Super-Hacker é preso por megavazamento de dados de 223 milhões de brasileiros

O homem tem 24 anos e vive em Uberlândia; ele também é suspeito de invadir o Senado, o Exército e o TSE

Super-Hacker é preso por megavazamento de dados de 223 milhões de brasileiros

O homem tem 24 anos e vive em Uberlândia; ele também é suspeito de invadir o Senado, o Exército e o TSE

Por Redação* | Edição do dia 19 de março de 2021
Categoria: Brasil, Notícias | Tags: ,


Foi preso nesta sexta-feira, pela Polícia Federal, o suspeito do maior vazamento de dados do Brasil, em Uberlândia (MG). De acordo com a investigação, Marcos Roberto Correia da Silva, de 24 anos e conhecido como Vandathegod, é responsável pela divulgação de informações de 223 milhões de brasileiros, incluindo já falecidos. O hacker está sendo ouvido pela PF.

Os investigadores que integram a operação da PF, batizada de Deepwater, cumprem ainda cinco mandados de busca e apreensão na própria Uberlândia e em Petrolina (PE). A pedido da PF, as ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A PF informou ainda que o jovem também foi denunciado por invasão a sistemas do Senado Federal, ocorrida em agosto passado, quando o investigado, por meio da prática de fishing, obteve dados de um servidor do Senado Federal, o que possibilitou o acesso ao sistema de Intranet do órgão e ao correio eletrônico do servidor.

Para cometer os crimes, o jovem obteve os dados e acessou os sistemas do órgão federal a partir do computador de um amigo, “que o tinha hospedado em sua casa, para ajudá-lo após uma prisão ocorrida em julho”, informou o MPF.

Além disso, Silva é investigado por ter participado da invasão que expôs informações administrativas de ex-servidores e ex-ministros do TSE no primeiro turno das eleições municipais de 2020.

De acordo com o G1, os investigadores identificaram que dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas foram disponibilizados em um fórum na internet. A página é especializada em troca de informações sobre atividades cibernéticas.

Nesse site, eram apresentadas informações de pessoas físicas e jurídicas, como CPF e CNPJ, nome completo e endereço. Há suspeita de que autoridades públicas estejam entre os alvos dos criminosos.

A  Polícia Federal informou que a divulgação de parte dos dados sigilosos foi feita gratuitamente por um usuário do fórum que, ao mesmo tempo, pôs à venda o restante das informações sigilosas . Tais informações poderiam ser adquiridas com criptomoedas.

Após diligências, a PF identificou o hacker suspeito de obter, divulgar e comercializar os dados, assim como outro hacker que estaria vendendo as informações por meio de suas redes sociais.

Em fevereiro, a empresa de segurança digital Psafe, a mesma que descobriu o megavazamento de 223 milhões de CPFs em janeiro, encontrou indícios de roubo de informações de 100 milhões de números de celular.

Neste mês, no mesmo fórum em que foi divulgado o megavazamento, também foram oferecidas 76 milhões de contas de celulares e 10 milhões de senhas de e-mails de brasileiros.

Segundo o G1, a irmã do hacker, que não quis se identificar, falou com a equipe de reportagem da TV Integração e informou que o jovem estava em prisão domiciliar e utilizava tornozeleira eletrônica depois de ter sido detido no último ano por suspeita de invasão ao sistema do TSE. Ela se disse surpresa com a nova ação.

A irmã também contou que o hacker não dava dinheiro à família.

“Aqui em casa não tinha [computador]. Ele ia pra lanhouse mexer. Depois ele apareceu com um notebook. Se tivesse dinheiro, eu estaria numa mansão. Acho que hacker ganha bastante dinheiro”, afirmou ela.

 

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados