SIL DA CAPELA: UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E AMOR

A ceramista capelense recebe hoje no Museu Théo Brandão o XIII Prêmio Gustavo Leite de Arte Popular e participa da abertura de sua primeira exposição

SIL DA CAPELA: UMA HISTÓRIA DE SUPERAÇÃO E AMOR

A ceramista capelense recebe hoje no Museu Théo Brandão o XIII Prêmio Gustavo Leite de Arte Popular e participa da abertura de sua primeira exposição

Por | Edição do dia 17 de maio de 2019
Categoria: Cultura | Tags: ,,,,,


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Muita criatividade e amor dão formas ao barro tirado no quintal do ateliê de seu João das Alagoas no município de Capela, ali em meio ao clima interiorano que Maria Luciene da Silva Siqueira de 39 anos da vida a inúmeros personagens da saga nordestina. Mas quem é Maria Luciene? Pouca gente sabe por esse nome, porém quando a chamamos pelo seu nome de guerra “Sil da Capela” qualquer cidadão da pacata cidade informa aonde encontra-la.

Ela com seu jeito simples encantou o Brasil e os grandes colecionadores no exterior, consolidou uma carreira que está presente em todas as galerias de arte popular do país levando o nome de Alagoas para o mundo. O apelido “Sil da Capela” agora não só representa o perfil de uma mulher auditada, seu nome está linkado aos grandes artistas de arte popular reconhecidos em todas as esferas da sociedade pós contemporânea.

Com a arte tirada do barro e feita pelas mãos que tanto trabalharam na lavoura de cana-de-açúcar. A vida de Sil atraiu os olhares da escritora pernambucana Naide Nóbrega levando-a a produzir biografia maravilhosa intitulada “Do barro eu vim, do barro eu sou”. “Com lembranças de uma infância dura e muito sofrida nos latifúndios de cana-de-açúcar, Sil é uma mulher que prefere olhar para frente, flertar com o futuro e, por meio da arte figurativa no barro, teimar em ser feliz”, escreveu a biógrafa no texto que apresenta a exposição.

Exposição “SIL”

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Sil recebe nesta sexta-feira (17) a partir das 19h o XIII Prêmio Gustavo Leite de Artista Popular do Ano, evento realizado pelo Museu Théo Brandão. A homenagem vai acontecer na abertura da exposição “Sil”, composta por doze peças da artista e sete fotografias que retratam sua obra e fazer artístico, clicadas pelo fotógrafo Thiago Sobral.

Thiago registrou o cotidiano e a obra da artista. Parte desse trabalho estará na exposição. As fotografias coloridas expressam a rotina no ateliê. A experiência foi enriquecedora para arte de quem busca uma boa história a ser revelada. “A Sil é uma guerreira, mostra com todos os predicados a força da mulher alagoana, que passou por muitas batalhas até conseguir chegar onde chegou. Eu sou um fotógrafo que adora documentar cotidianos, contar histórias com imagens, e a Sil tem muita para contar”, disse Thiago.

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A abertura da mostra contará com a apresentação do professor de percussão da Ufal, Augusto Moralez, que vai tocar o instrumento vibrafone. A exposição tem a curadoria assinada pela museóloga Hildênia Oliveira. O projeto expográfico foi realizado pelas estudantes de Design da Ufal, com a orientação da professora Thaisa Sampaio.

 “Eu estou muito feliz, por ter uma exposição no museu Théo Brandão e sendo acompanhado pelo Prêmio Gustavo leite, é um incentivo que anima a todos sem distinção e eu sou agradecida pelo carinho e reconhecimento aqui em nosso estado. É muito importante ver o nosso povo valorizando o que é nosso, isso nos ajudar a continuar a fazer o que gostamos, a fazer arte popular”. Enfatizou Sil.

O evento conta com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Prefeitura de Capela e com o apoio do curso de Design da Ufal. A programação integra a 17ª Semana Nacional de Museus, temporada cultural promovida pelo Ibram em comemoração ao Dia Internacional de Museus (18 de maio). Nessa edição, 1.114 instituições de cultura de todo o país oferecem ao público atividades especiais, com o tema “Museus como núcleos culturais: o futuro das tradições”.

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