Sebrae traça panorama dos pequenos negócios no mês de julho

Sebrae traça panorama dos pequenos negócios no mês de julho

Por | Edição do dia 27 de julho de 2016
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,,


O Sebrae em Alagoas apresenta, no mês de julho, um levantamento de dados referentes aos pequenos negócios no estado, que traça um perfil da atuação das micro e pequenas empresas (MPE) alagoanas na economia, com base em informações extraídas do Empresômetro MPE e do DataSebrae, plataformas online que reúnem estatísticas sobre a ambiência das empresas de todos os estados do Brasil.

Os dados falam sobre a influência dos pequenos negócios em cada estado, arrecadação tributária, massa salarial gerada pelas MPE, números sobre o ambiente legal, faturamento, taxa de sobrevivência e o Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas, que chegou a mais de R$ 37 bilhões, sendo os pequenos negócios responsáveis por 27,7% do montante.

De acordo com o levantamento, até o início do mês de julho, o estado contava com mais de 157 mil empresas ativas, sendo 145 mil delas micro e pequenas empresas formalizadas. Juntas, elas têm um faturamento que chega a quase R$ 4,5 bilhões, gerando mais de 143 mil empregos diretos, responsáveis por uma massa salarial acima de R$ 137 milhões. A arrecadação tributária com as MPE alagoanas chega a mais de R$ 375 milhões.

Ainda de acordo com os dados divulgados, 45% do total das MPE são formalizadas como Microempreendedor Individual (MEI), 25% são Microempresas (ME) e 2% Empresas de Pequeno Porte (EPP). A publicação destaca, ainda, que 48% das empresas locais são do Comércio, 27% representam o setor de Serviços, 9,6% estão na Indústria, 3,4% na Construção Civil e 0,3% na Agropecuária. Sobre a taxa de sobrevivência, os dados mostram que 77,9% das empresas alagoanas funcionam plenamente após dois anos de abertas, superando a taxa nacional de 75,6%.

Cícero Péricles, economista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), afirmou que os números positivos são reflexos da implementação da Lei Geral das MPE, que fez com que mais de 65 mil empresários se formalizassem como Microempreendedores Individuais (MEI), entre os anos de 2007 e 2016.

“Esse fenômeno trouxe mais dinâmica para os setores urbanos da economia de Alagoas e, principalmente, levou para a formalidade dezenas de milhares de novos empresários. No sentido social, trouxe mais segurança para esse conjunto de empresas e empreendedores que passaram a pagar seus impostos, regularizar seus empregados e ter garantias previdenciárias. No entanto, estamos longe de realizar o potencial dessas empresas no desenvolvimento local, principalmente nas pequenas localidades, as menores de 30 mil habitantes, que são maioria absoluta – 82 dos 102 municípios”, pontua Péricles.

Apesar dos números positivos, o economista comentou sobre a diversificação dos setores da economia do estado. “As MPE locais são, em sua ampla maioria, empresas dos setores de Serviços e Comércio, que trabalham com mercadorias ou matéria-prima de outros estados, com pouca tecnologia, mão de obra pouco qualificada e, claro, com resultados ainda limitados. O movimento de afirmação das MPE ainda não conseguiu desenvolver um setor industrial capaz de representar a geração de novas mercadorias, de mais riqueza, transformando matérias-primas locais e elaborando produtos que, hoje, são importados e produzidos em outros estados”, continua o economista.

Maurício de Oliveira, analista da Unidade de Atendimento Empresarial (UAE) do Sebrae em Alagoas, também ressalta que um dos principais destaques dos dados levantados é a questão do ambiente legal, enfatizando que 89% dos municípios do estado já implementaram a Lei Geral e 35 deles já contam com licitações exclusivas, ações fomentadas com o apoio da Unidade de Políticas Públicas (UPP) do Sebrae em Alagoas.

O analista lembrou, ainda, o tempo médio para se abrir uma empresa em Alagoas, que varia de um a cinco dias. “Muitos dos dados levantados posicionam o estado bem acima da média nacional em diversos aspectos. Uma dessas informações é o tempo de abertura das empresas, que foi bastante agilizado, sobretudo, após a implantação do Portal Facilita, integrado à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim), que é uma referência em todo o Brasil. Mas ainda há muito trabalho a ser feito, já que apenas 10% dos municípios alagoanos compram das micro e pequenas empresas”, frisa Maurício.

O analista também falou sobre o atual cenário da economia do país, a capacidade que as empresas brasileiras têm de se desenvolver e o papel do Sebrae dentro desse contexto. “Mesmo diante de uma crise econômica, as micro e pequenas empresas mostram que têm força para manter a economia firme, buscando novas oportunidades, práticas sustentáveis, inovando e se capacitando. É para isso que o Sebrae oferece consultorias, cursos, palestras e atua com políticas públicas: para manter as empresas mais fortes e competitivas”, conclui.

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