A Associação das Tenistas Profissionais (WTA) divulgou na segunda-feira (16) um calendário de torneios atualizado para a temporada 2022 sem nenhum evento na China e sem definição do local do WTA Finals que encerrará a temporada.

O circuito feminino de tênis havia dito no mês passado que ainda estava trabalhando para encontrar uma solução para o impasse com a China sobre a questão da ex-tenista Peng Shuai, e que não retornaria ao país este ano.

A segurança da tenista ex-número um do mundo em duplas tornou-se uma grande preocupação depois que ela postou uma mensagem nas mídias sociais em novembro acusando o ex-vice-primeiro-ministro da China Zhang Gaoli de agressão sexual, antes de excluir a postagem e desaparecer da vista do público.

A WTA então suspendeu seus eventos na China, uma decisão que deve custar milhões de dólares ao circuito feminino de elite em transmissão e patrocínio.

Na ausência de torneios na China, a programação inclui um novo evento WTA 1000 em Guadalajara, no México, em outubro, e um evento WTA 500 em San Diego, na Califórnia, que acontecerá no mesmo mês.

A Tunísia também sediará um torneio WTA 250.

“O calendário da WTA 2022 fornecerá uma quantidade robusta de oportunidades de trabalho para atletas em um fluxo de calendário regional que nos levará até o final da temporada”, disse o chefe da WTA, Steve Simon, em comunicado.

A WTA afirmou que atualizações do calendário serão fornecidas em breve, incluindo a localização do WTA Finals, que acontecerá na semana de 31 de outubro. O torneio do ano passado foi realizado em Guadalajara.

A ausência de eventos da WTA este ano é outro revés para a China, que está rapidamente se tornando um deserto esportivo internacional depois que desistiu de sediar a Copa da Ásia de futebol de 2023 devido à situação da covid-19 no país.

Foto: Reprodução

O aluno do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Alagoas (Senai) Mikael Ribeiro Simões, de 20 anos, será um dos representantes brasileiros na WorldsKills 2022, a maior competição de educação profissionalizante do mundo, que neste ano acontece em Shanghai, na China, de 12 a 17 de outubro.

O anúncio ocorreu na tarde desta sexta-feira, 25, durante a cerimônia de encerramento das seletivas nacionais realizadas em Palmas-TO. O resultado foi recebido com muita emoção por Mikael, que ganhou o ouro na ocupação Soluções de Software para Negócios.

Apoiado pela treinadora, a analista de sistemas do Senai/AL, Leyla Santos, Mikael descreveu o que sentiu. “É uma sensação inigualável! De dever cumprido, de que todo o esforço valeu a pena! Felicidade é o sentimento que mais descreve o que senti e o que sinto agora”, disse ele.

Em Maceió, a equipe do Senai Poço, que acompanhou a festa de encerramento ao vivo, vibrou com o resultado. A gerente de Educação e Tecnologia do Sesi Senai, Cristina Suruagy, também estava na torcida. “A gente se emociona junto, porque é um trabalho que tem uma dedicação dele e um empenho muito forte da equipe do Senai/AL. Este resultado comprova, cada vez mais, a excelência da educação Senai em Alagoas. Mikael é um case de sucesso! Nosso aluno desde o ensino médio, além de estagiário e competidor pelo Senai. Sou puro orgulho!”, disse ela.

É por todo esse apoio que o ex-aluno da Escola Sesi Senai Benedito Bentes – onde teve o primeiro contato com a profissão escolhida – está confiante para o desafio na China. “Creio que, tendo em vista todo o esforço e o suor derramado para essa conquista [na seletiva nacional], sim, eu me sinto preparado para enfrentar qualquer desafio que vier em Shangai, principalmente, porque não estarei sozinho. Estarei com o apoio da minha família, amigos, e toda a estrutura do Senai”, conclui.

Além de Mikael e Leyla, o colaborador do Senai/AL, analista de sistemas Marcelo Strehl, participou da seletiva como delegado técnico de Alagoas e avaliador líder na ocupação Tecnologias Web.
Preparação

O gerente do Senai Poço, Welton Barbosa, explica que o processo de treinamento para o desafio internacional começa em abril e segue até a competição. O treinamento será realizado nas dependências do Senai Poço, em Maceió, e contará com a participação de toda a equipe de treinadores nacionais da ocupação, sob coordenação do Departamento Nacional do Senai.
WorldSkills

A WorldSkills reúne os melhores alunos de países das Américas, Europa, Ásia, África e Pacífico Sul, que disputam medalhas em modalidades que correspondem às profissões técnicas da indústria e do setor de serviços. Ela acontece a cada dois anos. A última edição ocorreu em 2019, na cidade russa de Kazan, com a participação de mais de 1.300 competidores de 63 países em 56 modalidades.

Teve início nesta semana a operação de exportação de minério de cobre de Alagoas para a China pelo Porto de Maceió. Anteriormente a carga utilizava um porto em Sergipe, mas a nova administração do terminal alagoano conseguiu negociar uma solução que permitisse o embarque local. Ao todo 45 pessoas estão trabalhando no carregamento do navio, que fará o transporte de 10,5 mil toneladas pelo oceano. A carga é de responsabilidade da Vale Verde, empresa instalada em Craíbas, agreste alagoano e que pertence ao Grupo Appian Brazil.

De acordo com o administrador do Porto, Dagoberto Omena, o início da operação tem que ser muito comemorado, pois cria um novo cenário de negócios em Alagoas. “Não tinha lógica que uma operação de extração deste porte e feita dentro do nosso Estado não seja escoada por aqui, com o nosso porto disponível e com toda estrutura. Conseguimos então atrair a operação para o Porto de Maceió para o fornecimento desse serviço, mostrando quais vantagens nós temos, inclusive, com economia da mineradora no deslocamento rodoviário”, analisou.

Está previsto ao menos um navio com a mesma quantidade de minério a cada dois meses. "Desde o início da operação eles estavam estocando o cobre em dois galpões nossos e agora estamos acompanhando a primeira exportação desse cobre para China. É um marco para nosso Estado”, afirmou, lembrando a capacidade ampliada de armazenamento do Porto de Maceió. “Podemos receber ainda mais material, tanto para estoque, quanto para embarque”, acrescentou.

Quem também comemorou o início da operação foi o deputado federal Sérgio Toledo, que tem atuação no setor de infraestrutura. “Estamos acompanhando o crescimento do nosso porto. Do terminal de passageiros até a operação com combustíveis, com sal gema, uma offshore na área petrolífera e agora esse trabalho com a indústria da mineração apontam que estamos indo no caminho certo, inclusive, gerando mais empregos”, analisou. O parlamentar destacou ainda a importância do cobre para a revolução energética com a alta demanda dos veículos elétricos, menos poluentes e mais eficazes para o meio ambiente.

Cerca de 5 milhões de habitantes de Xiamen, no sudeste da China, foram hoje (14) colocados em confinamento, após terem sido detectados 32 casos de covid-19, naquela que é uma das mais populosas cidades da província de Fujian.

No total, a província de Fujian registrou 60 novos casos nas últimas 24 horas, incluindo um assintomático.

Análises preliminares citadas pela imprensa local indicam a presença da variante Delta entre os contagiados.

O jornal The Paper alertou para a entrada em vigor, a partir da última meia-noite local (horário local), da suspensão dos serviços de ônibus de longa distância, no âmbito de uma série de medidas, que incluem o regresso às aulas online, em todos os níveis de ensino, e o fechamento de vários locais públicos.

A imprensa local também informou que todos os complexos residenciais de Xiamen permanecerão "fechados", para evitar que os moradores saiam. Apenas viajantes com teste negativo terão acesso ao aeroporto da cidade, feito, no máximo, 48 horas antes da partida.

De acordo com o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, todas as celebrações e eventos do Festival do Meio de Outono, que ocorrem no próximo dia 21, foram cancelados, enquanto as reuniões com grande número de pessoas, como casamentos, foram proibidas. Os funerais devem ser realizados de "maneira simples", disseram as autoridades.

As cidades de Putian e Quanzhou (esta última, com mais de 6 milhões de habitantes), também na província de Fujian, registraram casos positivos, como parte do mesmo surto.

No caso de Putian - onde começa hoje a ser feita uma campanha massiva de testes - a imprensa local informou que as infecções estão concentradas numa escola e numa fábrica de calçado.

Nessa segunda-feira (13), as autoridades afirmaram que o surto deve alastrar-se a outras regiões do país, mas que poderão controlá-lo antes do início do feriado da "semana dourada", que se realiza no início de outubro.

A China pratica uma estratégia de tolerância zero contra o novo coronavírus, que envolve rígido controle sobre entradas no país, com quarentenas de até três semanas e vários exames, além da realização de testes em massa, nos locais onde é detectado novo surto.

O país somou 95.340 casos e 4.636 mortos desde o início da pandemia.

A covid-19 provocou pelo menos 4.627.854 mortes em todo o mundo, entre mais de 224,56 milhões de infecções pelo novo coronavírus registradas desde o início da pandemia.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no fim de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, a Índia, África do Sul, o Brasil e o Peru.

A China se encaminha para a aplicação de uma nova vacina contra o SARS-CoV-2 por meio de inalação. A epidemiologista e virologista Chen Wei e a empresa de biotecnologia CanSino Biologics Inc. desenvolveram o imunizante e destacam várias vantagens em relação à injetável.

Eles informam que, nesta nova vacina, é necessário apenas um quinto da quantidade da vacina injetável do vetor do adenovírus da covid-19. Por outro lado, o produto não requer armazenamento e transporte em caixas frigoríficas.

"Se a vacina for inalada por aerossol, pode formar uma imunidade da mucosa, além da imunidade humoral e celular, normalmente formada pela vacina injetável”, disse Chen Wei, citada pela Euronews. Os investigadores apostam na inalação por aerossol para reforçar a imunidade da mucosa.

O imunizante inalado combina a mesma tecnologia já aplicada pela empresa durante a investigação de uma vacina inalada contra tuberculose e a vacina injetável contra a covid-19, também produzida em seus laboratórios.

"Uma vacina inalada poderá ser mais eficaz do que as injetadas, pois o SARS-COV-2 entra no corpo humano por meio das vias aéreas. Uma vacina inalada pode ativar anticorpos nas vias aéreas, oferecendo proteção extra" diz Xuefeng Yu, executivo da CanSino Biologics.

A atual vacina injetável é de 0,5 mililitros por dose, explicou o especialista de Xangai Tao Lina, citado no Global Times. Segundo ele, a vacina inalada, desenvolvida pela equipe de Chen Wei, pode atingir o mesmo efeito protetor com apenas uma dose de 0,1 mililitro, "isso significa que tem maior eficiência imunológica".

"A maior eficiência da pode vir da forma como a vacina entra no corpo", destacou Tao. "É inalado diretamente, o que mimetiza a infecção natural do vírus respiratório COVID-19, e então forma uma imunidade da mucosa", explicou.

A pesquisadora Chen Wei acrescenta que o imunizante aplicado por inalação poderá reduzir custo da produção e, consequentemente, ficar mais acessível a todos.

Os laboratórios podem produzir cinco vezes mais vacinas inaladas com a mesma capacidade de produção de vacinas injetáveis, o que contribuirá para acelerar a vacinação na China.

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, confirmou nesta quinta-feira (20) que o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), insumo fundamental para a produção de vacinas, chegará ao Brasil nos próximos dias. As remessas serão destinadas tanto à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina da AstraZeneca, quanto ao Instituto Butantan, que fabrica a CoronaVac. O anúncio foi feito durante videoconferência do embaixador com membros do Fórum dos Governadores.

Fiocruz inicia envase do primeiro lote de IFA da vacina Covid-19

"Na conversa com o Fórum dos Governadores informei a liberação dos novos lotes de IFA pra produzir no total 16,6 milhões de doses da CoronaVac e vacina AstraZeneca, que chegarão no Brasil nos próximos dias. A China, fraterna com o povo brasileiro, está comprometida em parceria de vacinas", postou Wanming em suas redes sociais.

A Fiocruz prevê receber no sábado (22) um carregamento de IFA suficiente para produzir 12 milhões de doses de vacinas, o que vai assegurar as entregas ao Sistema Único de Saúde (SUS) até a terceira semana de junho. A entrega incluirá duas remessas de IFA, já que um carregamento que estava previsto para o próximo dia 29 teve seu envio antecipado.

Enquanto produz as doses do acordo de encomenda tecnológica com a AstraZeneca, que prevê a importação do IFA, a fundação também trabalha no processo de transferência de tecnologia para produzir o insumo no Brasil. Segundo a Fiocruz, todas as informações técnicas necessárias à transferência de tecnologia já foram repassadas pela AstraZeneca à fundação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já concedeu a certificação das condições técnico-operacionais das instalações (CTO) que produzirão o IFA, após vistoria realizada neste mês.

Desde fevereiro, a Fiocruz já produziu 50 milhões de doses da vacina, cerca de metade das 100,4 milhões de doses previstas no acordo de encomenda tecnológica assinado com a farmacêutica europeia AstraZeneca.

Já na terça-feira (25), deve chegar ao país uma remessa de 3 mil litros de IFA destinada ao Butantan, volume suficiente para a produção de cerca de 5 milhões de doses de vacinas. O Instituto Butantan tem dois contratos assinados com o Ministério da Saúde para o fornecimento de vacinas para a população brasileira por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O primeiro contrato, para fornecimento de 46 milhões de doses, já foi cumprido. Falta ainda um contrato de 54 milhões de doses, previsto para ser entregue em agosto. Até este momento, o Butantan entregou 47,2 milhões de doses de vacinas ao governo federal.

Produção

Por falta de insumos, a produção de vacinas contra a covid-19, no Butantan, está paralisada desde a última sexta-feira (14). Segundo o instituto, a falta de matéria-prima ocorreu por problemas burocráticos, provocados por declarações de membros do governo brasileiro sobre a China. O governo brasileiro nega que estejam ocorrendo problemas diplomáticos e credita a falta de insumos a um problema mundial.

Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção da vacina Oxford/AstraZeneca, suspendeu hoje a produção de vacinas contra a covid-19, de forma temporária. “Com a chegada da nova remessa de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), prevista para sábado (22), a expectativa é de que, já na próxima terça-feira (25), a produção seja retomada normalmente”, disse a Fiocruz. Essa quantidade de insumos que vai chegar no sábado, segundo a Fiocruz, será suficiente para a produção de 12 milhões de doses da vacina.

Durante a reunião com o embaixador, o governador Flávio Dino, do Maranhão, disse que ataques à China não representam a opinião dos governadores. Já o governador de São Paulo, João Doria, chegou a propor que a compra de vacinas chinesas seja feita diretamente pelo Fórum dos Governadores, sem intermediação do governo federal.

Participaram da reunião por videoconferência, além dos governadores do Maranhão e de São Paulo, Wellington Dias (Piauí), Waldez Góes (Amapá) e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Não é de hoje que o presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro atacam o maior parceiro comercial brasileiro. Os dois insistem em um guerra amalucada contra a nação que caminha a passos largos para ser a maior economia do planeta. Sim, é insano essa briga, já que a China responde por US$ 7o,08 bilhões de exportações só no ano passado. O superávit comercial do Brasil com a China é de 35,44 bilhões de dólares.

Bolsonaro age como se ainda estivesse na década de sessenta do século passado, insuflando planos mirabolantes de teorias da conspiração, onde os 'comunistas chineses' planejam dominar o mundo.

Acontece que o Brasil é muito dependente da 'fome' chinesa pelos produtos do agronegócio. Soja, milho, aço e carnes são os carros chefes desta relação, onde o Brasil tem na China um extraordinário parceiro comercial.

Na sua louca cruzada contra China, Bolsonaro insiste nas fake news da ultradireita sobre o início da pandemia no mundo, acusando o país asiático de lançar o planeta na maior crise sanitária da história moderna. Em sua declaração recente, Bolsonaro reforça sua teoria da conspiração. “Os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, ressaltou.

Recentemente a China anunciou um crescimento econômico recorde no primeiro trimestre, de 18,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, em grande parte devido à base de comparação reduzida em relação ao começo de 2020, quando a pandemia paralisou a atividade.

Além da balança comercial e dos milhares de empregos que o agronegócio proporciona, o Brasil é dependente da China no que se refere a produção de insumos para vacinas contra a Covid-19. As declarações hostis do presidente Bolsonaro podem prejudicar enormemente o povo brasileiro, caso o governo chinês resolva retaliar o Brasil e suspender ou retardar o envio destes insumos.

Esta crise provocada por Bolsonaro pode trazer enormes prejuízos para o Brasil com "graves danos" ao país caso a potência asiática adote barreiras comerciais contra produtos brasileiros e busque outros fornecedores de commodities (são todas as matérias-primas essenciais que possuem baixo nível de industrialização).

Em sua defesa patética, Bolsonaro diz que a China é dependente do Brasil e não poderá retaliar, pois precisa dos produtos brasileiros. Acontece que o gigante asiático está diversificado profundamente suas relações comerciais, buscando novos mercados. Os especialistas alertam que é ilusão acharmos que a China vai continuar dependendo eternamente das nossas importações. Há outros países no mundo. A China está financiando projetos agrícolas importantes na África, em regiões que têm um clima e solo parecidos com o Brasil, está em entendimentos também para aumentar a produção de soja na Rússia e na Ucrânia.

Neste momento de crise mundial brigar com seu maior parceiro comercial por questões ideológicas do século passado parece ser realmente algo insano.

DOENTE MENTAL

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, voltou a fazer fortes críticas ao governo federal por ataques ao país asiático. Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, dizer que a China teria utilizado o vírus da covid-19 como parte de uma suposta "guerra química" para obter vantagens econômicas, Pinato disse suspeitar de doença mental do chefe de Estado brasileiro.

"Estou preocupado sobre um possível desvio de personalidade da maior autoridade do Brasil", escreveu o parlamentar, em nome da frente parlamentar. "A meu ver, não se trata de uma pessoa irresponsável, desequilibrada e sem noção de mundo. Na verdade pode tratar-se de uma grave doença mental que faz nosso presidente confundir realidade com ficção".

Foto: Antonio Cruz

O conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse neste sábado (10) que a China quer trabalhar com o Brasil para promover sua parceria estratégica abrangente a fim de continuar fazendo novo progresso. Wang fez o comentário em uma conversa por telefone com Carlos Alberto Franco França, ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Ao parabenizar França por sua nomeação como ministro das Relações Exteriores, Wang disse que como grandes países em desenvolvimento, representantes das economias emergentes e parceiros no Brics, a China e o Brasil são forças importantes impulsionando a multipolarização do mundo e compartilhando interesses comuns extensivos e estreitos. A China, segundo Wang, sempre valoriza e desenvolve as relações com o Brasil de uma perspectiva estratégica de longo prazo, colocando o Brasil em uma das direções de prioridade para seus laços estrangeiros.

Após o surto da pandemia da covid-19, a China e o Brasil têm combatido a pandemia com solidariedade e superado as dificuldades juntamente. Apesar da tendência adversa, a cooperação pragmática tem crescido, com progresso estável em muitos projetos grandes, o que reflete completamente a forte resiliência da cooperação dos dois países, disse Wang. Ao indicar que o vírus é o inimigo comum da humanidade, Wang disse que atualmente a pandemia no Brasil e outros países na América Latina está ainda muito severa.

A China se compadece com o Brasil e apoia firmemente os esforços do governo brasileiro para conter a pandemia e restaurar sua economia, disse Wang, acrescentando que a China, dentro de sua capacidade, quer continuar com a cooperação de vacina com o Brasil para satisfazer sua necessidade urgente. Ele disse que as economias da China e do Brasil têm vantagens complementares óbvias e grande potencial de crescimento, e que a cooperação é de interesse fundamental dos dois países e povos.

Os dois lados devem promover o crescimento estável do comércio bilateral e expandir ativamente a cooperação em 5G, economia digital, inteligência artificial e outras áreas. Acredita-se que o Brasil fornecerá um ambiente de negócio justo e aberto para as empresas chinesas operando no país, disse Wang.

Ao destacar que a China e o Brasil buscam políticas estrangeiras independentes e respeitam a soberania e integridade territorial um do outro, Wang pediu que os dois países continuem a se entender e a se apoiar nos assuntos relacionados com seus interesses fundamentais respectivos.

Mirando a nenhum terceiro lado, a cooperação China-América Latina se foca no desenvolvimento comum e cooperação pragmática, o que satisfaz as necessidades dos dois lados, disse Wang, indicando que o Brasil desempenhará um papel importante e ativo nesse respeito.

Por sua parte, França, que agradeceu a Wang os parabéns, assinalou que as relações Brasil-China são de grande significado estratégico e que os dois países têm feito cooperação saudável em várias áreas. O chanceler brasileiro acredita que a conversa telefônica injetará ímpeto na cooperação bilateral.

O Brasil espera desenvolver ainda mais as relações harmoniosas com a China e realizar a cooperação a longo prazo, disse Franca, sugerindo que os dois países façam uso completo e melhorem os existentes canais de comunicação e mecanismos de cooperação bilateral, fortalecem seu diálogo estratégico e continuem a aprofundar suas relações.

Ao agradecer à China sua ajuda generosa ao Brasil desde o surto da pandemia, França lembrou que a China é um produtor importante de matérias-primas farmacêuticas no mundo. Indicando que o Brasil está em necessidade urgente de vacinas e suprimentos médicos na luta contra a pandemia, França disse que seu país espera contínuo suporte forte da China.

A cooperação científica e tecnológica é de grande significado aos dois países, e o Brasil quer fortalecer a cooperação com a China nas áreas como a economia digital e 5G, e manter a comunicação estreita com a China na promoção da cooperação China-América Latina, acrescentou França.

Chegou na noite de hoje (3) ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), o avião vindo da China com insumos para a fabricação de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac contra a convid-19. A aeronave, que saiu ontem (2) de Pequim, trouxe 5,4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produto necessário para a fabricação do imunizante.

Foto: Marcelo Camargo

Este é o primeiro lote de insumos que o Instituto Butantan recebe neste ano. Segundo o Butantan, as vacinas produzidas com o lote de matéria-prima desembarcado nesta quarta-feira começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde no dia 25.

De acordo com o governo do estado de São Paulo, mais uma carga com 5,6 mil litros de IFA deverá chegar ao Brasil até o dia 10 de fevereiro, o que possibilitará a produção de mais 8,7 milhões de doses em São Paulo.

Somadas, as cargas recebidas hoje e que chegarão no dia 10, permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses da vacina. A previsão do Butantan é que a produção de vacinas contra a covid-19 alcance até 600 mil doses diárias com a chegada das remessas de matéria-prima.

O Instituto Butantan deve receber na quarta-feira (3) insumos para produzir mais 8,6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 CoronaVac. Segundo divulgou em nota na manhã de hoje (31) o governo de São Paulo, 5,4 mil litros do insumo farmacêutico ativo estavam neste domingo no Aeroporto de Pequim, na China, prontos para ser embarcados para o Brasil.

O Butantan já entregou ao Ministério da Saúde 8,7 milhões de doses da vacina para o programa de imunização que está sendo conduzido em todo o país. Em São Paulo, 385 mil pessoas foram vacinadas contra a doença.

Na última sexta-feira (29), o ministério confirmou a compra de mais 54 milhões de doses de CoronaVac, além das 46 milhões que já estavam contratadas e que serão produzidas pelo Butantan. Assim, o instituto deve entregar 100 milhões de doses do imunizante produzido em parceria com o laboratório chinês Sinovac. O cronograma das próximas entregas deve ser detalhado na quarta-feira.

O Ministério da Saúde informou ter garantido a compra de um total de 354 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 que devem ser recebidas ainda neste ano. Dessas, 254 milhões serão produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a farmacêutica britânica AstraZeneca.

O governo federal também tem feito negociações com os laboratórios Gamaleya, da Rússia, Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos, e Barat Biotech, da Índia.

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (20), após reunião virtual com o embaixador chinês no Brasil, Yang Wanming, que o atraso na liberação de insumos chineses para a produção da CoronaVac no Brasil se deve a razões técnicas e não políticas.

Maia destacou que o embaixador deixou claro que não há obstáculo diplomático para entrega do material para os imunizantes. Segundo o presidente da Câmara, o governo chinês se comprometeu em trabalhar para acelerar a exportação dos insumos para a fabricação de vacinas contra a covid-19 no Brasil.

"O governo chinês vai trabalhar para acelerar a chegada desses insumos. O diálogo com o governo de São Paulo e o Instituto Butantan vai fazer com que a gente consiga avançar o mais rapidamente possível. A decisão do governo chinês é atender a população brasileira", destacou.

Rodrigo Maia disse ainda que, até o momento, a embaixada chinesa não recebeu contato do governo brasileiro para tratar do tema.

Governo Federal

Por meio das redes sociais, o Ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que o governo federal é o único interlocutor oficial com o governo chinês. "O governo federal vem tratando com seriedade todas as questões referentes ao fornecimento de insumos farmacêuticos para produção de vacinas (IFA). O Ministério das Relações Exteriores, por meio da embaixada do Brasil em Pequim, tem mantido negociações com o governo da China".

Segundo o ministro, outros ministros têm conversado com o Embaixador Yang Wanming. "No dia de hoje, foi realizada com o Embaixador, uma conferência telefônica com participação dos ministros da Saúde, da Agricultura e das Comunicações", destacou.

Foto: Reprodução

Com cerca de 1,1 milhão de casos de Covid-19 e mais de 27 mil mortes, números que têm subido rapidamente, a África se tornou um novo ponto da tensão geopolítica entre China e EUA em razão da pandemia.

A imagem de que o continente dá respaldo incondicional ao regime comunista ganhou reforço no final de julho, com a assinatura de um protocolo para a construção da sede do Centro de Controle de Doenças da União Africana (CDC, na sigla em inglês).

O prédio de 40 mil metros quadrados, em Adis Abeba, capital da Etiópia, ao custo inicial de US$ 80 milhões (R$ 449 milhões), será bancado pelos chineses, com a justificativa de auxiliar no combate a epidemias no continente.

"O novo CDC terá um papel fundamental na luta contra a pandemia na África. A China continuará a fazer tudo o que puder para apoiar a resposta africana ao vírus", disse o líder chinês, Xi Jinping, que sediou em junho uma reunião de cúpula com os africanos para debater o combate à doença.

O projeto foi anunciado em 2017, como decorrência da crise do ebola, mas a construção de uma sede central só ganhou impulso com a Covid-19.

Após um começo em que parecia que pouparia a África, a doença começou a se alastrar em junho, especialmente nos países mais populosos, como África do Sul e Nigéria.

Como resultado, houve uma nova onda de medidas restritivas, como "lockdown" e proibição de venda de bebidas alcoólicas, parte delas já revogadas.

A iniciativa de construir o CDC desagradou o governo de Donald Trump, que se mostrou surpreendido. Um diplomata americano não identificado disse ao jornal britânico Financial Times que a China atropelou pactos de cooperação existentes entre EUA e África na área de saúde e decidiu "do nada" bancar o prédio.

Segundo essa autoridade, se os chineses construírem a sede, os EUA cortarão toda a cooperação técnica com o CDC.

A insatisfação americana com a China, como ocorre com frequência, vem embalada em acusações de espionagem. O receio, ao menos oficialmente, é que o prédio seja usado como uma espécie de central chinesa para grampear autoridades de diversos países.

Em 2018, uma reportagem do jornal francês Le Monde, com base em fontes anônimas, afirmou que a sede da União Africana, também construída pelos chineses na capital da Etiópia, havia sido grampeada, e que o material estaria abastecendo os serviços de inteligência de Pequim. Os chineses chamaram as acusações de "ridículas".

Professor de economia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, Carlos Lopes diz que a parceria entre a China e a União Africana se solidificou durante a pandemia porque os asiáticos estão interessados em forjar uma relação com o continente que vá além dos grandes projetos em infraestrutura e exportação de matérias-primas. Houve doação de máscaras, equipamentos de proteção, ventiladores e leitos de UTI para praticamente todos os países.

"Nos últimos três anos, a China apresentou uma certa inflexão na sua posição sobre a África. Os chineses querem diversificar sua presença", afirma Lopes, que nascido em Guiné-Bissau e ocupa o cargo de representante da União Africana para Parcerias com a Europa.

A tentativa de ampliar o escopo da relação passa por parcerias na área da saúde, o que já vinha ocorrendo mesmo antes da pandemia.

Inclui, por exemplo, o apoio chinês ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, o etíope Tedros Adhanom. Não por acaso, a OMS entrou na linha de tiro de Trump durante a pandemia.

Segundo Lopes, os africanos, ao se alinharem aos chineses, estão pensando em seus interesses. "Os africanos querem competição entre os diferentes parceiros. Se os americanos estão muito chateados que a China está influente, basta aumentar seus investimentos no continente", diz.

O problema, segundo Lopes, é que os EUA têm se concentrado em áreas que atendem diretamente a suas prioridades, como investimentos em combustíveis fosseis e segurança, o que é insuficiente para os africanos.

Além disso, os EUA têm resistência a lidar com a União Africana, que representa 54 países, em áreas como comércio. "Os americanos são contra uma zona de livre comércio negociada em bloco, preferem manter seus acordos bilaterais", diz o professor.

Com Trump enfrentando uma reeleição complicada, as críticas à China se tornaram parte central de sua campanha. Os principais fronts são comércio e acusações de espionagem.

Pesquisador do Centro para Estudos Africanos e Chineses da Universidade de Johannesburgo, Charles Matseke afirma que a China está aproveitando a atual crise para mudar sua imagem no continente.

"É uma grande oportunidade para a diplomacia chinesa quando, por exemplo, constrói hospitais em países pobres da África. Algumas autoridades chinesas chegam a dizer que esse é seu Plano Marshall para os africanos", afirma.

O aumento dos laços políticos entre as duas partes, segundo ele, é uma decorrência natural de uma relação econômica que cresceu muito. "Atualmente, mais de 70% de todo o comércio africano é com a China. Evidentemente, uma coisa leva à outra", diz Matseke.

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