Só CRB e CSA confirmados para o retorno ao Alagoano

Dificuldade dos outros clubes cria situação difícil para a Federação Alagoana de Futebol (FAF) resolver sobre 2020

Por Thiago Luiz | Edição do dia 30 de junho de 2020
Categoria: Esportes, Futebol Alagoano


Depois de pouco mais de três meses com as atividades presenciais totalmente suspensas em razão da pandemia do novo coronavírus, CRB e CSA voltaram aos seus Centros de Treinamento. Voltar, só pelo lado regatiano, porque o Azulão está de casa nova: o Nelson Peixoto Feijó. Enquanto as equipes da capital se empolgam e veem a volta à “normalidade” mais próxima, os clubes do interior enfrentam realidades muito diferentes.

Protocolo de segurança regatiano prevê uso de máscaras por funcionários. Foto: Ascom CRB

Para voltar a treinar de forma presencial, o Galo contou com o apoio da Federação Alagoana de Futebol (FAF), em parceria com um laboratório médico para realização dos testes para a Covid-19 em atletas e funcionários. Na primeira bateria, sete jogadores e um funcionário testaram positivo para a doença. Já na segunda fase, todos estavam recuperados e aptos para voltar a treinar. O Regatas, mesmo durante o período de quarentena, não demitiu nenhum funcionário, bem como não reduziu nenhum salário. Apresentou três reforços para o elenco, contratou um novo diretor comercial e tem feito reformas significativas no CT.

De casa nova, o CSA se prepara para mais uma temporada sob o “novo normal”. Foto: Ascom CSA

Já o CSA, por sua vez, não contratou ninguém e optou por uma redução no salário de jogadores, comissão técnica e dirigentes em 25%, mas também é preciso avaliar o cenário de mudança vivido pelo time marujo. Obrigado a desocupar o CT Gustavo Paiva, no Mutange, pela instabilidade do solo no bairro, o Azulão precisou investir alto nas reformas da nova casa. A diretoria azulina deu uma repaginada no Nelsão, pintando arquibancadas, dando um tapa no gramado e fazendo reforma para as salas de musculação, fisiologia, sala de imprensa e muitas outras mudanças.

Principalmente por esse cenário positivo, em meio à pandemia, os comandantes técnicos das duas equipes se posicionaram a favor da retomada do campeonato estadual em 2020 por meio de entrevistas exclusivas dadas em nosso Instagram.

Eduardo Baptista, técnico do CSA afirmou que o Alagoano é a principal forma de preparação para as competições nacionais, porque sem a disputa do estadual, os clubes perderiam muito no processo de aperfeiçoamento para disputa da Série B. Por isso, para o treinador, é preciso que se conclua a competição, mesmo que com um formato diferente.

Já para os clubes do interior do estado, a volta do Alagoano é uma “carta fora do baralho” no cenário atual. Isso porque, mesmo aqueles que vão disputar a Série D do Brasileirão, não tiveram condições de manter os contratos de trabalho em vigor. Logo que foi decretado o isolamento social, os times rescindiram seus vínculos com jogadores.

Essa situação afetou tanto os dirigentes, quanto os atletas. A Reportagem de O Dia Alagoas trouxe, na última edição, a história de jogadores que precisam desempenhar outros trabalhos durante o período de quarentena, inclusive como ajudante de pedreiro, já que não têm outra fonte de renda a não ser o futebol.

Em entrevista ao podcast Pelota Alagoana, o vice-presidente do Conselho Deliberativo do ASA, Higor Rafael, disse que o alvinegro de Arapiraca, assim como outros clubes menores, não tem condições financeira de remontar um elenco para a conclusão do estadual.

Os clubes do interior têm como patrocinador master, geralmente, as prefeituras que, nesse momento, estão com as receitas prioritariamente focadas na luta contra a Covid-19 e retiraram o patrocínio. Sem o apoio financeiro, as equipes não têm como “caminhar” sozinhas.

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