Bom Dia!, Quarta-Feira - 8 de Abril de 2020

 

Razões para continuar pensando em Educação Internacional

Alyshia Gomes e Anderson Vitorino / 7:41 - 22/03/2020


Coronavírus tem sido o assunto mais mencionado pela mídia nesses últimos dias, e não poderia ser diferente. Considerado “o maior desafio desde a segunda guerra mundial” (A. Merkel), o problema que deu origem à declaração de “emergência internacional” pela Organização Mundial de Saúde exigirá, sem sombra de dúvidas, “uma ação pessoal, nacional e internacional sem precedentes”, como bem afirmou, o Secretário-Geral das Nações Unidas. 

Apesar do medo e de outros sentimentos que nem são percebidos imediatamente, tenho visto um mundo que, de certa forma, está buscando a reinvenção.

Você pode estar pensando que eu estou errada e que, na verdade, o que estamos fazendo é parar. Eu concordo. Mas nossa pausa está claramente voltada para que possamos acolher o medo, perceber nossa fragilidade, buscar proteção e, logo em seguida, pensar em estratégias para dar continuidade. Temos ferramentas para isso!

A Educação Internacional reinventa-se a cada situação. As guerras, a queda da cortina de ferro, o processo da unificação europeia, o recente Brexit, a crescente globalização de nossas economias e sociedades e outros fatores permitiram sua evolução na direção da “internacionalização da educação” (Hans de Wit, professor de internacionalização da educação superior na Universidade de Ciências Aplicadas de Amsterdã /Holanda). 

Se antes o termo fazia referência a um conjunto de atividades internacionais fragmentadas na educação (exemplo: orientação de estudantes estrangeiros, intercâmbio de estudantes e funcionários entre universidades), hoje ele envolve as relações entre culturas e entre o global e o local. Para que fique bem claro, estou falando sobre algo que vai além de um simples intercâmbio.

Mudanças virão. Aproveite este período para se preparar. Lembre-se que não estamos em paralisia. É apenas uma pausa para ALGUMAS atividades, visto que a mobilidade está temporariamente impossibilitada. Sugiro, então, que você (estudante, professor, gestor) venha descobrir mais sobre este assunto. Que tal começar acompanhando esta coluna?

 

Anderson Vitorino

Anderson Francisco Vitorino é  Professor Assistente Magistério Superior da disciplina (Libras) Língua brasileira de sinais pela UFAL (Campus Arapiraca) e parceiro no blog “Estudar Lá Fora”. E-mail:  anderson.vitorino@arapiraca.ufal.br .

 

 

Alyshia Gomes
Alyshia Gomes escreve sobre Educação Internacional e temas correlacionados no jornal “O DIA ALAGOAS” e no site “O Dia Mais”. Também orienta interessados em estudar fora do Brasil e atende instituições de ensino em processo de internacionalização.Dúvidas, comentários e sugestões, entre em contato através do email alyshiagomes.ri@gmail.com.

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