Reunião no Morumbi tem acusações a Aidar, ‘batom na cueca’ e novo comitê

O empresário Abílio Diniz foi um dos protagonistas do clima hostil

Por | Edição do dia 29 de setembro de 2015
Categoria: Artigos, Esportes | Tags: ,,,,,


Como tem sido rotina nos últimos meses, a reunião do conselho deliberativo do São Paulo na noite de segunda-feira (28) foi marcada por tensão, ofensas e trocas de acusações. O empresário Abílio Diniz, como prometido, compareceu ao encontro no salão nobre do Morumbi e foi um dos protagonistas do clima hostil ao dizer que a contratação de Iago Maidana foi um caso de “batom na cueca” e ao chamar Carlos Miguel Aidar de mentiroso.

Abílio, em rota de colisão com o presidente do Tricolor desde a demissão do antigo CEO, Alexandre Bourgeois, foi muito duro no discurso contra a gestão de Aidar. Em alguns momentos, as afirmações do empresário foram contestadas, principalmente por membros da diretoria que exigiram a apresentação de provas antes de acusações sobre irregularidades nas negociações por Maidana.

Outro momento crítico para Aidar foi a iniciativa de um grupo oposicionista de votar uma moção de desconfiança. A prática consiste, basicamente, em provar que a maioria dos conselheiros tem suspeitas sobre as ações do presidente, posicionando o órgão oficialmente contra o mandatário. Foram coletadas 62 assinaturas, mas para abrir a votação do tema era necessário ter 75% de quórum na reunião. Ciente disso, o próprio Aidar incentivou a medida, que acabou adiada justamente pela falta de contingente.

O único momento de consenso no encontro foi a decisão unânime de criar um comitê de acompanhamento para a auditoria que será feita no São Paulo. Depois de recusar a oferta de Abílio Diniz, que se dispos a pagar o contrato com a PWC, Aidar acertou com a KPMG para auditar os contratos, mas viu o novo comitê exigir que balanços e balancetes também entrem no pacote da auditoria.

Além de Carlos Miguel Aidar, que preferiu permanecer calado diante das acusações e ofensas, outro cartola sofreu com ataques na reunião do conselho: o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro. O homem forte do CT da Barra Funda também foi pressionado por respostas sober o “Caso Maidana”, mas desta vez ajudou a diretoria a tentar explicar a negociação.

Por fim, as chances de Juan Carlos Osorio deixar o Tricolor para assumir a seleção do México foram brevemente discutidas e acabaram abafadas pelos nervos exaltados dos participantes da reunião – como em discussões de Ataíde e do vice-presidente de comunicação e marketing, Douglas Schwartzmann, com um dos líderes da oposição ligada a Juvenal Juvêncio, Roberto Natel.

Carlos Miguel Aidar foi chamado de mentiroso

Carlos Miguel Aidar foi chamado de mentiroso

 

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