Setembro Amarelo reforça importância de tratamentos psicológicos com profissionais para evitar o suicídio

De acordo com a presidente do Conselho Regional de Psicologia, procura por atendimento on-line cresceu em 800%

Por Thiago Luiz – Estagiário* | Edição do dia 6 de setembro de 2020
Categoria: Especiais | Tags: ,,,,


Foto: Reprodução / Internet

O Setembro Amarelo surgiu em 2014, idealizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), para levantar a discussão e a luta de prevenção ao suicídio no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida.

Em tempos de pandemia, esse risco aumenta ainda mais. Pelo fato de precisar cumprir o isolamento social, o sentimento de solidão e o contato consigo mesmo pode potencializar problemas como depressão, ansiedade e outras questões psicológicas. “Depressão é uma forma de estar no mundo de uma maneira adoecida, onde paira tristeza, desamparo, desesperança. Certamente esse cenário de pandemia foi catalisador de muitas questões depressivas”, afirmou a presidente do Conselho Regional de Psicologia em Alagoas (CRP15), Zaíra Mendonça.

De acordo com Zaíra, o objetivo da campanha é promover a saúde mental, fazer com que as pessoas entrem em contato com suas dificuldades emocionais e psíquicas de diversas ordens. Para ela, é importante compreender que alguns sofrimentos fazem parte da vida, mas que é necessário construir estratégias de enfrentamento a esse tipo de problema, apostando na vida.

No site do Setembro Amarelo, alguns dados chamam a atenção de forma negativa. São registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Um problema que atinge principalmente os jovens. E cerca de 96,8% dos casos de suicídio estão relacionado a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

Segundo a ABP, 50 a 60% das pessoas que cometem atentados contra a própria vida nunca buscaram contato com psicólogos ou psiquiatras. Esses números só reforçam a importância da procura por um profissional qualificado que possa auxiliar nesse tipo de situação. Um fato a se comemorar é que, em Alagoas, segundo o CRP15, a procura por atendimento on-line cresceu cerca de 800% no período de pandemia.

Por outro lado, de acordo com dados cedidos pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), em 2019 o Hospital Geral do Estado (HGE) prestou atendimento a 432 pessoas que atentaram contra a própria vida. No Hospital de Emergência do Agreste (HEA), foram 822 pessoas socorridas.

Já em 2020, de janeiro a agosto, o HGE realizou 198 atendimentos a esse tipo de vítima. Na unidade de Arapiraca foram registrados 398 casos. Vale lembrar que não estão contabilizados os pacientes que vão para outras unidades de saúde públicas e privadas.

 

*Sob supervisão da coordenação do site.

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