Servidores municipais cobram reajuste salarial e não descartam greve

Nesta terça-feira, 4, a categoria realizou protesto em frente a Semge

Servidores municipais cobram reajuste salarial e não descartam greve

Nesta terça-feira, 4, a categoria realizou protesto em frente a Semge

Por | Edição do dia 4 de fevereiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,


Ascom Sindspref

Ascom Sindspref

Para exigir reposição salarial, data-base, progressão por mérito e titulação e debate sobre a reforma previdenciária municipal, o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió (Sindspref) realizou protesto nesta terça-feira, 4, em frente a Secretaria Municipal de Gestão (Semge), no centro da capital.  Cerca de 150 pessoas compareceram.

O Sindspref informou que não descarta a possibilidade de greve, mas que espera entrar em negociação com a Prefeitura de Maceió. Segundo o sindicato, os servidores do município acumulam perda salarial desde 2015, já que desde aquele ano a prefeitura não reajustou o salário diante da inflação. Para a reposição, a categoria pede um ajuste de 21,03% nos salários. A categoria enfatiza que reposição não é aumento salarial, já que o reajuste repõe a diferença causada pela inflação.

Além disso, os servidores apontam que a data-base do município acontece no mês de janeiro, que já passou, e que, até o momento, a Prefeitura de Maceió não se dispôs a dialogar sobre essa questão e sobre as outras exigências da categoria. A categoria também aponta a falta de progressão por mérito e titulação e os projetos de leis enviados pela prefeitura à Câmara Municipal de Maceió, que alteram as regras previdenciárias do município. Ainda de acordo com o Sindspref, as propostas não passaram pelo conselho do Instituto da previdência de Maceió (Iprev) e nem pelos trabalhadores.

No ano passado, em dezembro de 2019, a presidente da Iprev, Fabiana Toledo, havia dito as lideranças sindicais, durante reunião, que o texto só seria enviado à Câmara Municipal em abril de 2020 e que teria tempo para a realização de uma audiência pública para discutir as mudanças, o que ainda não ocorreu. “Os servidores passariam de 11% de desconto da previdência para 14% com essas mudanças. Diante de toda a situação, há possibilidade de greve. Qualquer reposição, aumento no valor, tem que passar pelo prefeito e ele só pode assinar até abril por causa das eleições municipais”, afirmou o sindicato, que corre contra o tempo para que essas questões sejam resolvidas.

O Sindspref enviou ofício formalizando o requerimento da data-base de 2020 no dia 7 de janeiro, mas até o momento ninguém do Executivo Municipal entrou em contato com o sindicato. Sobre as demais questões, a prefeitura também não entrou em negociação com os servidores. Além da Sindspref, outros sindicatos de servidores municipais se uniram em um movimento unificado para que os trabalhadores sejam atendidos.

Por meio de nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Maceió informou que “a Secretaria Municipal de Gestão analisa as reivindicações, tendo como base os dados financeiros e o aporte para 2020, a fim de garantir o equilíbrio da máquina pública”.

3 comentários em “Servidores municipais cobram reajuste salarial e não descartam greve”

  1. Lurdes disse:

    Falta dinheiro para repor as perdas salariais dos servidores públicos municipais, mas não falta dinheiro para locar e abastecer veículos com dinheiro público para atender à funcionários previligiados. Na Travessa Paraná, no Barro Duro (Rua do Edifício Gulandi), diariamente, por volta das 8h e 14h, se vê uma viatura da SIMA e outra da DEFESA CIVIL ir buscar funcionários para irem trabalhar, enquanto a grande maioria vai de ônibus, tendo de andar em ônibus superlotado e sujo para ganhar uma miséria e sem reposição salarial. #MPEAL #MPE #RUIPALMEIRA

  2. Gil disse:

    Enquanto tem carro pra ir buscar funcionários em casa, falta carro pra atender as demandas da população. Isso é uma vergonha.

  3. Sandro disse:

    É uma constante se ver veículos da Prefeitura de Maceió e Governo do Estado serem utilizados para uso de servidores públicos apadrinhados de seus superiores. A culpa não é do prefeito ou do governador, mas dos secretários municipais e estaduais que permitem o uso de veículos fora do que é permitido. Cabe ao Ministério Público Estadual coibir o mau uso dos veículo oficiais, seja próprio ou locado.

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