Sururugate: PF cumpre mandados na Assembleia Legislativa

Operação apura desvios de R$ 15 milhões na folha de pagamento, repassados a beneficiários do Bolsa Família

Sururugate: PF cumpre mandados na Assembleia Legislativa

Operação apura desvios de R$ 15 milhões na folha de pagamento, repassados a beneficiários do Bolsa Família

Por | Edição do dia 30 de março de 2017
Categoria: Notícias, Política | Tags: ,,,,


A Assembleia Legislativa de Alagoas volta aos holofotes nesta quinta-feira (30), com a Operação Sururugate. Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU/AL) estão cumprindo mandados de Busca e Apreensão  nas salas da Diretoria Financeira e de Recursos Humanos desde as 8h.

As buscas estão focadas em documentos e outros dados, inclusive arquivos digitais, com o objetivo de apurar mais um suposto esquema de desvios de recursos da folha de pagamento do órgão, envolvendo também beneficiários do Bolsa Família. Levantamentos apontaram que os pagamentos realizados pela ALE a indivíduos cadastrados em programas sociais do governo federal, somente entre 2010 e 2013, ultrapassaram o montante de R$ 15 milhões.

A suspeita surgiu durante a instrução de inquéritos policiais instaurados com base em nota técnica expedida pela CGU, que realizou o cruzamento de dados e auditoria em beneficiários do bolsa-família que, supostamente, faziam parte dos quadros funcionais da Assembleia.

O mandado judicial que está sendo cumprido foi expedido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, a partir de representação da Superintendência Regional da PF em Alagoas, com manifestação favorável do Procurador-Geral de Justiça, chefe do Ministério Público do Estado.

O material arrecadado será encaminhado à Sede da PF em Alagoas, para posteriores análises em conjunto com a CGU/AL.

Os envolvidos com o esquema podem responder pelos crimes de participação em organização criminosa qualificada (art. 2º, § 4º, II da lei nº 12.850/2013), peculato (art. 312 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas podem atingir até 32 anos de reclusão.

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