Seguro Residencial garante “meu maior patrimônio”

Seguro Residencial garante “meu maior patrimônio”

Por | Edição do dia 29 de agosto de 2016
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,,


É mais do que um espaço para guardar seus pertences, é parte da sua vida, da sua história, um verdadeiro patrimônio. A maioria das pessoas costuma estabelecer uma relação diferenciada com o imóvel que escolheram para viver, como bem ilustram os versos de Toni Garrido: “É seu único lugar no mundo, que é seu abrigo, a sua casa”.

Por isso o sonho de ter uma casa para chamar de sua é perseguido por tantas pessoas. Mas, apesar de ser um bem tão precioso, uma vez alcançado, a tendência é ser negligenciado quando assunto é seguro. Como assim? Bem menos duráveis e mais baratos, como carros, notebooks e telefones celulares são líderes em apólices de seguros. Já imóveis, que muitas vezes são financiados em parcelas por longos 20 anos (ou mais) são os bens menos segurados em Alagoas.

“Enquanto o custo de uma apólice para um veículo equivale, pelo menos, de 3% a 5% do valor do carro, para residência, é de 0,6% a 0,9% do preço do imóvel. Seu preço médio é de cerca de R$ 250”, explica o diretor executivo técnico da Federação Nacional dos Seguros Gerais (Fenseg), Neival Freitas.

Vale lembrar que, enquanto com o passar do tempo um veículo perde seu valor de mercado, o imóvel tende a se valorizar, além de que, os automóveis têm maior probabilidade de sofrer danos do que as edificações que, por sua vez, são bens muito mais valiosos.

O diretor da Fenseg explica que muitas vezes o consumidor não faz seguro para a sua casa por falta de informação.Além disso, pesa o fato de o produto ter menos apelo que outras proteções como seguro saúde e previdência privada.

Para se ter uma ideia, de acordo com um levantamento feito no ano passado pela Fenseg, dos 1.046.593 imóveis residenciais existentes em todo o Estado, apenas 31.491 tem algum tipo de seguro, o que representa um investimento anual da ordem de R$ 7,8 milhões. Ou seja, somente 3% das moradias de Alagoas estão asseguradas. As outras 97% estão à mercê de alguma perda total e ainda perdendo os privilégios que só quem conta com uma apólice de seguros assinada com uma companhia séria e um corretor habilitado podem garantir.

A recomendação da Fenseg é verificar se o corretor é devidamente habilitado para não correr o risco de, na hora da necessidade, não poder contar com as coberturas contratadas.

Ilustração: Rodrigues

Ilustração: Rodrigues

Em todo o Brasil já são mais de 2,2 bilhões de imóveis residenciais segurados. No entanto, este montante representa apenas 13,3% das 68 milhões de moradias existentes em todo o país, segundo dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Fenseg, o Sudeste é a região que lidera o ranking dos seguros residenciais, com 66,6% das apólices; seguido pelo Sul, com 18,7%. Em terceiro lugar vem o Nordeste, com apenas 6,9% deste mercado, somando 157.991077 apólices. No ranking da região, que é liderada pela Bahia, que tem 211.225 apólices e investimentos de R$ 52,8 milhões nesta modalidade de seguros, Alagoas só perde para o Piauí, que investe pouco mais de R$ 4,9 milhões, e Sergipe, que não passa da soma de R$ 4 milhões.

COBERTURAS E ASSISTÊNCIAS

À primeira vista muitas pessoas pensam que contratar um seguro residencial é investir recursos em algo que não vão utilizar, tendo em vista que a maioria das pessoas já chegou à vida adulta sem ter a casa incendiada, alagada, destruída por um terremoto ou gravemente danificada por um raio.

Mas, segundo o corretor de seguros Djaildo Almeida, da Jaraguá Seguros, contratar um seguro residencial é garantir não somente a restituição do valor total do imóvel em caso de perda total, mas diversas outras coberturas e assistências, que representam uma enorme economia e comodidade para o contratante.

“Os seguros não cobrem apenas incêndio, queda de raio e explosão. Entre as garantias estão furto, roubo de bens, impacto de veículos, queda de aeronaves, cobertura provisória de telhados, segurança e vigilância, transferência de móveis, cuidador de crianças e idosos, reparos hidráulicos, elétricos, de telefoniaem geladeiras, frigobar, freezer, máquina de lavar roupas,fogão, microondas e ar condicionado, serviço de chaveiro, vidraceiro,Help Desk, além de adaptação do imóvel para idosos ou portadores de necessidades especiais, até limpeza de caixa d´água e assistência a animais, dependendo do plano contratado”, explica o corretor.

Almeida explica que os preços dos seguros variam de acordo com o valor e o tipo do imóvel. “O primeiro fator levado em consideração é o tipo de residência (casa ou apartamento, depois o valor do imóvel, lembrando que, com relação ao valor a ser segurável deve ser feito em cima do valor da reconstrução do mesmo e não pelo valor de venda da casa ou apto, sem contar nas coberturas adicionais (vidros, roubo, subtração de bikes) que podem ser incluídas no seguro residencial.Tomando como base uma residência de 100 mil, onde o seguro pode custar entre R$ 200 ao ano ou mais, dependendo dos serviços e/ou coberturas. Residências acima de R$ 1 milhão, onde o seguro pode custar um pouco mais de R$ 1 mil, dependendo dos serviços e/ou coberturas”, calcula.

Ele destaca que qualquer tipo de imóvel residencial pode ser segurado, de chalés pré-moldados, passando por casas, apartamentos até sítios, fazendas e mansões. “É importante que as pessoas saibam que a o seguro residencial visa garantir o patrimônio e trazer tranquilidade para a família segurada, como também benefícios e serviços gratuitos. As regras mudam um pouco para as casas de veraneio, que não contam com algumas coberturas, como roubo”, esclarece.

Antigamente, quando acontecia um sinistro, os segurados dependiam única e exclusivamente de ligações telefônicas para conseguirem acionar os seguros. Hoje, com o avanço das tecnologias, esse procedimento não está totalmente superado, mas deixou de ser a única alternativa. Além dos telefones, agora é possível acionar buscar as coberturas e assistências por aplicativos de celular e pela internet (pelo chat no site da seguradora).

O gerente de banco Erasmo Walfrido tem seguro residencial há mais de quatro anos e diz que pretende nunca mais ficar sem ele.

“Ter o meu apartamento é um sonho realizado. É um patrimônio para os meus filhos, uma segurança para nós. Nosso lar é muito importante para nossa família. O que me fez contratar o seguro foi ter uma segurança em caso de incidentes, além de assistência”, assinala.

Ele ressalta que já precisou utilizar assistências, como serviços de eletricista e hidráulica, além de chaveiro. “Os serviços foram bem executados e não paguei nenhum adicional, não comprei ou paguei nenhum material, está tudo dentro da franquia, o que foi bem vantajoso. Não teve burocracia. Hoje ter seguro residencial representa mais tranquilidade para mim e a minha família”, avalia.

Já a administradora Eduarda Maria Lopes optou por não contratar seguro residencial. “Já gasto com seguro do carro, do telefone celular e do notebook, além de plano de saúde e previdência privada, porque penso no futuro, quero ter uma aposentadoria mais tranquila. Seguro residencial nunca fez parte dos meus planos”, explica.

Há cerca de um mês, Eduarda foi surpreendida com problemas na instalação elétrica da sala. A lâmpada simplesmente não acendia. Ela comprou uma lâmpada nova, mas não funcionou. A solução foi chamar um eletricista. “A fiação estava oxidada pela maresia, teve que ser substituída. O reparo custou R$ 300, fora o trabalho que tive em achar um eletricista”, reclama.

“Se tivesse seguro residencial não passava por isso”, garante Erasmo Walfrido.

 

 

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