Sesau capacita 457 técnicos municipais sobre uso do nome social durante atendimento nas Unidades Básicas de Saúde

Curso Online foi promovido pela Gerência de Atenção Primária e contemplou os técnicos da I Macrorregião de Saúde

Sesau capacita 457 técnicos municipais sobre uso do nome social durante atendimento nas Unidades Básicas de Saúde

Curso Online foi promovido pela Gerência de Atenção Primária e contemplou os técnicos da I Macrorregião de Saúde

Por Assessoria | Edição do dia 28 de janeiro de 2022
Categoria: Alagoas, Saúde | Tags: ,,,


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Atenção Primária (GAP), capacitou 457 técnicos da Atenção Primária da 1ª Macrorregião de Saúde sobre o uso do nome social durante atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Com o tema “Eu vejo você: Inclusão e uso do nome social de travestis e transexuais em cadastros individuais da Atenção Primária de Alagoas”, as aulas ocorreram de forma online e foram destinadas aos profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF), Consultório na Rua (CnaR), Equipes do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (eNASF) e Equipes de Atenção Primária do Sistema Prisional.

A ação foi promovida pelo Comitê Técnico de Saúde Integral da Pessoa LGBTQIAP+ da Sesau e a formação é realizada pelos membros que compõem o comitê, que representam a Comissão Especial da Diversidade Sexual e Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL) e Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh).

A assessora técnica da Atenção Primária e responsável pelo Comitê LGBTQIAP+, Lígia Angélica, explicou que o público alvo para o curso foi escolhido devido à necessidade de sensibilizar e humanizar o atendimento desde o primeiro contato do usuário na Rede de Saúde Pública.

“O primeiro contato de todos os pacientes no SUS [Sistema Único de Saúde] acontece na Atenção Primária. É nele que é feito o cartão SUS e, desde esse contato, precisamos fazer com que se sintam acolhidos para evitar situações constrangedoras. Muitos já têm o nome social, mas, ao serem atendidos, acabam sendo chamados pelos nomes de batismo, o que causa um constrangimento. Para evitar esses casos, criou-se a necessidade de capacitar nossos profissionais, sensibilizar e fazer com que eles tenham esse olhar humanizado durante o atendimento”, enfatizou Lígia Angélica.

O secretário executivo de Ações de Saúde da Sesau, médico Marcos Ramalho, ressaltou que toda a Rede de Saúde Pública precisa estar capacitada para garantir e preservar os direitos dos pacientes LGBTQIAP+. “É um direito desses pacientes serem tratados pelo nome social. Existe a legislação que garante a eles esse direito e os servidores públicos em geral têm por obrigação garantir que esse direito seja cumprido e, também, garantir que os pacientes se sintam acolhidos dentro das unidades de saúde. Por isso, cabe aos operadores do SUS garantir que os pacientes tenham atendimento e que esse atendimento seja universal e igualitário. E essa equidade do tratamento vem desde a acolhida do paciente e, por isso, a capacitação se torna tão importante”, disse.

Durante o treinamento, os palestrantes possibilitaram a escuta das demandas e experiências vivenciadas pelos técnicos na assistência, além de interagir e desencadear reflexões, focando em um olhar mais sensível para a realidade dos usuários do SUS e sobre a responsabilidade pelo cuidado no atendimento e a importância do registro do nome social no e-SUS.

Direitos LGBTQIAP+  De acordo com Política Estadual de Saúde Integral das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais, Queer, Intersexo, Assexuais e Pansexuais (LGBTQIAP+), instituída por meio da portaria nº 2.744, em 15 de abril de 2021, os usuários têm o direito de serem atendidos nas unidades de saúde através do nome social.

Ambulatório LGBTQIAP+ – Inaugurado em novembro de 2019, o Ambulatório LGBTQIAP+, com atividades, atualmente, sediadas no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), volta aos atendimentos no Hospital da Mulher Dª Nise da Silveira na próxima quinta-feira (3).

No Ambulatório LGBTQIAP+, os pacientes recebem tratamento com uma equipe multidisciplinar totalmente preparada para atendê-los, com especialidades como endocrinologia e mastologia, além dos profissionais de psicologia e serviço social. O serviço também assegura exames de imagem e laboratoriais, que são realizados no próprio hospital.

Marcos Ramalho ressalta, ainda, a importância da unidade para garantir tratamento de qualidade para os usuários. “O Ambulatório LGBTQIAP+ vem para trazer dignidade e resgatar a autoestima desses pacientes, que muitas vezes foram negligenciados. Então, além da acolhida, o serviço garante não só a hormonização, mas também atendimento psiquiátrico e psicológico. O Ambulatório assegura ao paciente um atendimento com médico especialista, que vai ajudar na hormonização, transição e auxiliá-lo nas outras patologias, além de garantir a ele tratamento integral”, explicou.

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