federação dos Sindicatos de técnicos das universidades (Fasubra, respeitando a autonomia das entidades de base, recomendou o adiamento das eleições presenciais até que haja segurança sanitária para uma ampla participação. A própria Fasubra prorrogou o atual mandato.

Os autores da petição ao MPT fazem parte de grupos da base do Sintufal que solicitaram à direção a convocação de assembleia geral para prorrogação do atual mandato, tornando sem efeito o edital de convocação das eleições, publicado no dia 26 de dezembro de 2020. Os grupos também mobilizaram a categoria por meio de abaixo-assinado virtual com mais de 400 assinaturas.

Apesar de pedir o adiamento, o Coletivo Resistir e Lutar inscreveu a chapa no prazo previsto. “Cumprimos as regras estabelecidas no edital para garantir nossa participação. Mas consideramos que não é possível realizar um pleito democrático na situação de isolamento social, por conta da pandemia de Covid-19. Muitos setores estão em trabalho remoto e outros funcionam por rodízio. A instituição está esvaziada. A eleição presencial nessas condições tende a ser pouco representativa”, afirma Evilázio Freire.

Flávio Lins também subscreve a petição. Ele é suplente da atual direção, mas rompeu com os dirigentes sindicais justamente pela ausência de consulta à base. “Não aceito uma direção sindical que se negue a convocar assembleia, por meio virtual, para consultar os filiados sobre as solicitações de suspender o atual processo eleitoral. Perdemos colegas na Universidade para a Covid-19, não podemos ignorar essa pandemia”, finaliza o sindicalista.

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