Santa Lúcia é bairro esquecido

Santa Lúcia é bairro esquecido

Por | Edição do dia 18 de julho de 2016
Categoria: Blog, Maceió, Notícias | Tags: ,,,,,


Foto: Cacá Santiago

Foto: Cacá Santiago

Desde que mora na Santa Lúcia, há mais de 20 anos, a professora Ana Cristina Barros, 35, ouve dizer que as ruas do bairro vão ser pavimentadas. “Eu era menina ainda quando já tinham essas promessas, mas nada de asfalto. Mas não tinha um vereador em específico ou um prefeito que tivesse vindo aqui no bairro e dito: vou asfaltar. Era só ouvir dizer. Até que na última eleição para prefeito ouvimos de candidato que ele ia colocar calçamento e asfalto nas ruas daqui. Conversamos com nossos amigos e vizinhos, todo mundo votou nele porque acreditou que, desta vez, finalmente nossas ruas iam deixar de ser de lama, mas ele ganhou, vai sair e a rua continua assim. É só promessa”, desabafa.

A decepção da professora é igual à de centenas de moradores da Santa Lúcia. Há duas semanas a comunidade assistiu o prefeito Rui Palmeira, seus aliados políticos e assessores inaugurarem Avenida Manoel Afonso de Melo, antes mesmo de a obra ter sido concluída, mas para garantir as fotos e toda a pompa e publicidade pública do evento no apagar das luzes do período eleitoral.

Foto: Cacá Santiago

Foto: Cacá Santiago

Área verde virou depósito de barro da prefeitura 

Enquanto pedreiros se apressam para dar continuidade para concluir a avenida recém-inaugurada, com problemas que não deviam existir como água empossada, crateras, rachaduras, bueiros abertos, sistema de drenagem inacabado e calçadas ainda por fazer, os moradores das ruas circunvizinhas não tem do que se alegrar.

Na Rua Francisco Afonso de Melo, paralela à avenida Manoel Afonso de Melo, as obras foram interrompidas e a rua está intransitável. “Como tem chovido, os carros não passam e não está tendo como passar nem a pé. A rua está um verdadeiro caos e até agora ninguém da prefeitura disse nada se a obra vai continuar, se não vai. O risco de doenças é enorme, ainda mais em tempo de zika, chicungunha e dengue”, defende a aposentada Maria Cícera Duarte, 72.

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