Retomada econômica de bares e restaurantes em AL se destaca em pesquisa nacional

Por Gustavo Candido - Estagiário* | Edição do dia 22 de novembro de 2020
Categoria: Especiais | Tags: ,


Foto: Itawi Albuquerque/TNH1

A pandemia fez com que diversos estabelecimentos comerciais fechassem as portas no estado, assim como no restante do Brasil, seja por causa do isolamento social ou por conta das dificuldades em se manter com a redução do movimento. E um dos setores mais atingidos foi o de bares e restaurantes.

Com a necessidade de sobreviver, a adaptação foi uma das soluções encontradas pelos donos desses estabelecimentos. Com isso, muitos optaram pelo delivery, aderindo a aplicativos como o Ifood e o Uber Eats.

Nesse cenário, em que muitas pessoas retornaram à rotina e o público volta a frequentar os bares e restaurantes, obstáculos ainda são encontrados pelos empresários na retomada em Alagoas, mas o ritmo por aqui tem sido melhor que no restante do país. É o que mostra uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), realizada entre os dias 06 e 12 de outubro com 86 dos 350 associados do estado. A pesquisa está sendo divulgada pela primeira vez em um veículo de mídia alagoano através do site O Dia Mais.

De acordo com ela, 32% dos estabelecimentos fecharam o mês de setembro no vermelho, quantidade menor que a média nacional, que foi de 53%. Ainda, seguindo à frente do restante do país, 33% das empresas faturam hoje abaixo do esperado, contra 52% nacionalmente. 39% apontaram queda nas receitas, se comparado ao mesmo período de 2019. 14% dizem estar faturando mais.

Os dados também revelam que existe uma expectativa positiva para os próximos meses. 53% dos empresários esperam equilibrar o caixa em até 6 meses com o atual faturamento. Outros 32% estimam levar até 1 ano.

Endividamento

O endividamento do maceioense atingiu mais de 202 mil pessoas, o que representa 66,8% da população economicamente ativa da capital, no último mês de outubro, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). No setor de alimentação fora de casa, a realidade não foi diferente.

58% dos estabelecimentos adquiriram novos débitos, através de empréstimo, com dívidas efetuadas para manter os negócios funcionando. 21% obtiveram resposta negativa dos bancos.

30% estimam levar até dois anos para reequilibrar essas dívidas e trazê-las para um patamar normal.

Produtos mais caros e menos contratações

Os itens dos cardápios tiveram acréscimo no valor em 58% dos bares e restaurantes. O aumento foi de 6 à 10% em 44% dos locais. Reflexo do aumento nos gastos com mercadorias, já que 46% acreditam que os preços subiram até 15% se comparado ao período pré-pandemia.

A pesquisa aponta ainda que 54% não pretendem realizar a contratação de novos funcionários.

 

*Sob supervisão da coordenação do site.

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