STF dá 48 horas para Moro explicar grampos a Lula e Dilma

Corte questiona divulgação de conversas do ex-presidente com políticos

STF dá 48 horas para Moro explicar grampos a Lula e Dilma

Corte questiona divulgação de conversas do ex-presidente com políticos

Por | Edição do dia 8 de julho de 2016
Categoria: Blog, Notícias, Política | Tags: ,,,,,,,,


O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba, terá que prestar novos esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal sobre atos em ele permitiu gravações e divulgou conversas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com políticos.

As informações foram requeridas pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que quer ouvir Moro antes de decidir sobre um pedido de suspensão das investigações em primeira instância apresentado pela defesa de Lula.

No despacho, Lewandowski concedeu prazo de 48 horas para que Moro se manifeste.

As investigações contra o ex-presidente foram remetidas para Moro em junho, quando o ministro Teori Zavascki também anulou a gravação de uma conversa telefônica entre Lula e a então presidente em exercício Dilma Rousseff (PT).

O ministro entendeu que a escuta deve ser retirada do processo porque foi gravada pela Polícia Federal depois que Moro determinou a suspensão do monitoramento. Zavascki entendeu que Moro usurpou a competência do STF ao levantar o sigilo das conversas.

Na reclamação, a defesa de Lula pede que o Supremo suspenda todos os processos que estão sob o comando de Moro e analise se o juiz usurpou a competência do STF. Os advogados pedem liminarmente que toda a investigação volte a tramitar no STF, em função do foro privilegiado de parlamentares citados nos diálogos.

A reclamação foi remetida ao presidente do Supremo por conta do período de recesso de julho na Corte.

Esta não será a primeira vez que Moro terá que se manifestar sobre os grampos. No dia seguinte à gravação, em 17 de março, ele declarou em um despacho no processo considerar de “menor relevância” o fato de as conversas terem sido gravadas depois da determinação para que a interceptação telefônica fosse suspensa.

O juiz disse que “não havia reparado” que um novo diálogo havia sido captado entre decisão de suspender a interceptação e o momento em que as operadoras cumpriram a ordem. Mais tarde, em 30 de março, Moro pediu desculpas por ter provocado polêmicas e constrangimentos, mas defendeu a divulgação do grampo telefônico.

A manifestação foi registrada em um ofício de 30 páginas encaminhado ao STF, que na época exigiu explicações ao juiz.

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