Decisão do governo de que merendeiras devem continuar trabalhando mesmo após suspensão das aulas gera revolta

No final da manhã desta quarta-feira (18), a direção do Sinteal esteve no Ministério Público Estadual e na Procuradoria Regional do Trabalho

Decisão do governo de que merendeiras devem continuar trabalhando mesmo após suspensão das aulas gera revolta

No final da manhã desta quarta-feira (18), a direção do Sinteal esteve no Ministério Público Estadual e na Procuradoria Regional do Trabalho

Por | Edição do dia 18 de março de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,


WhatsAppImage20200318at12.59.37-1024x768No final da manhã desta quarta-feira (18), a direção do Sinteal esteve no Ministério Público Estadual e na Procuradoria Regional do Trabalho para formalizar denúncia contra os gestores públicos de Alagoas, que estão contrariando as orientações da Organização Mundial de Saúde e se propondo a expor merendeiras das escolas públicas ao risco de contaminação do coronavírus.

Contra a disseminação da pandemia do COVID-19, Alagoas já entrou em quarentena. As medidas de suspender atividades é uma realidade em muitas instituições públicas e privadas. Governo do Estado e Prefeitura municipal também anunciaram mudanças e até suspenderam as aulas (não sem que tenha sido necessária a pressão da categoria e do Sinteal). Com todo esse cuidado, os gestores decidiram que as merendeiras e merendeiros das escolas não merecem ser preservados, e decidiu que as aulas estão suspensas, mas a merenda permanece sendo ofertada.

O tratamento desigual e desumano, que faz pouco caso com vida e a saúde dessa categoria tão importante para a educação, se tornou alvo de denúncia formalizada pelo Sinteal tanto no Ministério Público Estadual (relacionada aos efetivos), quando na Procuradoria Regional do Trabalho (sobre os contratados).

“É um absurdo que essas trabalhadoras recebam um tratamento tão desigual, e além da angústia que todos estamos passando com o anúncio de uma pandemia, tenham que lidar com tamanho desrespeito. Além de humilhante e desumano com os funcionários, isso também é muito irresponsável, porque impede o cumprimento da quarentena que estão orientando a população a fazer”, disse a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia.

Ao lado da secretária de funcionários do Sinteal, Renildes Ramos, e das dirigentes Darcir Acioli e Patrícia David, todas funcionárias da educação, Consuelo foi aos órgãos e constatou que todos estão fechados ao público, porque de forma responsável protegeram os servidores e suspenderam as atividades. Mesmo assim a denúncia foi feita através de petição online.

A secretária Renildes Ramos, que também é merendeira, reforçou o apelo aos gestores. “Essa situação precisa ser resolvida, os gestores não podem desconsiderar a nossa saúde dessa forma. Vamos protocolar ofício também junto ao Estado e à prefeitura, e esperamos que eles reconheçam que é um erro e recuem”.

Desde a reunião unificada na última segunda-feira (16), com a participação de gestores e sindicatos da educação pública e privada, tanto da rede básica quanto superior, o Sinteal manteve firme a sua posição em defesa dos trabalhadores. Governo e Prefeitura de Maceió chegaram e afirmar que as aulas seriam mantidas na rede pública, e o Sinteal reagiu contra e com a mobilização que aconteceu a posição foi modificada. No entanto, a defesa desde aquele momento é de todos/os os/as trabalhadores/as da educação, não apenas uma parte. Merendeiras merecem o mesmo respeito, cuidado e proteção que toda a categoria.

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