Fotógrafos profissionais ou amadores podem se inscrever, gratuitamente, até o dia 23 de junho, no 11º Prix Photo Aliança Francesa, importante prêmio nacional de fotografia. Com o tema Sonhos, a edição deste ano recebe inscrições pela internet. A proposta é uma interpretação do sonho em todos os seus sentidos.

"A ideia é valorizar propostas artísticas originais, experimentais, sejam abstratas ou documentais, e que possam oferecer um olhar diferenciado sobre as temáticas atuais propostas pelo concurso e que representam um eco das grandes questões de nosso tempo", sinalizou o diretor Cultural da Aliança Francesa, Quentin Richard.

O Prix Photo Aliança Francesa vai premiar o primeiro colocado com uma viagem para encontros profissionais na França, em parceria com Réseau Diagonal, com bilhete Air France, além da publicação do portfólio na revista francesa L’Oeil de la Photographie. O segundo classificado poderá participar de uma residência artística no Rio de Janeiro, em parceria com o Ateliê Oriente. Já o terceiro lugar e o vencedor do prêmio do júri popular ganharão mentoria profissional a distância com o Ateliê Oriente.

Além dos prêmios principais, serão oferecidos dois prêmios especiais: o prêmio Lovely House, que consiste em uma residência a distância de formatação de fotolivro, em parceria com a editora e casa de livros paulista Lovely House, e o prêmio PhotoClimat, que oferece a difusão do portfólio na Maison du Climat em Paris, em parceria com a Bienal Photo Climat de fotografia social e ambiental.

Haverá ainda exposição coletiva na Galeria da Aliança Francesa Botafogo com os três primeiros colocados, cuja inauguração está prevista para ocorrer em agosto de 2023. A mostra será itinerante e passará pelas demais unidades da rede de Alianças Francesas, em outras cidades do país.

Série

10ª edição do Prix Photo Aliança Francesa.

10ª edição do Prix Photo Aliança Francesa. (Foto: Divulgação/ 10ª edição do Prix Photo Aliança Francesa)

Após preencherem a ficha de inscrição online, os participantes deverão enviar também pelo site a série com as dez fotografias coloridas ou preto e branco, sob o tema “Sonhos”, proposto nesta edição. As imagens poderão ser manipuladas ou não e devem ser enviadas no tamanho máximo de 2MB e em formato JPG, obtidas por meio de equipamento analógico (câmera de qualquer formato, pinhole ou outra técnica) ou digital.

Realizado pela rede das Alianças Francesas no Brasil, o concurso tem âmbito nacional e conta também com apoio da revista de fotografia contemporânea do Instituto Moreira Salles, Revista ZUM, bem como da Embaixada da França no Brasil e do Instituto Francês.

Em entrevista à reportagem, Quentin Richard disse que o objetivo é “incentivar o diálogo entre os profissionais da fotografia do Brasil e da França e, assim, poder aproveitar a viagem à França não só para turismo, mas além disso, criar um vínculo com os profissionais franceses”. A comissão julgadora, formada por especialistas brasileiros e franceses, se reunirá em julho para escolher os trabalhos vencedores, cuja divulgação está prevista para agosto.

Reflexos

10ª edição do Prix Photo Aliança Francesa.

10ª edição do Prix Photo Aliança Francesa. (Foto: Divulgação/ 10ª edição do Prix Photo Aliança Francesa)

No ano passado, a décima edição do Prix Photo Aliança Francesa abordou o tema Reflexos e recebeu mais de 680 portfólios de participantes inscritos, apesar da pandemia da covid-19. O vencedor do júri oficial foi o fotógrafo José Roberto Bassul (Brasília, DF) com a série O Sol só Vem Depois, premiado com uma viagem a Paris com direito a acompanhante. A segunda colocada foi a fotógrafa Ilana Bar (Atibaia, SP) com a série Metamorfose. O prêmio do júri popular foi concedido a Jota Barbosa (Afuá, PA), pelo ensaio Reflexos da Água. Além dos dois primeiros colocados, tiveram destaque os ensaios ANOMIA / Urbs_opsis, de Luiz Baltar (Rio de Janeiro, RJ) e Popularmente Desconhecido, de Ana Maria Antonelli da Veiga (Brasília, DF), aos quais foi conferida menção honrosa.

Os trabalhos vencedores da edição de 2021 serão exibidos em uma exposição que a Aliança Francesa de Botafogo inaugura em agosto.

Foto: Reprodução

As inscrições do 5º Concurso de Fotografia Ambiental do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) estão abertas e os candidatos devem se atentar a cumprir todas as etapas do credenciamento, seguindo o regulamento. O tema “Integração pessoa e meio ambiente” pretende provocar a reflexão sobre as profundas alterações sociais causadas pelo período de pandemia. Portanto, as fotos devem ser inéditas e tiradas em Alagoas, no período de janeiro de 2020 a abril de 2021.

Os fotógrafos têm até o dia 8 de abril para se inscrever através do endereço https://doity.com.br/v-concurso-de-fotografia-ambiental. Importante notar que o credenciamento é feito em duas etapas. Primeiro pelo preenchimento de dados pessoais e depois a submissão de trabalho, área de upload da foto.

Cada inscrito só pode concorrer com apenas uma imagem, sendo um trabalho individual, sem a permissão de um co-autor. É necessário preencher todos os itens obrigatórios, desde o nome da foto até o equipamento utilizado.

Às fotografias em que há a exploração da imagem/rosto de alguma pessoa, é preciso que o autor assuma a responsabilidade em relação ao uso da imagem, por meio de apresentação de autorização por parte da pessoa fotografada ou carta justificativa sobre a ausência da autorização do uso de imagem.

Deve-se também apresentar cópia da nota fiscal e do certificado de origem do animal, caso a fotografia apresente animal em cativeiro.

Edição das fotos via software é limitada

A fotografia inscrita poderá ser colorida ou em preto e branco e deverá ser enviada em formato digital JPG ou PNG, com 2500x1800px.

É livre o uso de qualquer tipo de equipamento para a captura da imagem, sendo necessário descrevê-los no ato de inscrição. No entanto, a edição via software deve ser limitada.

Ajustes de contraste, brilhos, saturação, nitidez são aceitos; apagar elementos, mudar a composição original, inserir elementos, trocar o fundo, fundir imagens e outros retoques são expressamente proibidos.

Critérios de avaliação

O prêmio total de R$ 12.000,00 do 5º Concurso de Fotografia Ambiental será dividido entre quatros ganhadores.

A categoria especial “Mulher na Fotografia”, novidade da edição, irá premiar uma fotógrafa com o valor em dinheiro de R$ 3.000,00. A categoria geral distribuirá R$ 4.000,00 para o primeiro lugar, R$ 3.000,00 para o segundo lugar e R$ 2.000,00 para o terceiro lugar.

Importante destacar que a categoria especial, especificada em gênero, não impede que mulheres sejam premiadas na categoria geral. Mulheres estarão automaticamente incluídas na categoria prêmio especial.

As imagens serão avaliadas por uma banca de fotógrafos profissionais, através dos critérios de originalidade; composição; e relevância e valor socioambiental.

Para saber mais atualizações do 5º Concurso de Fotografia Ambiental, acompanhe o site e redes sociais do IMA.

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A mostra terá abertura no dia 24 de janeiro, às 19 horas, na Galeria de Arte da Unidade Sesc Centro e estará disponível para visitação de 27 de janeiro a 13 de março, de segunda a sexta, das 12h às 18h.  A exposição é o resultado de uma imersão em territórios de poesia, inspiração e arte, firmada por um olhar crítico e sensível.

A mostra, com curadoria de Fabiana Xavier e Fran Favero, tem a participação dos artistas Amanda Bambu, Dafhine Alves, Iris Dani, Josian Paulino, Karol Corado, Marina Milito, Sandra Januario e Thalita Melo, que participaram de duas oficinas de fotografia promovidas em Maceió pelo Sesc Alagoas, como parte da ação educativa da exposição Territórios e Fronteiras que ocupou a Galeria Sesc Centro de agosto a setembro de 2019.

As oficinas ministradas por Fran Favero e Leandro Pereira da Costa, ambos artistas visuais integrantes da exposição Territórios e Fronteiras, foram direcionadas para as questões do território e da cidade e promove um olhar para o entorno e para os processos poéticos, éticos e políticos que podem resultar de uma prática artística e fotográfica voltada para um lugar específico e para suas comunidades.

Com abordagem prática e teórica, as duas oficinas se complementaram e resultaram em um corpo de trabalho potente a partir do qual a exposição Deslimites é proposta. Durante as oficinas, os participantes percorreram as rachaduras que cortam e ameaçam os bairros do Pinheiro e do Mutange, em Maceió. Por meio do compartilhamento de memórias, de conversas com moradores atuais ou removidos dos bairros atingidos e da proposição de dispositivos poéticos, os artistas produziram visualidades, narrativas e visibilidades.

Composta por fotografias e cartazes em formato de lambe-lambe de Amanda Bambu, Dafhine Alves, Iris Dani, Josian Paulino, Karol Corado, Marina Milito, Sandra Januario e Thalita Melo, a exposição Deslimites convida a um olhar crítico e sensível para as questões urgentes que atingem esses lugares e propõe reflexões ainda mais amplas sobre a cidade e suas fronteiras explícitas e implícitas.

Manifestantes protestaram nesta quinta-feira (30), em Maceió (AL), contra o contingenciamento de recursos da educação pública, anunciado pelo governo federal. Representantes de sindicatos, estudantes, professores, servidores públicos e sociedade civil se concentraram na Praça do Centenário e caminharam em direção ao Centro da capital alagoana.

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Estão abertas até amanhã (26/04) as inscrições para a temporada 2019 do FotoIfal, curso de extensão em fotografia básica com enfoque social ofertado pelo Ifal Campus Maceió. Para inscrever-se, é necessário apresentar na DEPP, no Bloco Administrativo do Campus Maceió, apresentando carteira de identidade (original e fotocópia); CPF (original e fotocópia); comprovante de endereço com CEP (original e fotocópia) e formulário de inscrição. A DEPP recebe as inscrições de segunda a sexta-feira das 8h às 18 horas.

O curso será aberto pelo módulo de Fotografia e Empoderamento Feminino, com carga horária de 40 horas e período de realização de 02/05/2019 a 07/06/2019. As aulas acontecem no IFAL/Campus Maceió, na Coordenação de Estradas, de Segundas à Sextas-feiras com aulas práticas em em sábados pré-agendados.

O curso proposto tem a intenção de capacitar os públicos interno e externo do IFAL nas técnicas de fotografia básica e ao mesmo tempo suscitar uma reflexão e um posicionamento dos (as) alunos(as) sobre as questões de gênero relacionados a posição da Mulher na sociedade atual. Sendo assim o foco do curso é o uso da fotografia como ferramenta de empoderamento feminino e como inserção no mundo do trabalho. A capacitação básica permitirá aos concluintes a possibilidade realizar trabalhos básicos de fotografia, pois serão capacitados nos conceitos clássicos da arte de fotografar. Mais informações disponíveis aqui.

Com o intuito de incluir Alagoas no circuito de eventos nacionais de fotografia do País, o I Encontro de Fotografia Criativa de Maceió, Foto Sururu, traz palestras, exposições fotográficas, oficinas, projeções comentadas e leituras de portfólios para o Estado. O ciclo de palestras acontece no Museu de Imagem e Som de Alagoas, nesta sexta-feira (19) e no sábado (20).

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Com apoio da Secretaria de Estado da Comunicação (Secom) e da Diretoria de Teatros de Alagoas (Diteal), o evento é organizado pela Agência Fragma e dispõe de 100 vagas para as palestras com convidados renomados do cenário local e nacional, como Celso Brandão, fotógrafo alagoano, e Jacqueline Hoofendy, do Rio de Janeiro. A ideia é proporcionar troca de conhecimento e promover o trabalho dos fotógrafos alagoanos.

Para o fotógrafo e organizador do evento, Jorge Vieira, realizar o Foto Sururu é um desafio grande. “É a primeira vez que a gente faz um evento com dimensão nacional, que inclusive já acontece para acabar com a falta de cultura fotográfica em Alagoas. A ideia também é dar a visibilidade que a fotografia alagoana merece, estimular essa cultura no nosso Estado e aguçar novos olhares”, disse Vieira.

Além das palestras que tratam sobre o poesia e cultura como parte do processo criativo da fotografia, dentre outros temas, o Encontro também apresenta duas exposições: “Autorretrato, Atalho para Minha Poética (IPHAN)” e “Missão São Francisco: Nos Caminhos de Richard Francis Burton - ATO I (Fundação Pierre Chalita)”. Oficinas com diversas temáticas e leituras de portfólio com limites de vagas também serão ofertados ao público. Confira a programação completa no endereço eletrônico: www.fotosururu.com.

Estudantes recebem orientações sobre técnicas fotográficas (Ascom Seprev)

Estudantes recebem orientações sobre técnicas fotográficas (Ascom Seprev)

Com o objetivo de lançar um olhar diferente e sob uma perspectiva da própria comunidade sobre o que é prevenção à violência, o Projeto Retrato das Quebradas da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) deu início, nesta terça-feira (26), a uma série de oficinas produtivas de fotografia para jovens e adolescentes.

Neste primeiro dia, foram contemplados aproximadamente 30 estudantes da Escola Estadual Miran Marroquim, no Jacintinho, que, além de aprender todas as técnicas fotográficas, participaram de palestras e debates sobre conceitos e temas que envolvem a prevenção da violência. A oficina da fotografia foi ministrada pelo fotógrafo e técnico da Seprev, Vitor Beltrão.

“O projeto nasceu da necessidade de pensar em métodos interventivos onde fosse possível ouvir e visualizar a maneira particular que cada comunidade tem sobre violência. Para tal, idealizou-se a utilização de recursos fotográficos, os quais permitem entender melhor a localidade, sob a visão daqueles que realizam as fotografias”, explicou a supervisora de Prevenção, Promoção e Reintegração da Seprev, Josse Leah.

Ao todo, o Retrato das Quebradas realizará oficinas de fotografias em seis escolas dos territórios prioritários de atuação da Seprev, iniciando no Jacintinho e passando pelos bairros do Benedito Bentes, Cidade Universitária, Clima Bom, Vergel e Tabuleiro dos Martins.

“As oficinas sobre fotografia em cada comunidade se tornará um diferencial, tendo em vista que tal alternativa proporcionará aos participantes a possibilidade de se expressarem, sem necessariamente ter que verbalizar”, completou Josse Leah.

O projeto permitirá uma construção de intervenções mais concretas e pontuais, bem como a possibilidade de fomentar políticas e atuações mais eficazes. Ao final, será realizado uma exposição com as fotos de todos os jovens que participarem e que melhor retratarem a sua perspectiva de violência.

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No dia 7 de abril, o Museu Théo Brandão recebe a exposição temporária Tecendo Sentidos: Fotografia e Experiência Etnográfica. Com realização do FotoSururu, a mostra faz parte do 1º Encontro de Fotografia Criativa em Maceió e ficará em cartaz até o dia 12 de maio no MTB. Os trabalhos são de alunos da disciplina de Antropologia Visual da Ufal.

“A exposição é montada de forma a abrigar diversos trabalhos, todos eles de cunho antropológico. Acredito que será interessante ver as peculiaridades do olhar de outros alagoanos sobre os cenários locais, assim como acompanhar a recepção destes cenários e costumes por parte dos visitantes de outros Estados”, destacou a fotógrafa e produtora do evento, Gabi Coêlho,

De acordo com a produtora, a ideia do FotoSururu é movimentar o cenário local, gerar trocas, fazer a produção de Maceió ser vista e que os alagoanos vejam o que tem sido produzido fora. Além disso, com a mostra, pretende-se integrar a Ufal ao festival, por entender a importância da fusão entre a produção acadêmica e a de fora dos muros da Universidade.

Nos dias 19 e 20 de abril, haverá a oficina Curadoria em Fotografia: Exposições e Fotolivros, com Eder Chiodetto, voltada a fotógrafos profissionais ou amadores com produção autoral em andamento, seja em fotografia documental ou de caráter experimental/artístico. Chiodetto é mestre em Comunicação pela ECA/USP, jornalista, editor, professor, curador independente e coordenador do Ateliê Fotô. Mais informações pelo e site ou pelo  e-mail fotosururu@gmail.com.

SERVIÇO

O quê: Exposição temporária Tecendo Sentidos: Fotografia e Experiência Etnográfica

Quando: 7 de abril a 12 de maio

Horário de visitação: de terça a sexta, das 9h às 17h

Onde: Museu Théo Brandão - Avenida da Paz, 1490, Centro.

Por Carol Amorim - Repórter O Dia+

Há menos um ano, mais precisamente, no dia dos namorados do ano passado, um grupo de amigos se juntou para fazer rimas em forma de rap nos coletivos de Maceió.  Um dos membros, Fellipe Motta, 20, conheceu o trabalho de uma dupla independente que fazia a rima nos coletivos, experimentou, e passou a se apresentar periodicamente com outros amigos. Atualmente, ele e mais cinco membros, juntamente a um produtor, formam o grupo Rap em Movimento, que leva a arte do hip hop pelas ruas de Maceió por meio dos coletivos.

(Foto: Jessyka Soares)

O grupo Rap em Movimento, que leva a arte do hip hop pelas ruas de Maceió por meio dos coletivos é formado por seis integrantes.(Foto: Jessyka Soares)

A rotina dos rappers do grupo começa com a definição da rota que eles traçarão no dia seguinte e dos horários que eles farão. Um dos locais que o grupo mais se apresentou, segundo eles, foi a Avenida Fernandes Lima. Para os membros, o local é o mais central da cidade. Além da Fernandes Lima, os bairros Ponta Verde, Poço e também a parte alta da cidade fazem parte da rota do Rap em Movimento.

A equipe de reportagem do site O Dia Mais acompanhou o grupo na jornada de trabalho e arte e observou que, geralmente, em dupla, os membros do grupo esperam nos pontos de ônibus um transporte que esteja mais vazio, com passageiros sentados. “Para não atrapalhar a passagem e não gritar no ouvido de alguém”, explicou Fellipe.

Além desse detalhe, os artistas observam se no ponto de ônibus já estava algum vendedor ambulante, para não passar a vez dele na entrada do coletivo. E, antes de entrar no ônibus, os rappers pedem autorização ao motorista para entrarem pela traseira do transporte.

“No começo eles [motoristas] ficavam desconfiados da gente, perguntavam se a gente ia bagunçar o ônibus, mas agora, a maioria já nos conhece”, contou Michel Santos, 18, o membro mais jovem do Rap em Movimento. Ele também enfatiza que há cerca de dois meses os membros trabalham uniformizados, com camisetas que tem a logomarca do grupo.

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Há cerca de dois meses os membros trabalham uniformizados, com camisetas que tem a logomarca do grupo. (Foto: Jessyka Soares)

Ao entrarem no coletivo, acompanhados da equipe de reportagem, foi possível notar olhares curiosos e até mesmo sorrisos de adultos e crianças. A dupla em questão (geralmente eles se dividem em dupla) se apresentou a todos e em seguida ligou a caixinha de som portátil que fica pendurada no pescoço de um deles. O beat - como é chamada a música instrumental que acompanha os rappers nas rimas -, que o grupo utiliza, segundo Fellipe, foi retirado da Internet, mas, no momento, o Rap em Movimento se prepara para mobilizar MCs que produzem música em Alagoas, para que eles possam disponibilizar beats para o grupo utilizar em suas apresentações diárias nos coletivos de Maceió.

Enquanto isso não acontece, o grupo utiliza as músicas encontradas na web e, ao começarem a rimar, expressam um repertório improvisado com a ajuda das características que eles encontram nos passageiros dos ônibus. No momento em que a reportagem esteve presente, essa forma de rima provocou riso em diversas pessoas que estavam presentes.

Além dessa forma de inspiração, Abraão da Silva, 19, mais um membro do Rap em Movimento, comenta que tudo ao redor dos membros do grupo pode virar inspiração na hora da rima. “A gente procura passar uma mensagem que faça sentido e procura também representar aquele que não tem coragem de fazer um trabalho expositivo como o nosso”, explicou. Abraão também enfatizou sobre a importância de passar uma mensagem de cunho social por meio do rap.

Ao final da apresentação da dupla que o site O Dia Mais acompanhou, a maioria dos usuários do coletivo aplaudiu a apresentação e se mostrou satisfeitos. Logo mais, quando a dupla passou pelos acentos do coletivo com um boné, para colher as doações que as pessoas quisessem dar pelo trabalho realizado, muitos também contribuíram com o incentivo a arte dos rappers em movimento.

Durante 4 horas de apresentações nos ônibus da capital de Alagoas, o grupo consegue arrecadas cerca de R$50 e ao final do mês, avaliam que conseguem adquirir uma quantia capaz de arcar com as despesas de cada um. Além disso, eles revelaram que já chegaram a ganhar refeições e até roupas, devido ao trabalho que eles realizam por meio da música. Todos eles, que fazem parte do movimento, o têm como a principal fonte de renda e até mesmo única.

SUPERAÇÃO

Sobre os possíveis preconceitos que enfrentam no dia a dia como artistas de rua, o membro Gabriel Vita, 21, confessou que já sofreu opressão nos coletivos e os demais relataram que já passaram por situações de preconceito devido ao estigma negativo que o rap ainda possui na mente de muitas pessoas. Entre as situações que já enfrentaram, eles relatam que ao entrarem nos coletivos, pessoas já chegaram a esconder os celulares e os fones de ouvido.  Mas, para eles, é unânime a visão de que é possível mostrar para as pessoas que o rap é uma arte, por meio da aproximação que as apresentações nos ônibus são capazes de proporcionar. “Após situações como essas, notamos que as pessoas pegaram o mesmo celular e começaram a filmar a gente”, relembraram.

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“Tem pessoas mais velhas que a gente sabe que conhece a rima por meio do repente e, quando se deparam com o rap, vêem algo familiar e começam a olhar com outros olhos. Isso é gratificante para a gente”, ressalta Michel. (Foto: Jessyka Soares)

Além disso, os membros também reforçam que reconhecem o papel social que eles carregam não apenas por disseminarem o rap alagoano nos coletivos como também por serem negros e terem estilos diversos, que fogem do padrão social.

No momento, o grupo Rap em Movimento não possui MCs femininas no quadro de membros, mas eles explicam que estão abertos a integrarem meninas na equipe e elogiam o trabalho das amigas MCs que eles já se depararam no cenário alagoano do rap.

Em meio das dificuldades que possam encontrar nos transportes, eles avaliam que a recepção nesses espaços são em 90% positivas e que, por meio das apresentações diárias, o grupo já coleciona algumas conquistas, como a participação em um documentário produzido por estudantes do curso de publicidade, de uma da faculdade da capital. Além desse primeiro registro audiovisual, o grupo também participou de mais dois documentários e que, inclusive, um deles, será exibido em breve na Noruega.

APOIO

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Fellipe tem o total apoio da mãe (Foto: Jessyka Soares)

Ao se tratar da reação dos familiares, Fellipe contou que a sua mãe já consegue ver o rap como um trabalho na vida dele e que, inclusive, já pediu para que ele não procurasse mais um emprego formal e continuasse no caminho do rap. Ele avalia esse apoio da mãe como uma conquista pessoal também.

No caso de Josias Brito, 20, mais um membro do Rap em Movimento, sua família também passou a compreender melhor o seu trabalho como artista de rua. Ele nota que seus familiares passaram a encarar seu trabalho com mais naturalidade.

Para Gabriel, porém, o apoio da família ainda é um obstáculo por muitos deles ainda valorizarem mais os empregos formais. Mas, apesar disso, ele segue satisfeito com sua escolha.

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Abraão da Silva (Foto: Jessyka Soares)

E, no caso de Abraão da Silva, ele conta algo curioso sobre a sua entrada para o grupo. “Foi a minha mãe que viu a apresentação do pessoal nos ônibus e sugeriu que eu fizesse o mesmo, já que ela sabia que eu gostava. A partir disso, eu procurei o grupo e comecei a participar. Para ela, se eu estou feliz, isso é o que importa”, contou.

Entre as inspirações artísticas do Rap em Movimento, eles citam artistas alagoanos como Singelo,  Alex NSC e o grupo Nós que Faz. E expressam que o objetivo do grupo também consta em atrair mais público e apresentar, para cada vez mais pessoas, o projeto que apresenta o rap para quem não costuma ter contato com o estilo musical.

Para apresentações e outros contatos, o Rap em Movimento pode ser encontrado por meio do Instagram @rapemmovimento_ e também através dos números (82) 99974-9727 e (82) 99116-2815.

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Desde o seu surgimento, no início do século 19, a fotografia tem se mostrado um instrumento importante para a investigação da história. Dizer que “uma imagem vale mais que mil palavras”, pode até ser clichê, mas realmente faz sentido quando analisamos algumas fotos que ajudam a contar a história do mundo. A Revista Bula pesquisou arquivos de imagens na web e reuniu em uma lista 21 fotos impressionantes que nos ajudam a enxergar o passado com uma nova perspectiva. Algumas fotografias retratam personalidades importantes na ciência e na arte, outras apresentam pessoas comuns que se tornaram a representação de períodos determinantes na história mundial.

Exposição tem retratos de catadoras de Alagoas e PernambucoO projeto Relix, que discute sustentabilidade através da educação, arte e tecnologia, chega ao momento de sua grande homenagem às catadoras de lixo: a exposição RELIXX A Força Cromossômica Feminina Por Uma Vida Sustentável. Com retratos de catadoras de dois estados - Alagoas e Pernambuco, a exposição entra nas casas e no mundo dessas mulheres que tanto contribuem com a reciclagem.

A exposição fica em cartaz no Espaço Pierre Chalita (Pça Manuel Duarte) até o dia 23 de dezembro. Idealizada por Lina Rosa Vieira e Sérgio Xavier, o projeto Relix tem patrocínio do Sesi Alagoas.

“Se o concretista escreveu 'lixo' com a repetição do 'luxo', essas mulheres escreveram 'luxo' com a repetição do que encontraram no lixo. Quando o Relix surgiu, uma das inquietações era retirar da invisibilidade social mulheres fortes e tão importantes para a cadeia sustentável do nosso estado: catadoras cheias de histórias e sonhos, mas que vivem uma realidade bruta para sustentarem suas famílias”, observa Lina Rosa Vieira, idealizadora do projeto Relix, da exposição e que também assina os textos da montagem. As fotografias são dos renomados Beto Figueiroa e Helder Ferrer, ambos pernambucanos.

As personagens compõem a exposição junto com suas histórias de luta, sempre amparadas pela coleta seletiva. Mulheres como Ada, 27 anos, que chegou ao lixão bebê, junto com a mãe Silvania. Moram na mesma casa e criam a família juntas do sustento do lixão. O pai está preso e a energia da casa é forte e feminina. Ada é vaidosa e tem orgulho do que acha e recicla. “Adoro minhas pratas, não vendo nadinha. Às vezes a gente achava tudo organizadinho, dentro de uma bolsinha, parece que a pessoa já botava no lixo pra alguém achar mesmo", relata.

Ijanete, depois que o Relix passou por Maceió, ficou cada vez mais empoderada e, de catadora independente, virou associada de uma cooperativa e melhorou seu ofício: “Eu catava latinhas na rua, com as crianças, para sobreviver. Hoje, é meu sustento e tenho muito orgulho do meu trabalho”.

Além da exposição, o projeto segue com sua temporada de espetáculos nas escolas e indústrias de Alagoas. Em cena, teatro de formas animadas, seis atores e muita música para contar de forma lúdica e educativa uma história sobre pessoas comuns que se tornam heróis da sustentabilidade, despertando o interesse das crianças e jovens pelo tema.

RELIX

A iniciativa multidisciplinar e orgânica, integrada com arte, música, teatro, fotografia, mobilidade, educação ambiental, redes sociais, tecnologia e direitos humanos, circula até fevereiro por todo o estado para alertar sobre a problemática do lixo. O Relix se posiciona como um ponto de partida para que a população repense a maneira que lida com lixo, não só no âmbito coletivo, mas no comportamento do indivíduo. Cada pessoa, comunidade ou indústria pode ser sensibilizada para se integrar como agente de reestruturação.

"Numa referência ao lixo em latim (lix, significado de cinzas), Relix é Recusar, Repensar, Reciclar, Reduzir e Reutilizar o lixo. Ressignificar transformando o conceito de lixo por meio da arte, relíquias, para provocar mudanças de comportamento que conduzam a resultados mais eficientes e confirmem o estabelecimento da nova e necessária tendência ao lixo zero. Ainda distante, mas é preciso começar", diz a idealizadora. "A cada performance cultural, com público formado por estudantes ou trabalhadores da indústria, se constrói uma nova consciência ambiental, na nossa casa, mas também na rua, trabalho, cidade".

SERVIÇO:

Exposição RELIXX - A Força Cromossômica Por Uma Vida Sustentável

Espaço Pierre Chalita - Pça Manuel Duarte, 77 Pajuçara

Até 23/12

Horário de visitação: Terça a domingo, das 9h às 17h

Entrada franca

Chororó-didi, chupa-dente-do-nordeste, gavião-carangujeiro, tatac, choquinha-de-alagoas, formigueiro-de-cauda-ruiva, saíra-pintor, gavião-de-pescoço-branco. O que esses pássaros têm em comum (além do fato de voar, é claro)?

Todos eles podem ser encontrados nos céus do nosso estado e, também, na exposição “Aves de Alagoas”, do fotógrafo arapiraquense Sérgio Leal, que está no hall da Casa da Cultura, no Centro, desde o dia 20.

A abertura aconteceu justamente abrindo o período da Primavera e se encerrará no Dia da Ave, 5 de outubro. A entrada é franca e, na mostra, há mais de 60 pássaros fotodocumentados.

Este trabalho de catalogação vem sendo feito por Sérgio Legal há 12 anos e, depois daqui, a exposição pode seguir até para fora do país, evidenciando as nossas belezas naturais.

Algumas palestras gratuitas estão sendo realizadas para universitários, convidados e escolas da Rede Municipal de Ensino no auditório da Casa.

Para o fotógrafo, a observação dessas aves, além do caráter meditativo do ato – que exige esmero e paciência –, é uma atividade recreativa, de pesquisa e de preservação ambiental.

A captura é apenas no clique da câmera. Os animais devem permanecer livres, na copa das árvores e nos céus alagoanos.

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