Saiba como identificar mensagens com informações falsas

Conteúdos falsos compartilhados nas redes sociais costumam apresentar características semelhantes

Saiba como identificar mensagens com informações falsas

Conteúdos falsos compartilhados nas redes sociais costumam apresentar características semelhantes

Por Agência Alagoas | Edição do dia 13 de maio de 2021
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,


Circulam todos os dias nas redes sociais informações falsas que são compartilhadas instantaneamente pelos usuários. Batizados de “fake news”, os conteúdos falsos são criados e propagados por diversos motivos. Muitas vezes é possível identificar mensagens falsas sem precisar ir muito longe nas investigações, pois elas apresentam diversas características semelhantes.

Desde o fim de 2019, o principal alvo das informações falsas é a pandemia da Covid-19. “Álcool em gel não tem eficácia, mas vinagre tem”, “máscaras causam problemas de saúde” e “médicos recebem acréscimo de mil reais por atestado para Covid-19” são alguns títulos de conteúdos falsos já desmentidos por várias agências de checagens de fatos e, inclusive, por esta editoria.

Apenas nos últimos dois meses a editoria Alagoas Sem Fake já identificou e desmentiu mais de 40 mensagens falsas que circularam no estado. Para ajudar os leitores a identificar possíveis fakes esta editoria lista abaixo algumas dicas para desmascarar mensagens falsas.

O primeiro passo é avaliar a fonte da possível notícia, pois muitos sites que publicam os conteúdos falsos tentam se passar por portais de notícias já conhecidos e confiáveis. Um dos pontos fracos desse tipo de mensagem é a formatação do texto, que apresenta erros de português, letras em caixa alta e uso exagerado de pontuação. Algumas informações são até verdadeiras, mas é preciso se atentar à data da publicação, pois o fato pode ter acontecido já há algum tempo e não representar entendimentos mais atuais, que surgem diante de novas circunstâncias.

Antes de compartilhar mensagens de conteúdo duvidoso, o leitor pode pesquisar se a informação foi divulgada por outros sites de notícias. Quando for compartilhado um link apenas com o título do texto, é recomendado que seja feita a leitura de todo conteúdo, pois em alguns casos o que está em destaque não condiz com a reportagem. Além disso, ainda há possibilidade de se tratar de alguma matéria de sites de humor com o objetivo de ironizar algum fato.

De maneira geral, os boatos têm sempre um tom alarmista ou soluções simplistas e milagrosas para problemas complexos. Além disso, normalmente não é informado o autor do texto. É preciso uma atenção especial a vídeos, fotos e áudios, porque podem ser editados e utilizados fora de contexto. Um exemplo é o vídeo de uma mulher dançando com um fuzil na mão que circulou nas redes sociais. A legenda informava que ela seria a mãe de um jovem morto em operação no Jacarezinho, na zona norte do Rio de Janeiro, mas a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro negou o boato.

Como as informações falsas acabam sendo ainda mais compartilhadas do que as notícias reais, o próprio WhastApp já informa ao usuário quando uma mensagem é  “encaminhada com frequência” e tem origem duvidosa. A ferramenta tem o objetivo de estimular o leitor a pesquisar e verificar a veracidade das informações antes de compartilhar. O aplicativo também limitou a quantidade de encaminhamentos de mensagens a cada vez.

Beto Macário, mestre em Sociedade, Tecnologias e Políticas Públicas e especialista em Processos Midiáticos e Novas Formas de Sociabilidade, explica como as informações falsas se disseminam com tanta facilidade.

“Boa parte da estrutura de textos de fakes news não é centrada em dados reais, mas em valores morais, ataques pessoais e reforça sempre um código estruturante ou vigente, como ideologia ou pensamento, que representa uma fatia da sociedade que quer associar ou se manter no poder. Quando esse conteúdo é disseminado através de redes sociais, ele se alia a algum movimento da chamada pós-verdade e ganha apoio na reafirmação de certos valores que conduzem o nosso convívio em sociedade, ou seja, as pessoas compartilham porque se identificam com a mesma linha de pensamento que está por trás das informações falsas. Por isso, elas ganham visibilidade em todo segmento e classe social”, explica o especialista.

Lei contra fake news

Em Alagoas, quem divulga ou compartilha informação falsa sobre situações que envolvem o enfrentamento à Covid-19 pode ser punido com multa de até R$ 5.394. A Lei nº 8.266 foi sancionada em junho de 2020 e tem o objetivo de combater a divulgação de “fake news” sobre epidemias, endemias e pandemias no estado.

Alagoas Sem Fake

Com foco no combate à desinformação, a editoria Alagoas Sem Fake verifica, todos os dias, mensagens e conteúdos compartilhados, principalmente em redes sociais, sobre assuntos relacionados ao novo coronavírus em Alagoas. O cidadão poderá enviar mensagens, vídeos ou áudios a serem checados por meio do WhatsApp, no número: (82) 98161-5890. Clique aqui para enviar agora.

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