Taxa de desemprego fica em 11,6%: menos 1,396 milhão de vagas em 1 ano

Taxa de desemprego fica em 11,6%: menos 1,396 milhão de vagas em 1 ano

Por | Edição do dia 30 de agosto de 2016
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,


O setor privado cortou 1,396 milhão de vagas com carteira assinada em um ano, uma queda de 3,9% no trimestre encerrado em julho ante o mesmo período de 2015, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta terça-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mesma pesquisa apontou a taxa de desocupação no Brasil em 11,6% no trimestre encerrado em julho de 2016.

“A carteira de trabalho tem o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2012”, observou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, fazendo menção ao início do acompanhamento desse índice.

O total de trabalhadores com carteira assinada está em 34,343 milhões, menor nível desde julho de 2012, quando somava 34,288 milhões. O pico da carteira assinada foi em junho de 2014, quando o mercado de trabalho contava com 36,880 milhões de empregados formais.

Já o trabalho por conta própria aumentou 2,4% em julho ante julho de 2015, 527 mil pessoas a mais nessa condição. O trabalho sem carteira assinada no setor privado avançou 0,9%, 95 mil a mais. Já o trabalho doméstico cresceu 2,1% em um ano, mais 126 mil pessoas nessa condição.

Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril de 2016, houve redução expressiva no contingente de pessoas trabalhando por conta própria (342 mil pessoas a menos, queda de 1,5%), e elevação no total de informais no setor privado (207 mil indivíduos a mais, alta de 2,1%).

Segundo Azeredo, o resultado significa que muitos dos trabalhadores com carteira assinada que foram demitidos e passaram a trabalhar por conta própria tiveram que voltar à informalidade no setor privado ou ficaram sem ocupação depois que seus negócios “não vingaram”. Com mais pessoas em busca de uma vaga, aumenta ainda mais a taxa de desemprego, explica o pesquisador.

“Além daqueles que perderam o emprego, dos que estão se desfazendo dos negócios recém-abertos, tem aquelas pessoas atingidas indiretamente pela crise. São parentes das pessoas que estão perdendo o emprego e que vão buscar um posto de trabalho”, justificou Azeredo.

Taxa de desemprego

Quando ao número à taxa de desocupação no país, registrada em 11,6% no trimestre encerrado em julho, o resultado ficou acima da mediana (11,50%) mas dentro do intervalo das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast. Eles estimavam uma taxa de desemprego entre 11,30% e 11,70%. Em igual período do ano passado, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 8,60%.

Já a renda média real do trabalhador foi de R$ 1.985 no trimestre até julho de 2016. O resultado representa queda de 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 175,3 bilhões no trimestre até julho, queda de 4,0% ante igual período do ano anterior.

Desde janeiro de 2014, o IBGE passou a divulgar a taxa de desocupação em bases trimestrais para todo o território nacional. A nova pesquisa substitui a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrangia apenas as seis principais regiões metropolitanas, e também a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) anual, que produz informações referentes somente ao mês de setembro de cada ano.

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