Sendo uma realização da Associação dos Remanescentes de Quilombo Mameluco, o V encontro "Mamelucando: saber é no quilombo" acontecerá durante três dias SEGUIDOS com uma programação repleta de palestra, roda de conversa, mesa redonda e apresentações culturais. Segundo José Ferreira, conhecido como Zé Duda, coordenador geral do evento, "a perspectiva da associação quilombola para o encontro é boa, de tá realizando o V encontro né, com toda garra, todo esforço. É um ato educativo né e de reconhecimento. Cada vez mais ampliando o conhecimento, né. De resto está tudo bem, tudo na expectativa e aguardando todos”, disse Ferreira.

Com a participação das demais comunidades quilombolas do estado de Alagoas, convidados e parcerias, o encontro busca promover o fortalecimento cultural e histórico da comunidade quilombola através do desenvolvimento de atividades que giram em torno das pautas afirmativas organizadas pelas comunidades quilombolas de Alagoas.

Em contato com Amanda dos Santos, uma das produtoras do V Encontro Mamelucando, a mesma fala sobre a importância do encontro para o quilombo Mameluco e para os quilombos do estado, "o Mamelucando não só é de extrema importância, como também é super necessário, pois resgata a cultura dos nossos antepassados, evidenciando a importância da nossa ancestralidade para que assim as atuais e futuras gerações possam valorizar suas raízes. Por muitos anos ser chamado de “quilombola” era sinônimo de vergonha, muitos não se aceitavam, não se reconheciam como tal, mas a partir do Mamelucando e outras iniciativas culturais na nossa comunidade, muitas pessoas passaram a perceber que o quilombo é símbolo de resistência e força, e assim começaram a se identificar e ter orgulho de tal denominação, percebendo a importância que possuem na história e cultura brasileira", disse Santos.

O encontro, em sua quinta edição, conta com o apoio da Assessoria Movimento das Comunidades Populares (MCP), Instituto Vozes Quilombolas (IVQ) e o incentivo cultural de Keka Rabelo Produção Cultural e Assessoria de Comunicação.

Para José Bezerra, presidente do Instituto Vozes Quilombolas (IVQ), a organização dos quilombos hoje representa para o Brasil “o compromisso coletivo de luta por melhorias sociais, historicamente negadas pelo Estado. Significa ainda a possibilidade de lutar por transformação social, cujo sentido é de superar o capitalismo pelo bem viver, ou socialismo. O Brasil teve nos Quilombolas um dos agentes importantes no processo civilizacional, porque foi por meio deles que se pode falar em liberdade antes mesmo da revolução francesa. E antes de outro movimento de libertação nacional. Pode contribuir também com o momento político com a clareza devida de retorno do governo que abriu as portas para os Quilombolas: Luiz Inácio Lula da Silva”, disse Bezerra.

O V encontro "Mamelucando: saber é no quilombo" é gratuito e direcionado aos quilombos de todo o estado. Acontecerá na comunidade quilombo Mameluco, localizada na zona rural de Taquarana – AL, nos dias 27, 28 e 29 de março a partir das 19h00, com a seguinte programação:

27/05 – Sexta-feira

Boas vindas e recepção das comunidades
19h00 – Jantar
19h30 – Abertura com a oração tradicional
20h10 – Palestra “Educação escolar Quilombola”
Palestrante: Professor Bezerra e Professor Josimar
22h00 – Descanso

28/05 – Sábado

7h00 – café da manhã
8h30 – Roda de conversa “Análise de conjuntura: Inclusão à libertação?”
Coordenação movimento das Comunidades Populares (MCP)
10h30 – Lanche
11h00 – Continuação da roda de conversa “Análise de conjuntura: Inclusão à libertação?”
12h00 – Almoço
14h00 – Mesa redonda “Educação Escolar Quilombola”
15h00 – Apresentação Cultural Pérola Negra do Poço do Lunga Coité do Noia
15h30 – Lanche
16h00 - Apresentação da equipe Cavalaria São José
16h40 – Capoeira: Mestre Bico de Fulo
17h40 – Tempo livre.
18h00 – Jantar
19h00 – Apresentação do Candomblé do mestre Jorge Costa

29/05 – Domingo

7h30 – Café da manhã e despedida

Contato de Imprensa: 82 988492085

Texto de Lídia Kelly, estagiária de Relações Públicas do projeto Bureau Comunicação Comunitária, coordenado pela professora Manuela Callou e Keka Rabelo, da Universidade Federal de Alagoas com parceria do GT de comunicação Quilombo Mameluco.

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que divulgar conversas de Whatsapp sem o consentimento dos participantes ou autorização judicial gera o dever de indenizar sempre que for constatado dano.

O entendimento foi alcançado no julgamento do recurso de um homem que fez captura de tela de conversa de um grupo do qual participava no WhatsApp e divulgou as imagens. Ele já havia sido condenado nas instâncias inferiores a pagar R$ 5 mil para um dos participantes que se sentiu ofendido.

O caso ocorreu em 2015 e envolve um ex-diretor do Coritiba. Na época, o vazamento provocou uma crise interna ao divulgar conversas com críticas à então administração do clube de futebol. Para tentar reverter o dever de indenizar no STJ, ele argumentou que o conteúdo das mensagens era de interesse público, e que não seria ilegal registrá-las.

Votos

Relatora do caso, a ministra Nancy Andrighi concordou que o simples registro de uma conversa por um dos participantes, seja por meio de uma gravação ou de um print screen (termo inglês para captura de tela), não constitui, em si, um ato ilícito, mesmo que outros participantes do diálogo não tenham conhecimento. O problema encontra-se na divulgação de tais registros, frisou a magistrada.

Isso porque as conversas via aplicativos de mensagem estão protegidas pelo sigilo das comunicações, destacou a ministra. “Em consequência, terceiros somente podem ter acesso às conversas de WhatsApp mediante consentimento dos participantes ou autorização judicial”, afirmou.

A relatora disse em seu voto que “ao enviar mensagem a determinado ou a determinados destinatários via WhatsApp, o emissor tem a expectativa de que ela não será lida por terceiros, quanto menos divulgada ao público, seja por meio de rede social ou da mídia”.

“Assim, ao levar a conhecimento público conversa privada, além da quebra da confidencialidade, estará configurada a violação à legítima expectativa, bem como à privacidade e à intimidade do emissor, sendo possível a responsabilização daquele que procedeu à divulgação se configurado o dano”, afirmou a ministra.

Ela foi acompanhada integralmente pelos outros quatro ministros da Terceira Turma – Paulo de Tarso Sanseverino, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro.

A única exceção, nesses casos, é quando a exposição das mensagens visa resguardar um direito próprio de um dos participantes da conversa, num exercício de autodefesa, decidiram os ministros do STJ. Tal análise, no entanto, deverá ser feita caso a caso pelo juiz. No caso julgado pela Terceira Turma, foi mantida a condenação à indenização.

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