Retomada do consumo faz endividamento crescer pelo 3º mês consecutivo

Pesquisa também aponta que mais consumidores conseguiram quitar suas dívidas e deixar inadimplência

Retomada do consumo faz endividamento crescer pelo 3º mês consecutivo

Pesquisa também aponta que mais consumidores conseguiram quitar suas dívidas e deixar inadimplência

Por | Edição do dia 26 de setembro de 2016
Categoria: Economia, Notícias | Tags: ,,,,,,


Em agosto, os consumidores de Maceió voltaram às compras, porém de forma bastante disciplinada, subindo apenas 1% no uso do cartão de crédito. Mesmo assim, isso contribuiu para que o endividamento na capital subisse pelo 3º mês consecutivo e alcançasse 61,9% dos consumidores.

Do universo de 61,9% dos consumidores que possuem dívidas, 26,9% se consideram muito endividados; 19% acham que estão em um nível intermediário; e 16% acreditam estar pouco endividado. Já 38,1% dos maceioenses declararam não possuir dívidas.

Quando comparado ao mês de julho, o desempenho de agosto apresentou um aumento de 3,51% de endividados, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor de Maceió (PEIC) desenvolvida pelo Instituto Fecomércio de Estudos, Pesquisas e Desenvolvimento de Alagoas (IFEPD) em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Porém, isso não é um fato totalmente negativo.

“Analisando os dados, percebe-se um retorno positivo e disciplinado por meio de serviços financeiros, sinalizando que as pessoas estão utilizando cartões de crédito, financiando imóveis, carros e requerendo empréstimos na economia”, explica Felippe Rocha, assessor econômico da Fecomércio.

O uso do cartão de crédito, que já é o tipo de dívida mais fácil de ser contratada, subiu 1% entre julho e agosto. Nesse mesmo período, os carnês de loja subiram 0,8% e o crédito consignado teve aumento de 0,6%. Em relação aos carnês, por serem atrelados às lojas de eletrodomésticos, o aumento pode significar um retorno pela demanda de produtos desse segmento.

Limpando o nome

Ainda de acordo com a pesquisa, os inadimplentes somam 16,8% dos consumidores e 9,1% indicaram que terão condições de pagar suas dívidas integralmente, saindo desta condição.

“O que é um dado bastante positivo se contarmos a série histórica dos últimos três meses. Em julho, apenas 6,9% dos consumidores informaram que teriam condições de quitar suas dívidas. O pagamento parcial, que não é o ideal, pois aumenta os juros das dívidas, teve um aumento de 3,6% de agosto ante julho”, analisa Rocha.

Quando observado o nível de endividamento por faixa de renda, os que recebem até 10 salários mínimos se encontram no perfil de muito endividados, enquanto os que recebem acima de 10 SM estão, em sua maioria, no universo dos que possuem poucas dívidas.

O tempo médio em que os consumidores da capital estão passando com dívidas em atraso reduziu. Se até julho eram necessários 65 dias para quitar os compromissos financeiros, hoje a média é de 61,7 dias.

A quantidade de parcelas que fazem as pessoas se manterem endividadas também sofreu redução. Até julho eram necessários 6,1 meses e, em agosto, o tempo caiu para 5,5 meses. Para o economista, esses dados positivos são reflexos da recuperação dos empregos no segundo semestre.

 

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