O curso de Engenharia Elétrica vai ofertar vagas no segundo edital do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), deste ano, com publicação prevista para o mês de junho. Criado em 12 de novembro de 2019, conforme Resolução nº 79/2019 do Conselho Universitário (Consuni), o curso está na estrutura do Campus de Engenharias e Ciências Agrárias (Ceca) e é a mais nova graduação da Universidade Federal de Alagoas.

A aprovação para a implantação do curso de Engenharia Elétrica ocorreu três meses antes da decretação da emergência sanitária no Brasil, ocorrida em março de 2020, por conta da pandemia que mudou o ritmo das rotinas acadêmicas na Ufal, que seguem remotamente. O primeiro desafio enfrentado, para um curso que estava iniciando, veio com suspensão do então semestre letivo, o que, sem dúvida, representou um grande impacto para os novos alunos que estavam chegando à universidade.

De acordo com a coordenadora Alana Kelly Xavier Santos, o empenho da coordenação do curso superou outro desafio para se integrar ao novo ritmo acadêmico da instituição, por meio do Programa Letivo Excepcional (PLE). Mas, segundo Alana, os obstáculos foram superados e colhidos bons resultados. Das 40 vagas ofertadas pela graduação houve a participação de 36 discentes.

“Trabalhamos com empenho para o estímulo aos alunos da primeira turma vencendo desafios. Com a pandemia foi adiado o ingresso dos primeiros discentes, mas a coordenação do curso e as ações de toda a gestão da Ufal, a exemplo da Prograd, Copeve e Consuni, possibilitaram que os alunos da primeira turma entrassem ainda no ano de 2020 no PLE e continuassem seus estudos no período 2020.1. Essas ações foram promovidas para não trazer nenhum prejuízo aos discentes”, disse Alana.

Segundo a coordenadora, motivar os discentes a continuar os estudos em meio à pandemia consiste ainda no maior desafio enfrentado: “Temos feito isso desde o primeiro edital de pré-matrícula de 2020 da Copeve. Para as boas-vindas aos novos discentes, solicitamos à Copeve os contatos de todos que fizeram a pré-matrícula no curso. Realizamos dois cursos de nivelamento, um em Matemática e o outro em Física e essas atividades oportunizaram aos novos alunos aulas e revisão de conteúdos relacionados a essas disciplinas do ensino médio”.

A aula inaugural on-line, antes do início do PLE [período em que os discentes de Engenharia Elétrica ingressaram na Ufal de forma oficial], com participação da direção do Ceca, coordenação, secretaria, professores e todos os discentes do curso, também foi destacada por Alana como uma atividade de motivação e integração, com bons resultados. Foram feitos sorteios de livros e palestras de engenheiros eletricistas que atuam no mercado de trabalho, como também abordagem sobre o curso e o Programa PLE.

O curso de Engenharia Elétrica da Ufal tem duração mínima de cinco anos e a estrutura curricular está dividida em 10 semestres, contando com o estágio e o trabalho de conclusão (TCC). Oferta anualmente 40 vagas, sempre no segundo semestre letivo do ano. Segundo a coordenadora Alana Santos, o curso foi criado em parceria com os professores de Engenharia de Energia, uma das graduações do Campus Ceca. “Antes da criação do curso, Engenharia de Energia tinha oferta semestral, mas depois passou a ter anual, para que se possa compartilhar os mesmos professores dos dois citados cursos. Alternando, assim, os semestres de entrada e disciplinas oferecidas por ambos”, enfatizou.

Campos de atuação

O profissional graduado em Engenharia Elétrica é intitulado de engenheiro e engenheira eletricista. A estrutura curricular do curso da Ufal foi elaborada de forma a proporcionar aos egressos uma formação humana e profissional que conduzam ao desenvolvimento de uma postura ética e de habilidades técnicas e organizacionais, constituintes do perfil com competência, visão de futuro e responsabilidade socioambiental. O que possibilita ao egresso trabalhar em todas as subáreas da Engenharia Elétrica: Eletrotécnica, Eletrônica, Controle e Automação e Telecomunicações.

O engenheiro ou engenheira eletricista pode desenvolver atividades nas áreas de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, telefonia, antenas e propagação, instrumentação, automação, sistemas eletrônicos analógicos e digitais, projetos de circuitos digitais, entre outros. Também prestar consultoria empresarial, administrativa e gerencial, bem como atuar em áreas multidisciplinares que envolvem conhecimentos básicos de eletricidade, eletrônica, computação e biogenética.

Mestre e doutora em Engenharia Elétrica, Alana Santos, ao falar sobre a positividade da criação do curso de graduação conectada com o desenvolvimento local, aproveita para tecer agradecimentos ao apoio recebido e destacar a importância para Alagoas: “Em nome de todo o grupo, direção do Ceca, coordenação, secretaria e professores do curso ratifico a felicidade de poder estar participando, desde o início, desse projeto. Estamos trabalhando com muito afinco para fazer do curso de Engenharia Elétrica da Ufal um sucesso, visando ao desenvolvimento econômico, tecnológico e promover muita alegria aos filhos e filhas de Alagoas”.

Presidente do CREA-AL, Rosa Tenório (Foto: Assessoria)

Em posse, na manhã desta segunda-feira (4), a presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea-AL), Rosa Tenório, declarou que fará uma gestão com forte presença na sociedade. "Iremos fiscalizar obras e garantir o exercício legal da profissão. Assim, o Conselho protege a sociedade, protege vidas e protege os profissionais, ressaltou.

Rosa Tenório é engenheira civil, foi controladora-geral do Estado, secretária municipal de Desenvolvimento Territorial de Maceió, e terá mandato de três anos (2021/2023).

Representando o plenário do Conselho e as instituições de ensino, a conselheira Renilda Correia declarou apoio e desejou um Crea ainda mais próximo das universidades. "O Conselho existe pelos profissionais formados. Espero que a senhora consiga tudo que planejou para nossa entidade. Desejo um mandato tranquilo para lutar por uma única causa", afirmou.

Já o ex-presidente da entidade, Fernando Dacal destacou o avanço de ter a primeira mulher presidente em 52 anos. "Conheço sua competência, sua história, e fico feliz de ver a seqüência do trabalho por uma liderança feminina".

"Conte com o apoio das entidades para fazer uma gestão inovadora e de bastante diálogo com a sociedade", disse Aloísio Ferreira, presidente do Clube de Engenharia, valorizando a trajetória de Rosa na vida pública e privada.

Homenagem

Em discurso de posse, Rosa Tenório fez homenagem aos que partiram em razão da Covid-19, em especial ao amigo Francisco Beltrão e o ex-presidente do Crea, Silvino Bentes. "É tempo de reconhecer e agir, incluir mais, dialogar mais, fiscalizar mais", destacou.

Posse da Mútua

Também tomou posse o diretor-geral da Mútua Alagoas, Victor Vasconcellos e os diretores administrativo e financeiro, Marcelo Daniel e Messias Filho, respectivamente.

Victor destacou que sua intenção é colaborar com a união de todos os profissionais que vão precisar da caixa assistencial do Sistema Confea/Crea.

Lugar de mulher é onde ela quiser. Aqui está o título de um livro interessante que sempre gosto de utilizar na coluna durante o mês internacional da mulher. Chegou, então, o momento. Por isso, compartilho com todos uma lista de instituições conhecidas por ofertar bolsas de estudos internacionais para mulheres.

É bem verdade que grande parte dos programas de bolsas das instituições mencionadas aqui está direcionada para as oportunidades no sistema de educação superior norte-americano. Mas estamos em uma coluna sobre Educação Internacional, verdade? Pois então, vale a pena conferir.

Começo com o Best Value School - BVS, um guia para mulheres interessadas em STEM (Science, Technology, Engineering  and Mathematics) dando dicas das melhores universidades para as interessadas e sugerindo programas de bolsas de estudos.

Caso você não conheça o termo STEM, sugiro que leia 

"Quid STEM",

"Se você que seguir uma carreira em STEM, siga estes conselhos" e 

"Inspirando-se em modelos femininos de sucesso em STEM".

A próxima informação vai para especialistas em tecnologia, mais especificamente aquelas que desenvolvem aplicativos. A BHW Group Women in STEM Academic Scholarship premia os melhores aplicativos inscritos. O prêmio da edição de 2020 será de  US $ 3.000.

 

(...)

Estas são apenas algumas sugestões, dentre as inúmeras outras que serão publicadas durante este mês. Fico na curiosidade para saber qual lugar você vai querer ocupar.

QUER ESTUDAR LÁ FORA?  VOCÊ PODE ACOMPANHAR OS COMENTÁRIOS E DICAS DE BOLSAS INTERNACIONAIS NESTE BLOG E NA COLUNA “ESTUDAR LÁ FORA” DO JORNAL “O DIA ALAGOAS” . 

Alyshia GomesAlyshia Gomes escreve sobre Educação Internacional e temas correlacionados no jornal “O DIA ALAGOAS” e no site “O Dia Mais”. Também orienta interessados em estudar fora do Brasil e atende instituições de ensino em processo de internacionalização.
Dúvidas, comentários e sugestões, entre em contato através do email alyshiagomes.ri@gmail.com.

Entramos no mês internacional da mulher. Não nego que estou muito curiosa para ler os comentários nas mídias sociais amanhã (08). Estudos, frases de motivação, dados atualizados demonstrando que existe, sim, uma mudança importante na forma como as mulheres estão se posicionando na sociedade.

Em todas as questões debatidas na atualidade, busco, sempre, uma posição de forma a evitar qualquer aproximação com ideias extremistas. Faço o mesmo em relação aos limites produzidos pelos estereótipos de gênero que impedem a participação das mulheres em certas atividades e posições. No entanto, sinceramente, não consigo entender a falta de sensibilidade quanto à questões tão óbvias que podem ser claramente percebidas em situações do nosso cotidiano.

Nunca me esquecerei de um  momento no qual estava participando do lançamento de uma editora. Como é de praxe, foi formada a mesa com os principais responsáveis pela editora bem como personalidades políticas da localidade. No início, ouvi atentamente os discursos com todos os elementos que o momento exigia: agradecimentos, planos, explicações, apresentações, etc. Mas em um determinado momento, meu olhar mudou. Passei a ver um grupo de pessoas que estaria decidindo o que seria publicado; nele, havia uma mulher apenas. Olhei para o público e percebi que o número de mulheres era muito menor do que o de homens. Olhei para mim e lembrei de todas as dificuldades que já tinha passado. Naquele momento, eu visualizei a famosa barreira sutil e invisível que impede nosso crescimento profissional conhecido como fenômeno "Teto de Vidro". Pois é, visualizei o invisível. Já teve esta experiência?

Felizmente, mudanças estão acontecendo e eu não quero deixar de participar. Como acredito na Educação Internacional como importante ferramenta de desenvolvimento (pessoal/profissional), passei a trabalhar mais acentuadamente na divulgação de bolsas internacionais para mulheres. E como #LugarDeMulher é na área que ela quiser, faço questão em divulgar aquelas relacionadas à  áreas com pouca participação feminina, como no caso de STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Vamos, então, às bolsas? Universidade de Warwick oferece oportunidade de bolsa para mulheres interessadas nos  programas de Mestrado em Engenharia Automotiva Sustentável (SAE), Mestrado em Veículos Autônomos (SCAV)Mestrado em Engenharia de Sistemas de Manufatura e Gerenciamento (MSEM)

 

Texto sobre STEM não é novidade nesta coluna. Já escrevi um primeiro artigo explicando o tema, o segundo falando sobre projetos interessantes como o TEM²D, e o terceiro com dicas para quem tem interesse em seguir uma carreira STEM. Volto ao assunto, desta vez inspirada por um texto que li sobre o projeto The Rosalind Franklin STEM Ambassadors, da Royal Society Rosalind Franklin.

Antes de apresentá-lo, relembro o significado de STEM. Trata-se do acrônimo de Ciência (Science, em inglês), Tecnologia, Engenharia e Matemática e se refere a quaisquer assuntos que se enquadrem nessas quatro disciplinas de forma transdisciplinar, ensinados com base em atividades práticas. Seria, então, novidade para você se eu falasse que é uma área na qual predomina presença masculina? Tenho certeza que não. O interessante é esclarecer que esta é uma realidade global que já foi percebida e contra a qual diversas instituições trabalham.

No caso do projeto aqui apresentado, o objetivo é promover a valorização do perfil feminino nas áreas STEM. Por isso The Rosalind Franklin STEM Ambassadors apresenta-se como “um lugar para que as estudantes encontrem inspiração e aprendam sobre as habilidades essenciais ao sucesso em carreiras STEM.”

Em setembro de 2018, 11 estudantes com futuros promissores e de origens pouco representadas em carreiras STEM participaram de um workshop de dois dias na University College London (UCL). Um dos resultados deste encontro foi a criação de conteúdo digital disponibilizado na web.

Através deste recurso, as interessadas podem podem assistir vídeos com histórias contadas por profissionais consideradas “modelos femininos”, visualizar materiais sobre como desenvolver confiança e aprender dicas sobre as principais habilidades de comunicação, dentre outros recursos.

Professora Dame Frith (Neurociência Cognitiva) contando como usou a psicologia experimental para ajudá-la a entender crianças autistas e desenvolver a teoria da cegueira mental; Professora Sunetra Gupta (Matemática e Biologia) demonstrando que usar a matemática para enganar o vírus da gripe e escrever romances são atividades totalmente compatíveis e professora Ijeoma Uchegbu (Nanociência Farmacêutica) explicando como se projeta medicamentos desenvolvendo maneiras de distribuir as drogas para diferentes áreas do corpo, para que se tenha menos efeitos colaterais, são alguns exemplos de grande inspiração.  

Espero que esteja motivado para visitar o site do programa. Seria muito bom poder receber  comentários sobre o conteúdo dos vídeos. Pode ser? Você também pode enviar sugestões e perguntas sobre qualquer assunto relacionado à Educação Internacional através do email alyshiagomes.ri@gmail.com. Até a próxima!

OPORTUNIDADES DE BOLSAS DE ESTUDOS INTERNACIONAIS ESTÃO PUBLICADAS NO JORNAL O DIA ALAGOAS, JÁ NAS BANCAS.

Quando oriento estudantes de engenharia interessados em fazer mestrado nos Estados Unidos, normalmente fico surpreendida com o nível de organização que os mesmos apresentam. São alunos que, em sua maioria, passam pelo menos os últimos períodos da graduação a economizar para realizar o grande sonho da experiência acadêmica no exterior. Ao ler o  novo ranking de escolas de engenharia publicado pela U.S. News, lembrei-me deste público e achei que seria uma boa ideia divulgar o resultado.

Segundo Robert Morse e Eric Brooks, autores do artigo que explica a metodologia da avaliação, a “U.S. News sempre publica classificações separadas para [a] programas de graduação em engenharia em faculdades que oferecem doutorado em engenharia e [b] programas de engenharia em faculdades onde o grau de conclusão em engenharia é bacharelado ou mestrado. A classificação, aqui apresentada, refere-se ao primeiro grupo e foi baseada em avaliação por pares.” Aqui está o resultado:

 

  1. Massachusetts Institute of Technology (Cambridge, MA)

  2. Stanford University (Stanford, CA)

  3. University of California-Berkeley (Berkeley, CA)

  4. California Institute of Technology (Pasadena, CA)

  5. Georgia Institute of Technology (Atlanta, GA)

  6. Carnegie Mellon University (Pittsburgh, PA)

  7. University of Illinois--Urbana-Champaign (Champaign, IL)

  8. University of Michigan--Ann Arbor (Ann Arbor, MI)

  9. Cornell University (Ithaca, NY)

  10. Purdue University-West Lafayette (West Lafayette, IN)

  11. University of Texas--Austin (Austin, TX)

  12. Princeton University (Princeton, NJ)

  13. Virginia Tech (Blacksburg, VA)

  14. Johns Hopkins University - Baltimore, MD

  15. Northwestern University (Evanston, IL)

A lista continua na íntegra do artigo da U.S. News. Mas você já pode ter uma ideia de quais universidades considerar inicialmente  para o teu futuro mestrado. Afinal de contas, porque não começar os trabalhos já pensando no passo seguinte: o doutorado?

Envie comentários, sugestões e perguntas para alyshiagomes.ri@gmail.com. Participe da coluna! Terei o maior prazer em poder responder.

 

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QUE TAL RECEBER INFORMAÇÕES SOBRE BOLSAS DE ESTUDOS NO EXTERIOR?

A Universidade de Sussex oferece bolsas para o ano acadêmico de 2018-2019, em negócios e administração. As inscrições estão abertas à toda comunidade internacional. Para participar, é preciso estar matriculado no MBA da Sussex e ter excelente currículo acadêmico. O IELTS exigido é de, no mínimo, 6.5. Os interessados devem se inscrever no MBA através do portal da universidade online, antes de concorrer à bolsa. Inscrições encerram-se 12 de outubro de 2018.

Para maiores inforações, visite o site da instituição!

 

VOCÊ ENCONTRARÁ MAIS INFORMAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO INTERNACIONAL  E DICAS DE BOLSAS DE ESTUDOS NA COLUNA ESTUDAR LÁ FORA, EM O DIA ALAGOAS, JÁ NAS BANCAS!

 

 

STEM está em toda parte. No entanto, é muito provável que você ainda esteja vendo a expressão em websites e folhetos de universidades mas não tenha certeza do que isso significa. Verdade?

Trata-se do acrônimo de Ciência (Science, em inglês), Tecnologia, Engenharia e Matemática e refere-se a quaisquer assuntos que se enquadrem nessas quatro disciplinas de forma transdisciplinar e ensinados com base em atividades práticas. Popularizada a partir dos anos 2000 pela Fundação Nacional da Ciência, agência governamental norte-americana que promove pesquisa e educação em ciência e engenharia, a expressão surge de discussões sobre a falta de diplomados qualificados para trabalhar em empregos de alta tecnologia nos EUA. Desde a sua criação, governos e universidades em todo o mundo têm priorizado a atração de alunos para os cursos STEM com o objetivo de resolver esse problema. Por isso mesmo, em alguns casos,  se você estudou uma área STEM em nível de graduação e está procurando trabalho nesse campo, pode encontrar mais facilidade para migrar.

Veja uma lista de alguns dos outros cursos STEM que você poderia estudar:

Em termos de carreira, alguns desses assuntos oferecerão uma progressão bastante direta para determinadas carreiras. A engenharia aeroespacial, por exemplo, pode levar a um trabalho de pós-graduação trabalhando para um dos maiores projetistas de aeronaves do mundo, como a Rolls Royce.

Alguns trabalhos de pós-graduação relacionados a STEM são bem diferentes. Por exemplo, um diploma STEM poderia levar a uma carreira trabalhando em efeitos especiais em Hollywood. Até que pode ser interessante, não é?

Mas se você preferir trabalhar em um contexto mais tradicional, há também a possibilidade de desenvolver projetos em áreas como finanças/ contabilidade, construção, telecomunicações e setor de energia. É possível, sim! Aliás, diante da previsão de que 75% de todos os empregos exigirão habilidades STEM na próxima década, tal realidade é mesmo certa.

Este texto foi originalmente publicado pelo QS Top Universities e adaptado para a coluna Estudar Lá Fora. Para acessar a versão original, escrita por Craig OCallaghan, clique aqui.

O comentário no jornal "O Dia Alagoas" vem trazendo mais informações e oportunidades de bolsa para quem trabalha com STEM. Informe-se, prepare-se e inscreva-se!

Você participou da 70ª Reunião anual da SBPC, que aconteceu entre os dias 22 e 28 de julho na Universidade Federal de Alagoas? Eu, sim! Claro que sempre com um olhar curioso, buscando estandes, pessoas, instituições e projetos relacionados à temas importantes no contexto da Educação Internacional. Encontrei muita coisa interessante e passo a divulgar algumas que entendo ter um importante potencial de impacto local.

Durante o encontro, ao passar em frente ao estande do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), visualizei uma expressão muito mencionada atualmente: STEM. Você conhece? Trata-se do acrônimo de Ciência (Science, em inglês), Tecnologia, Engenharia e Matemática. Estas importantes disciplinas sempre foram trabalhadas isoladamente; contexto que está mudando se observarmos o movimento em favor da interdisciplinaridade que vem permeando a educação no Brasil.

Parei, conversei com o pessoal da assessoria de comunicação do referido instituto e fiquei surpreendida com o trabalho feito através do projeto Mulheres em STEM²D. Saí de lá convencida de que tinha que publicá-lo. Nada melhor do que fazê-lo utilizando as palavras de quem entende: o próprio ITA.

“Dados divulgados pelo IBGE em 2015 mostram que no Brasil vivem mais de 103,5 milhões de mulheres, representando 51,4% da população. Mesmo em maior número no país, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para atuar em alguns setores.

Logo do projeto Mulheres em STEM2D

Logo do projeto Mulheres em STEM2D

Quando o assunto é ensino superior na área de ciência e tecnologia, por exemplo, o público feminino representa apenas 28% do total de alunos nos cursos de engenharia. É o que aponta os dados do último Censo de Educação Superior divulgado em 2014. No Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), as alunas somam 10% do total das turmas e em algumas aulas apenas uma mulher participa.

Pensando em ampliar a participação feminina nessa área de formação, a Johnson & Johnson criou o projeto STEM2D, que tem como principal objetivo incentivar o ingresso de mulheres em cursos das seguintes áreas: Ciências, Tecnologia, Engenharia, Matemática, Manufatura e Design.

O projeto seleciona universidades parceiras em todo o mundo e desenvolve ações que incentivam mulheres a desenvolver conhecimento nessas áreas. O ITA a única instituição eleita no hemisfério sul e participa da iniciativa com 24 alunas. Ao todo, foram selecionadas noves (sic) universidades pelo mundo, sendo outras seis nos Estados Unidos, uma na Irlanda e uma no Japão.

De acordo com a professora do ITA Juliana Bezerra, que é coordenadora do projeto na instituição, a ideia central é envolver alunas para que, ao mesmo tempo em que se desenvolvem tecnicamente, tenham contato com outras profissionais e atuem junto às escolas, incentivando estudantes. “Para reverter isso, temos que atuar com crianças e jovens para despertar seu interesse e apresentar caminhos na atuação profissional”, afirma.

A professora acredita que essa é uma grande oportunidade de aumentar o interesse das meninas em estudar nas áreas de Ciência e Tecnologia. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, apenas 5,18% de mulheres estão na liderança de empresas no Brasil.

“Somente 6% das meninas e 17% dos meninos brasileiros se interessam pelas áreas de Engenharia e Computação. Então, o desafio é fomentar o interesse pelas áreas”, finaliza a professora.

O projeto atua em duas frentes, uma para o desenvolvimento técnico das alunas de graduação e outra para a participação dessas alunas em palestras, oficinas e uma feira de ciências, que está prevista para acontecer em outubro e tem como público-alvo os estudantes do ensino fundamental e médio.”

Outros comentários sobre o que vi na SBPC virão. Por enquanto, espero que você deguste esta informação e divulgue. Imagine a quantidade de mulheres que podem mudar seus destinos com uma oportunidade na área de STEM?  

Para participar da coluna "Estudar Lá Fora" com comentários, sugestões e perguntas, envie e-mail para alyshiagomes.ri@gmail.com .

 

VOCÊ ENCONTRARÁ MAIS INFORMAÇÕES SOBRE EDUCAÇÃO INTERNACIONAL E BOLSAS DE ESTUDO NO EXTERIOR NA COLUNA ESTUDAR LÁ FORA, EM O DIA ALAGOAS, JÁ NAS BANCAS!

Neste sábado (18), às 8h, no estande de vendas do empreendimento Reserva Saint-Michel, localizado na Barra de São Miguel, a Cerutti Engenharia lança a campanha ‘Saint-Michel Conectado’. Por meio de ações digitais, clientes do condomínio vão poder acompanhar o andamento das obras, agendar visitas ao local e ficar ainda mais engajado à construtora.

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Além disso, será apresentado um novo programa de pontuação voltado aos corretores credenciados e a campanha institucional dos 16 anos da Cerutti Engenharia. “Estas iniciativas são voltadas ao melhor relacionamento entre construtora, cliente e corretor. Queremos que estes públicos fiquem à vontade para verem de perto todas as etapas já concluídas e em construção do Reserva Saint-Michel”, destaca Nathália Almeida, gerente de Marketing.

Sobre o Saint-Michel

Com a sustentabilidade aliada em todas as suas etapas, da concepção do condomínio até as ações planejadas para o futuro, torna o Condomínio Reserva Saint-Michel, um lugar especial, pronto para quem procura viver perto da natureza, das praias mais belas do Litoral Sul de Alagoas, como a da Barra de São Miguel e do Gunga.

O empreendimento é um verdadeiro registro de um compromisso com a natureza e as gerações futuras. Com o foco total na sustentabilidade, o Reserva Saint-Michel conta com a implantação de painéis solares para alimentar energia do clube e do condomínio, postes com energia solar, aproveitamento da água da chuva, fiação elétrica subterrânea e coleta seletiva de lixo.

Além de tudo isso, ao decidir fazer parte do Saint-Michel, cada proprietário assume, voluntariamente, o mesmo compromisso pela preservação ambiental e garantia de um futuro sustentável para as futuras gerações. Tudo isso à beira-mar, em uma das melhores vistas do Brasil.

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