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Servidores do TCE-AL devem acionar a justiça em ação contra o conselheiro Anselmo Brito

Redação / 1:41 - 23/08/2019

A motivação do grupo de servidores se deve aos casos de assédio moral cometidos pelo conselheiro


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Anselmo Brito, conselheiro do TCE-AL. Foto: Sandro Lima

Alguns servidores do Tribunal de Contas de Alagoas (TCE-AL) devem entrar com ação judicial coletiva contra o conselheiro Anselmo Brito por causa de assédio moral cometido por ele a funcionários públicos do órgão. A informação foi afirmada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Tribunal de Contas de Alagoas (Sindicontas).

Segundo Anna Maria Gusmão, presidente do Sindicontas, desde quando ela assumiu a presidência do sindicato, em 2017, casos sobre assédio moral cometidos pelo conselheiro chegaram até o conhecimento dela. Ela já contabiliza cerca de 20 relatos, entre ocorrências denunciadas ao sindicato e ocorrências que foram comentadas informalmente.

“Alguns servidores nos procuraram e montaram um grupo para que uma ação judicial seja discutida. A gente vai conversar também com aqueles servidores que não nos procuraram, mas que sabemos que já foram vítimas do conselheiro, para saber se eles desejam participar dessas discussões. Com o grupo já montado, eles podem criar coragem para denunciar”, contou Anna Maria.

Casos de assédio moral

O último caso de assédio envolvendo o conselheiro e outro servidor aconteceu na semana passada, informou a presidente do sindicato. Na ocasião, uma servidora que havia levado processos do TCE-AL para serem analisados em casa, estava chegando ao estacionamento do tribunal, no momento em que Anselmo também chegou. Ele viu os documentos que estavam com a servidora e começou a repreendê-la ainda no local. No momento, ele teria segurado o braço da funcionária pública e um menor aprendiz do tribunal também teria sido vítima da truculência do conselheiro. Além de gritar com a servidora, ele chamou seus seguranças e a filmou, relatou Anna.

Além desse fato, ela ressalta que outros servidores, tanto comissionados, como efetivos, não foram as únicas pessoas que foram vítimas do destempero de Anselmo Brito. Em sessões gravadas do tribunal, Anselmo já utilizou de gritos para se referir a outros conselheiros, inclusive, ao presidente do TCE-AL Otávio Lessa.

“É preciso lembrar que o sindicato protege apenas os servidores, mas que essas situações com os conselheiros precisam ser citadas, para termos um dimensão. Nós sabemos que há hierarquias a serem respeitadas, mas que nós somos funcionários públicos, servimos a população, não servimos a ele. E mesmo existindo determinações para os servidores, não é dessa forma que se trata um colega de trabalho”, ressaltou.

Resposta

Em respostas ao jornal Extra, sobre as denúncias dos servidores, o conselheiro Anselmo Brito falou que é inadmissível algum funcionário levar processos finalísticos do tribunal para casa. Ele também negou a ocorrência de assédio moral a servidora no estacionamento no TCE-AL e que teria como provar.


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