Ramon Menezes renova a expectativa do torcedor do CRB, mas é o 11º treinador desde 2015

Ramon Menezes renova a expectativa do torcedor do CRB, mas é o 11º treinador desde 2015

Por Thiago Luiz - Estagiário* | Edição do dia 15 de novembro de 2020
Categoria: Especiais | Tags: ,,


Foto: Divulgação

O futebol brasileiro é caracterizado pela cultura do imediatismo, principalmente no que se refere às trocas no comando técnico das equipes. Mas, existem também, os treinadores que optam por deixar os clubes por sentirem que o ciclo de trabalho chegou ao fim ou por propostas financeiras e de estrutura. Isso foi o que decretou, por exemplo, a volta do técnico Marcelo Cabo ao Atlético Goianiense, clube onde conquistou o título da Série B em 2016. Prontamente, o CRB já anunciou Ramon Menezes, ex-Vasco da Gama, como novo comandante para o restante da temporada. O 11º nome nos últimos cinco anos.

A “dança de cadeiras” dos técnicos não se limita apenas a Alagoas. No famoso e mais tradicional eixo que engloba Sul e Sudeste, a troca de treinadores também foi intensa nos últimos dias. Fazendo um bom trabalho, o técnico argentino Eduardo Coudet entregou o cargo no Internacional. A alternativa da diretoria colorada foi buscar um velho conhecido: Abel Braga. Outro estrangeiro que também “rodou” foi Domènec Torrent. O Flamengo mandou embora o catalão depois de duas goleadas e buscou Rogério Ceni para assumir o cargo. Essa falta de continuidade acaba prejudicando e quebrando uma sequência de trabalho nos clubes, que podem influenciar diretamente nos resultados dentro de campo.

Falando do CRB, fazendo o retrospecto desde 2015, Ramon Menezes é o 11º treinador a vestir a camisa alvirrubra. Quem iniciou essa “contagem” foi Ademir Fonseca, em 2015. No clube desde 2014, ele iniciou a temporada seguinte e foi demitido depois de ser eliminado para o Globo-RN, por 1 a 0, na Copa do Nordeste.

Quem substituiu foi Alexandre Barroso. Na sua segunda passagem pelo Galo, o técnico conquistou o Campeonato Alagoano, mas de 20 partidas disputadas, venceu 11, empatou duas vezes e acumulou sete derrotas. A última, diante do ABC, foi crucial para sua demissão.

Logo depois quem chegou foi Mazola Júnior, em junho de 2015. O treinador conseguiu o bicampeonato estadual em 2016 e ficou até o fim da temporada, deixando o CRB muito próximo do acesso na Série B daquele ano e fazendo uma das melhores campanhas do clube na competição.

Para assumir o cargo, em 2017, a diretoria regatiana apostou no nome de Léo Condé. Mais um título alagoano, o tri do Galo, que mais uma vez não foi suficiente para assegurar o treinador no cargo. Condé foi embora depois de passar quatro jogos sem vencer na Série B.

Outra aposta e ainda mais arriscada foi a contratação de Dado Cavalcanti, técnico da nova geração. Hoje comandando as categorias de base do Bahia, ele passou apenas três meses à frente do CRB.

Depois de Dado, Mazola fez a sua segunda passagem, mas não conseguiu grandes feitos. Para o seu lugar, no início de 2018, chegou Júnior Rocha, que treinava o Santa Cruz. Só atuou em 16 partidas, menos de dois meses e não segurou os resultados ruins.

Doriva foi mais um treinador que passou correndo. Três meses de trabalho e foi mandado embora, depois de apenas quatro vitórias em 14 jogos. A última cartada foi o pernambucano Roberto Fernandes, que chegou para livrar o CRB do rebaixamento para a Série C em 2018 e conseguiu. Mas no ano seguinte, foi demitido após a eliminação no Nordestão.

Marcelo Chamusca foi acionado no ano passado e fez um trabalho regular. Venceu 12 jogos, conseguiu seis empates e perdeu outros 12. Foi demitido na reta final da Série B e agora substitui Rogério Ceni, no Fortaleza.

Na reta final da Segundona de 2019, Marcelo Cabo assumiu e conseguiu o título Alagoano em 2020, além da classificação inédita para a terceira fase da Copa do Brasil. Mas após receber a proposta de assumir o Dragão, se despediu do Ninho do Galo.

Ramon Menezes, contratado nos últimos dias, já adotou um discurso de cautela e disse que precisa dar continuidade ao trabalho de Cabo, mas com a sua filosofia de jogo: “O trabalho do Marcelo Cabo tava sendo muito bem feito. A equipe vinha se comportando muito bem dentro do que vinha sendo pedido, mas cada treinador tem sua ideia de jogo. Eu tô estudando muito, vendo os jogos e vou confirmar tudo isso dentro dos treinamentos para que a gente possa dar sequência à competição”.

 

*Sob supervisão da coordenação do site.

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