SSP apresenta 4, dos mais de 50 que se envolveram em selvageria no Trapichão

SSP apresenta 4, dos mais de 50 que se envolveram em selvageria no Trapichão

Por | Edição do dia 10 de maio de 2016
Categoria: Artigos, Notícias, Polícia | Tags:


Foto: reprodução Globoesporte

Foto: reprodução Globoesporte

Um gandula e mais três torcedores do CSA foram apresentados pela cúpula da Secretaria de Segurança Pública (SSP), na noite desta segunda-feira, como envolvidos nas cenas de selvageria que ocorreram logo depois da partida entre CSA e CRB. Pelo menos esses não integram a Torcida Organizada Mancha Azul.

São torcedores comuns que resolveram invadir o campo e se envolver na briga. Simples assim. Um deles, inclusive, tem emprego fixo, trabalha na Eletrobras Distribuição Alagoas e, acometido de um ataque de fúria, muito comum em animais selvagens, invadiu o gramado só para brigar. No entanto, mais três ou quatro dezenas desses brigões estão soltos.

Foram presos: o gandula Wilson Ferreira, de 31 anos, que trabalhava no jogo; Arthur Henrique, 20; Joseph Herbert, 29, e Flávio Gouveia dos Santos, 19. Nenhum deles pertence à Mancha Azul, justiça seja feita. Ou seja, eram baderneiros revoltados com a derrota do seu time.

Os quatro foram identificados pelas imagens da televisão e pelas câmeras de segurança instaladas no Estádio Rei Pelé. A PM estava desligada, mas as câmeras, não. Menos mal.

Eles foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio com lesão corporal. Se forem levados a julgamento e condenados, podem pegar até 20 anos de prisão. Terão tempo para esfriar a cabeça e aprender a torcer.

Governador acordou a polícia

Parecia que a coisa ficaria por isso mesmo: mais uma briga de torcedores num jogo. Tudo creditado à violência das torcidas organizadas. Prático e simples, mas equivocado. Mas um “se toca” dado pelo governador Renan Filho mudou o rumo “dessa prosa”.

A Polícia Militar agiu rápido, logo depois que o governador deu a ordem para prender todos os envolvidos nas cenas que mancharam o nome de Alagoas perante a opinião pública nacional e internacional.

Após o jogo, só os árbitros foram protegidos pelos policiais militares que, normalmente, fazem o cordão de isolado para levar os juízes com segurança até o vestiário. Um torcedor do CSA tentou agredir o volante Olívio que se abaixou e se livrou de um “cruzado de direita” no rosto. O vídeo está “correndo” nas redes sociais.

A imprensa esportiva já tinha “cantado esta bola”: sempre que o jogo termina, a PM some do estádio. Nem as coletivas de imprensa têm a garantia da polícia. Os seguranças particulares dos clubes é que garantem o trabalho da imprensa. Domingo passado, a coisa se repetiria.

O gramado do Rei Pelé foi, praticamente, liberado pela PM para servir de ringue entre as torcidas. A cúpula da SSP não admite, em hipótese nenhuma, que houve falha no esquema de segurança. Não contavam com a invasão. A coisa mais provável de acontecer. Não se sabia quem seria o campeão, mas se sabia que haveria invasão a campo. Menos a PM.

Por exemplo, se o CSA fosse campeão, a torcida não invadiria o gramado? O relaxamento da PM pode estar ligado ao menor número de torcedores do CRB, que foi o campeão.

Agora, depois de manchado o nome do Estado, a polícia corre atrás para tentar prender todos os envolvidos. Por sorte, muita sorte, ninguém morreu. Houve decisão de campeonatos pelo país inteiro e não se registraram fatos lamentáveis como em Alagoas.

A PM promete prender todos os envolvidos. Terá que fazer isso sozinha, porque a Polícia Civil está em greve. Muito embora, o dever constitucional da PM é o policiamento preventivo, mas, como não houve essa prevenção, a briosa, por ordem do governador, terá que fazer o papel da Polícia Judiciária.

Estava prevista para a edição de hoje do Diário Oficial do Estado a nomeação de uma Comissão Especial formada pelos delegados Ronilson Medeiros, Fabrício Lima e Manoel Acácio para investigar o caso.

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