Retinopatia da Prematuridade sem diagnóstico e tratamento é a principal causa de cegueira infantil

Santa Mônica recebe moderno oftalmoscópio para Programa de Prevenção que atende cerca de 1.100 prematuros por ano

Retinopatia da Prematuridade sem diagnóstico e tratamento é a principal causa de cegueira infantil

Santa Mônica recebe moderno oftalmoscópio para Programa de Prevenção que atende cerca de 1.100 prematuros por ano

Por Ascom MESM | Edição do dia 14 de julho de 2021
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,,


Foto: Ascom MESM

O nascimento de um bebê prematuro exige atenção redobrada para atingir o desenvolvimento pleno do pequeno organismo ainda em formação. A visão, por exemplo, pode ser afetada por uma doença conhecida como Retinopatia da Prematuridade (ROP), que mesmo tendo possibilidades de tratamento deixa, em média, 562 crianças cegas por ano no Brasil.

A Maternidade Escola Santa Mônica atende cerca 1.100 (mil e cem) bebês com risco de retinopatia da prematuridade por ano, através do Programa de Diagnóstico e Tratamento da ROP que recebeu um oftalmoscópio indireto com LED, ainda mais moderno. Os oftalmologistas Daniela Lyra e Hélder Santana respondem pelo Programa, cujo objetivo é identificar e tratar os casos de retinopatias e promover o acompanhamento oftalmológico de bebês nascidos na unidade com peso inferior a 2.000g e com menos de 32 semanas de idade gestacional.

De acordo com Daniela Lyra, a Retinopatia da Prematuridade ocorre apenas em prematuros e tem como fatores de risco principais o baixo peso ao nascer, a exposição à oxigenoterapia, síndrome do desconforto respiratório, sepse, hemorragia intra-ventricular e gestação gemelar.

O programa foi implantado em 2005. Inicialmente, era feito apenas o diagnóstico da doença na MESM e os casos passíveis de tratamento eram encaminhados a Recife. Atualmente, além do diagnóstico da retinopatia da prematuridade, a Santa Mônica também realiza o tratamento que evita a cegueira.

Daniela explica que o diagnóstico deve ser feito por um oftalmologista especialista. “A partir do exame de fundo de olho, com avaliação da periferia da retina, avaliamos o bebê entre a quarta e a sexta semana de vida, mesmo que o bebê ainda esteja internado na UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal)”, destacou.

“Respeitar esse protocolo é extremamente importante, uma vez que a evolução da doença é rápida. Nos casos graves, observa-se cegueira total e irreversível entre o quarto e o quinto mês de vida. O tratamento da ROP tem a fotocoagulação da retina como padrão ouro. Atualmente, também tem sido utilizada injeção intra-vítrea com anti-VEGF (Avastin), com resultados bastante promissores. A injeção tem sido indicada apenas para os casos mais graves”, explicou Daniela Lyra.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados