Semel “falha” e cerca R$ 3,5 milhões “somem” do Portal da Transparência

Semel “falha” e cerca R$ 3,5 milhões “somem” do Portal da Transparência

Por | Edição do dia 8 de agosto de 2016
Categoria: Blog, Maceió, Notícias | Tags: ,,,


Dos mais de R$ 4,8 milhões que a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel) tornou público no Portal da Transparência, da Prefeitura de Maceió, como valor gasto em 2015, cerca de R$ 3,5 milhões foram apagados, na semana passada. A retirada ocorreu após o O DIA ALAGOAS noticiar em sua última edição que a Semel pagou no ano passado mais de R$ 1,7 milhão a nove funcionários temporários do Programa Segundo Tempo. Depois da matéria, os nomes destes servidores desapareceram junto aos valores destinados a cada um deles, bem como foram deletados os dados e as quantias repassadas a mais 50 outras pessoas, à Caixa Econômica Federal (CEF), ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agropecuária (CREA/AL), ao Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), e a algumas empresas.

Foto: Ilustração/ Rodrigues

Foto: Ilustração/ Rodrigues

Por meio de nota, a Semel alegou falha no sistema de publicação e apagou dados como nomes de pessoas e de empresas, datas e valores. “A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer esclarece que, após ser alertada pela reportagem, constatou uma falha na exibição de dados do Portal da Transparência, já devidamente corrigida. A Semel enfatiza que os pagamentos do programa Segundo Tempo foram feitos de acordo com os contratos e a prestação de contas foi devidamente aprovada pelo Ministério dos Esportes”, disse a Secom em nota.

Na edição anterior, a de número 179 (de 31 de julho a 6 de agosto), a reportagem noticiou que R$ 1.781.695,57 foi gasto em 2015 pela Semel com cinco monitores e quatro coordenadores do Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes. Cada um deles ganhou o superior a R$ 100 mil e a R$ 300 mil, como constava no Portal da Transparência. O valor era 20 vezes maior que a soma de todas as parcelas dos vencimentos recebidos por todos os mesmos nove funcionários em 2013 e 2014, que foi R$ 87.801,22. Na ocasião, a reportagem entrou em contato com três dos nove profissionais. Eles negaram ter recebido valores de 2015. Já a Semel não quis se pronunciar e orientou procurar a Secom Municipal, que foi contatada, mas deu retorno.

Leia matéria completa no jornal O DIA ALAGOAS.

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