Quando a depressão te impede de trabalhar

Apesar de trabalhadores chegarem a um nível de depressão muito alto ou estresse agudo, muitos não conseguem se afastar do trabalho

Quando a depressão te impede de trabalhar

Apesar de trabalhadores chegarem a um nível de depressão muito alto ou estresse agudo, muitos não conseguem se afastar do trabalho

Por | Edição do dia 1 de abril de 2017
Categoria: Notícias, Saúde | Tags: ,,,,,,,,,,


(Foto: Divulgação)

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Desgaste emocional, dores de cabeça e musculares, trabalho excessivo são marcas do dia a dia de muitos trabalhadores brasileiros. Algumas profissões, como é o caso dos bombeiros, policiais, professores, bancários, médicos e enfermeiros, exigem mais dos trabalhadores e estão entre as que mais afetam o estado emocional dessas pessoas.

O estresse e o não reconhecimento, encontrados no mercado, cada vez mais competitivo, e atualmente com alto índice de demissões, pode levar os profissionais à síndrome de Burnout, que é conhecida como a síndrome do esgotamento profissional. De acordo com pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com o problema.

Segundo a psicóloga Lívia Vieira, por conta dessa pressão, as pessoas acabam assumindo uma carga muito grande no trabalho, com intuito de superar as expectativas das empresas. Esses profissionais acabam vivendo em função do emprego e, quando não conseguem o reconhecimento desejado, perdem completamente o estímulo para desempenhar a sua função.

“Quando a síndrome se torna muito séria, se chega a um nível severo de depressão, um estresse agudo, e isso afeta também a saúde física da pessoa. Se chegar a esse ponto, essas pessoas não conseguem mais trabalhar, porém, o auxílio doença ou a aposentadoria depende do ponto de vista de cada médico legista do INSS”, opinou a profissional.

(…)

Como a Reforma da Previdência pode dificultar ainda mais a vida desses trabalhadores?

Yuri Buarque é servidor federal e palestra sobre a Reforma da Previdência. Segundo ele explica, a reforma – ou, mais apropriadamente, contrarreforma – pretende substituir em algumas passagens da Constituição as expressões “doença” e “invalidez” por “incapacidade (temporária ou permanente) para o trabalho”.

“Para além da discussão terminológica, a proposta exclui, ainda, a previsão de recebimento de aposentadoria proporcional ao tempo de contribuição ou de aposentadoria integral nos casos hoje expressos no art. 40, §1º, I. Tudo isso, em um momento em que se vê a imoralidade consistente no pagamento de bônus para médicos peritos do INSS que realizarem a revisão de benefícios concedidos, cassando-os, é altamente perigoso”, explicou.

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