Secretária de Estado da Saúde defende natalidade zero para o Aedes aegypti

Por | Edição do dia 14 de dezembro de 2015
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Foto: Agência Alagoas

Foto: Agência Alagoas

O combate ao mosquito Aedes aegypti foi pauta da reunião da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) desta segunda-feira (14). Após alertar os secretários municipais de saúde e os deputados estaduais sobre o assunto, a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirkska, reafirma a gravidade da situação aos prefeitos dos municípios alagoanos.

“Precisamos tomar medidas para enfrentar o mosquito e a primeira delas é a notificação”, afirmou Wyszomirska. De acordo com a gestora estadual da Saúde, o Aedes aegypti está em todo o Estado de Alagoas e, por essa razão, medidas imediatas devem ser tomadas para o combate intensivo ao vetor.

“A meta é não deixar o mosquito nascer: natalidade zero para o Aedes aegypti”, defendeu a secretária. Para isso, a secretária de Estado da Saúde afirmou ser fundamental a participação de todos na informação e orientação adequada da população sobre os direitos e deveres da cidadania.

O presidente da AMA e prefeito de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão, enfatizou a seriedade do problema. “Temos que nos mobilizar para impedir que a microcefalia comprometa a população futura e isso deve acontecer por meio da articulação entre os governos federal, estadual e municipal”, disse.

Plano de ação

A secretária de Estado da Saúde esclareceu que as ações estão acontecendo em duas frentes: combate intensivo ao vetor e atenção aos casos suspeitos de dengue, febre chikungunya e zika vírus. Além da atenção especial à gestante com exantema e microcefalia intrauterino e pós-natal.

Outra medida foi a instalação de 11 unidades sentinelas, que são postos responsáveis pela coleta de sangue dos pacientes com suspeita de alguma doença relacionada ao mosquito Aedes aegypti. São três unidades na capital e oito no interior que têm a função de mapear o vírus, cuja confirmação da suspeita acontece por meio do laboratório referenciado pelo Ministério da Saúde, localizado no Pará.

Wyszomirska chamou atenção dos secretários municipais de saúde para o incentivo financeiro para o fortalecimento da Vigilância em Saúde (Invig). Segundo ela, esse repasse será antecipado para este mês de dezembro para colaborar nas ações de combate ao mosquito. Para efetivar esse apoio financeiro, o município precisa fazer a adesão e assinar o termo de compromisso.

Procedimentos 

 Após a notificação dos casos, o próximo passo é a confirmação e encaminhamento dos pacientes. Conforme protocolo adotado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), as medidas para as gestantes com exantema são coletar sangue na unidade sentinela para o mapeamento do vírus e manter o pré-natal na unidade de saúde de origem, com exceção de situações com risco obstétrico.

Nos casos de microcefalia intrauterino, as medidas são também manter o pré-natal na unidade de saúde de origem, com exceção de situações com risco obstétrico; encaminhar gestante para apoio psicossocial no próprio município; e programar o parto para unidades de risco habitual, uma vez que a microcefalia (isoladamente) não é critério de gravidez de alto risco.

Em relação aos bebês natimortos cuja gestante apresenta relato de doença exantemática, a orientação é o encaminhamento ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) para investigação etiológica.

A recomendação nos casos de microcefalia pós-natal é a tomografia computadorizada, a ser realizada no Hospital Geral do Estado (HGE) para os municípios da 1ª macrorregião e na Unidade de Emergência do Agreste para os municípios da 2ª macrorregião. Também consta no protocolo estadual o acompanhamento por neuropediatra no Hospital Universitário (HU) e na Clínica Infantil Dayse Brêda, por geneticista no HU; a realização de ecocardiograma no Hospital do Coração e de ultrassonografia abdominal na Maternidade Escola Santa Mônica.

Números 

 Conforme recomendação do Ministério da Saúde, a partir do dia 19 de novembro de 2015, a ocorrência de casos de microcefalia deve ser registrada em formulário de Registro de Eventos de Saúde Pública (RESP). Em Alagoas, são 108 casos suspeitos de microcefalia, sendo 102 casos em recém-nascidos e 6 casos intrauterinos, além dos 3 casos registrados antes da implantação da notificação imediata. Os dados foram atualizados nesta última segunda-feira (14), conforme nota técnica emitida pela Sesau.

Ainda participaram da reunião, o prefeito de Maceió em exercício, Kelmann Vieira; o prefeito de Pão de Açúcar, Jorge Dantas; o secretário municipal de saúde de Arapiraca, Ubiratan Pedrosa; as promotoras públicas estadual e federal, Micheline Tenório e Roberta Bomfim; o presidente do Tribunal de Contas, Otávio Lessa.

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