Suspeito de matar mulher trans diz que cometeu o crime por engano, diz PC

Suspeito de matar mulher trans diz que cometeu o crime por engano, diz PC

Por Redação* | Edição do dia 31 de janeiro de 2022
Categoria: Polícia | Tags: ,,


Foto: Aloísio Neto, Fábio Costa, Carlos Reis, Ronilson Medeiros e Messias Mendonça. Foto: Assessoria

O suspeito de assassinar uma mulher trans, de nome Jasmyne Silva, no dia 8 deste mês afirmou que cometeu o crime por engano. O corpo da vítima foi encontrado próximo a um matagal na Via Expressa, no Tabuleiro do Martins. Os detalhes da investigação foram divulgados em entrevista coletiva, na manhã desta segunda-feira (31).

O acusado confessou a autoria do crime e disse que Jasmyne foi assassinada por engano. A intenção do homem era matar outra mulher trans, com quem, segundo ele, teve relações sexuais em um programa e o furtou.

Essa versão não vem sendo levada em consideração pela polícia, que acredita ter ele a intenção de matar a vítima, tanto que saiu de casa levando a faca que utilizou no assassinato. A vítima foi atingida no pescoço, costas e braços – o que indica que chegou a travar luta corporal com o criminoso.

Estiveram presentes o delegado-geral Carlos Reis, o coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção às Pessoas (DHPP), Ronilson Medeiros, o presidente do inquérito, delegado Fábio Costa, o agente Aloísio Almeida Neto, do DHPP, e o presidente do Conselho Estadual LGBTQ+ de Combate à Discriminação em Alagoas, Messias Mendonça.

O delegado Fábio Costa informou que o autor do assassinato já foi identificado e, ao ser interrogado, cerca de 15 dias após o fato, confessou a autoria do crime. Como não havia flagrante ou prisão decretada, ele acabou sendo liberado.

“Após o depoimento, nós fizemos o pedido de prisão, que foi rapidamente decretada pelo juiz Geraldo Amorim, com parecer favorável do promotor Frederico Alves, mas não o encontramos quando fomos prendê-lo”, adiantou o delegado.

Perigoso e violento

Segundo ele, o autor do assassinato é um homem perigoso e violento e já responde a outros crimes, como homicídio consumado, em 2002, ocorrido num posto de saúde da cidade de Jaramataia, e tentativa de homicídio e de violência doméstica, em Arapiraca, no ano de 2019.

A equipe da DHPP apurou ainda que antes de assassinar Jasmyne, o acusado tentou sair com outra mulher transexual que frequenta aquela região, só não consumando o programa porque não houve acerto no preço.

A Polícia Civil acredita ainda que o acusado pode estar tentando fugir de Alagoas para outro estado e pede que, quem tiver alguma informação que leve ao paradeiro dele, ligue para o Disque Denúncia no número 181. A ligação é gratuita e não precisa ser identificada.

O presidente do Conselho LGBTQ+, Messias Mendonça, ao final da entrevista, disse estar satisfeito com o trabalho da Polícia Civil, especialmente nos casos que envolve a comunidade que representa.

*Com assessoria

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