Referência no esporte paralímpico, Yohansson anuncia aposentadoria das pistas

Depois de 15 anos e muitas conquistas, alagoano vai concorrer à vice-presidência do Comitê Paralímpico do Brasil

Por Thiago Luiz | Edição do dia 17 de outubro de 2020
Categoria: Esportes | Tags: ,,


Yohansson sorrindo após correr os 100m. Foto: Marcio Rodrigues/MPIXC

Uma vida dedicada às pistas do atletismo. O atleta paralímpico Yohansson Nascimento anunciou sua aposentadoria por meio das redes sociais. Aos 33 anos, ele já estava classificado para os jogos de Tóquio, em 2021, mas decidiu abrir mão de estar de dentro da pista, para ocupar uma função importante. Em entrevista ao portal Olimpíada Todo Dia, ele revelou que vai concorrer ao cargo de vice-presidente do Comitê Paralímpico do Brasil (CPB).

“Foi uma decisão difícil de ser tomada, por todas as circunstâncias, de ter índice para Tokyo, de ter feito na minha última competição o melhor resultado da minha vida e saber que eu podia melhorar. Abri mão de um sonho individual por um sonho coletivo”, afirmou o atleta em um post no Instagram.

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Não é o fim de uma carreira e sim o início de uma nova jornada. Foi uma decisão difícil de ser tomada, por todas as circunstâncias, de ter índice para Tokyo, de ter feito na minha última competição o melhor resultado da minha vida e saber que eu podia melhorar. Abri mão de um sonho individual por um sonho coletivo. Quero poder devolver tudo que o esporte me proporcionou, da oportunidade aos atletas chegarem ao lugar mais alto do pódio. Saber que estou contribuindo com tudo isso que vem sendo feito ao longo desses anos no esporte paralímpico, que toda criança com deficiência que um dia sonha em se tornar um grande atleta, possa representar sua cidade, seu estado e até nosso Brasil. Agradeço a todos que estão e estiveram ao meu lado nesses 15 anos de uma carreira repleta de medalhas. Continuarei dando meu melhor…

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Segundo Yohansson, é uma questão de gratidão e retribuir tudo o que conquistou através do esporte. “Quero poder devolver tudo que o esporte me proporcionou, dar oportunidade aos atletas chegarem ao lugar mais alto do pódio.
Saber que estou contribuindo com tudo isso que vem sendo feito ao longo desses anos no esporte paralímpico, que toda criança com deficiência que um dia sonha em se tornar um grande atleta, possa representar sua cidade, seu estado e até nosso Brasil”.

Foram 15 anos representando Alagoas e o Brasil de forma muito importante nas pistas, mas ele garante que não é o fim da carreira. É apenas o início de uma nova jornada.

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