Sindvigilantes e Sindesp participarão de nova audiência de conciliação no TRT/AL nesta sexta

Trabalhadores se comprometeram a não deflagrar o movimento paredista enquanto não ouvirem uma nova proposta da classe patronal

Por Assessoria | Edição do dia 19 de agosto de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,


Foto: Reprodução

Na tarde da última segunda-feira (17), o TRT/AL realizou mais uma audiência telepresencial de tentativa de conciliação em dissídio coletivo de greve entre o Sindicato dos Vigilantes, Empregados em Empresas de Segurança (Sindvigilantes/AL) e o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de Alagoas (Sindesp/AL). Na ocasião, as partes não chegaram a um consenso em torno da recomposição salarial pleiteada pela categoria. Os trabalhadores se comprometeram a não deflagrar greve até a audiência agendada para as 11h desta sexta-feira (21), na qual irão avaliar uma nova proposta que será apresentada pelo sindicato patronal.

A sessão foi conduzida pela desembargadora Anne Inojosa, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL). Na ocasião, a magistrada lançou duas propostas às partes. A primeira seria um aumento de 5% do valor do ticket alimentação mais 1,5% sobre o salário, ambos com efeito retroativo ao período de dois meses e garantia de dois meses de estabilidade no emprego . A segunda contempla um reajuste de 3,5% do vale-alimentação mais uma composição salarial de 3,5%, com vigência retroativa à data da proposição do dissídio, que foi ajuizado em 05 de agosto, e garantia de dois meses de estabilidade no emprego.

O representante dos trabalhadores, José Cícero Ferreira da Silva, salientou que a proposta da categoria é de uma recomposição salarial de 4,48% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e da aplicação desse mesmo percentual sobre o ticket alimentação, com efeito retroativo ao mês de janeiro deste ano. Na oportunidade, ressaltou que o Sindvigilantes/AL não está reivindicando um aumento de salário, mas somente sua recomposição com base no INPC, que é um direito assegurado à categoria. Ele enfatizou que o sindicato somente está disposto a conversar acerca da retroatividade da aplicação desses percentuais, e que outra proposta dificilmente será aprovada pela categoria.

A sessão foi acompanhada pela procuradora do Ministério Público do Trabalho da 19ª Região, Virgínia Gonçalves, que sugeriu um reajuste de 4,45% em cima do salário e do vale-alimentação, com efeito retroativo ao mês de maio deste ano. Já o advogado do Sindesp, Gustavo Ferreira Gomes, frisou que a classe patronal não teria condições de conceder os 4,48% sobre o salário e manter a estabilidade dos empregados.

Ele destacou que a proposta dos empresários compreende um acréscimo de 4,48% no valor do ticket e de 1% sobre o salário, mas sem efeito retroativo e sem garantia de estabilidade no emprego. Em seguida, salientou que a recomposição pretendida pelos trabalhadores pode ocasionar um grande número de demissões. A audiência foi acompanhada pelo presidente do Sindesp, Marcus Vinícius Castro.

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