Queixa de estudante contra Marco Feliciano por assédio chega ao STF

Caso de abuso sexual e tentativa de estupro vai ao Supremo devido ao foro privilegiado de deputado

Queixa de estudante contra Marco Feliciano por assédio chega ao STF

Caso de abuso sexual e tentativa de estupro vai ao Supremo devido ao foro privilegiado de deputado

Por | Edição do dia 20 de agosto de 2016
Categoria: Notícias, Polícia | Tags: ,,,


O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta quinta (18) queixa apresentada pela estudante de jornalismo Patrícia Lélis contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no início do mês, Patrícia acusou o parlamentar de tentativa de estupro. O caso foi remetido ao Supremo pelo fato de o deputado ter foro privilegiado. O processo já está com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Patrícia é da juventude do PSC, partido de Feliciano. A estudante contou que foi chamada por Feliciano para ir ao apartamento funcional dele, em Brasília, no dia 15 de junho, para participar de uma reunião sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigaria a União Nacional dos Estudantes (UNE).

Segundo Patrícia, ao chegar à casa do deputado, ela descobriu que ele estava sozinho e que não havia reunião. Feliciano então, segundo a estudante, tentou estuprá-la. Patrícia relata que gritou e que uma vizinha do deputado bateu à porta para saber o que estava acontecendo, o que colaborou para que o fato não se concretizasse.

Em um vídeo postado em sua página na internet logo após a denúncia, Marco Feliciano negou as acusações e disse que com o tempo ficará provado que as acusações não passam de “engodo” e “mentira”.

Indiciamento em SP

Enquanto isso, na Polícia Civil de São Paulo, Patrícia Lélis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão por acusar Talma Bauer, assessor do deputado, de cárcere privado e sequestro. A denúncia está apoiada em um laudo elaborado por uma psicóloga dizendo que a jornalista é “mitômana”, mentindo compulsivamente.

A defesa da jornalista rebate dizendo que a psicóloga esteve em contato com sua cliente apenas em dois momento, em um contato superficial. Outro ponto levantado é que a psicóloga é evangélica, ligada a uma igreja que apoia Marco Feliciano.

PSC se pronuncia

Segundo a Coluna Esplanada, blog no portal UOL que trouxe a denúncia do caso à tona,  ao ser questionada nesta sexta (19)  sobre a investigação do caso em Brasília, a assessoria do PSC admitiu pela primeira vez, ainda não oficialmente, que defende ‘as investigações por todas as autoridades responsáveis e em todas as instâncias’ – e isso inclui a Procuradoria Geral da República, o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal.

“A despeito do caso em São Paulo, em que Patrícia se enrolou com a polícia e a Justiça, em Brasília há vários mistérios envolvendo as duas versões: em especial, por que Patrícia se contradiz tanto nos depoimentos , e por que Feliciano pagaria até R$ 300 mil por seu silêncio, se não há nada a temer”, argumentou a Coluna do UOL.

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