Público nas praças paralímpicas no sábado foi o maior de todo Rio 2016

Segundo o comitê organizador dos Jogos foram 167 mil pessoas, número jamais atingido pelas Olimpíadas, em agosto

Público nas praças paralímpicas no sábado foi o maior de todo Rio 2016

Segundo o comitê organizador dos Jogos foram 167 mil pessoas, número jamais atingido pelas Olimpíadas, em agosto

Por | Edição do dia 11 de setembro de 2016
Categoria: Esportes, Outros Esportes | Tags: ,,


O Rio de Janeiro acolheu definitivamente os Jogos Paralímpicos Rio 2016. Diante da alta performance dos atletas brasileiros e da oportunidade de experimentar as arenas a preços acessíveis, mais de 250 mil torcedores são esperados neste sábado, segundo informações do Comitê Organizador, nas instalações esportivas, uma ocupação de 98%. Em nenhum dos 17 dias de Jogos Olímpicos a taxa foi tão alta.

O Parque Olímpico, neste sábado, recebeu um público de 167 mil pessoas (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O Parque Olímpico, neste sábado, recebeu um público de 167 mil pessoas (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Ao todo, já foram vendidos 1,8 milhão de tíquetes. Isso torna a edição do Brasil a segunda de maior venda de ingressos da história. O número supera os Jogos de Pequim (2008), que comercializaram 1,7 milhão, e fica atrás apenas de Londres, 2012 (2,8 milhões).

“Londres vai permanecer no topo, até porque temos um total de 2,5 milhões de ingressos comercializáveis. Mas só ontem vendemos 57 mil entradas e tivemos 149 mil pessoas no Parque Olímpico da Barra. Hoje serão 167 mil pessoas, nosso maior público de todos. No domingo serão pelo menos outros 157 mil”, afirmou Mario Andrada, diretor executivo de comunicação da Rio 2016.

No Parque Olímpico, os torcedores podem acompanhar a natação, um dos carros-chefes do desporto paralímpico nacional, mas também o judô, que teve nada menos que três pratas brasileiras nesta tarde. Ciclismo, tênis, futebol de cinco, basquete em cadeira de rodas, bocha e goalball também têm atraído a atenção do público.

Família de holandeses veio ao Brasil para prestigiar atleta do tênis em cadeira de roda (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)

Família de holandeses veio ao Brasil para prestigiar atleta do tênis em cadeira de roda (Foto: Gabriel Heusi/Brasil2016.gov.br)

E não são só brasileiros. Um grupo de holandeses chamou a atenção de quem passou pelo Centro Olímpico de Tênis neste sábado (10.09). Vestidos com roupas e acessórios da cor laranja e com uma enorme bandeira do país europeu, a família Van Koot e amigos vieram ao Brasil para acompanhar Aniek van Koot, atleta do tênis em cadeira de rodas. Com duas medalhas de prata em Londres-2012, em simples e duplas, ela busca no Rio o primeiro ouro de sua carreira em Jogos Paralímpicos.

“Fomos vê-la em Londres e desde então guardamos dinheiro para vir vê-la no Rio. Estamos aqui há uma semana e estamos gostando muito. Já visitamos o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e a praia de Copacabana e estamos satisfeitos. Eu já tinha visto imagens da estátua do Cristo, mas agora estava lá de verdade e achei enorme. A única dificuldade é com a língua, porque não são muitos os brasileiros que falam inglês”, disse Hank van Koot, pai de Aniek, que venceu a tailandesa Sakhorn Khanthasit por 2 sets a 0.

No Parque Olímpico de Deodoro, mais de 40 mil pessoas eram aguardadas nas competições deste sábado. A região recebe modalidades como tiro esportivo, hipismo e futebol de sete, para atletas com paralisia cerebral. Na região de Copacabana, mais de oito mil pessoas acompanharam a prova de triatlo.

No Estádio Olímpico, o Engenhão, mais de 42 mil pessoas compraram ingressos para assistir às diversas provas do atletismo paralímpico. E, logo pela manhã, puderam acompanhar o ouro conquistado por Claudiney Batista no lançamento de disco da categoria F56, com 45m33.

“Eu estava treinando muito esperando este momento. Estava preparado e o ouro é a consequência. Deu tudo certo com o apoio da torcida e familiares. Sempre procurei por esta medalha. Em Londres não veio, agora em casa tem um sabor muito melhor”, afirmou Claudiney.

A presença da torcida espantou, inclusive, integrantes modalidades que não estão habituados a ver muita gente nas arquibancadas, caso da bocha paralímpica. O público na Arena Carioca 2 acompanhou de forma efusiva a estreia da delegação nacional, que saiu de quadra com três vitórias em três confrontos.

“Eu não imaginava nunca ver uma torcida dessas nos apoiando com essa quantidade de pessoas. É fantástico e isso está sendo a força principal para que a gente possa chegas às vitórias”, afirmou Marcelo dos Santos, que completou neste sábado 44 anos, com direito a vitória sobre a equipe do Canadá nas duplas da Classe BC4.

Por enquanto, a delegação nacional vem cumprindo a meta de terminar a competição no Top 5. No quadro de medalhas atualizado até as 15h, o Brasil somava 12 medalhas, com quatro ouros, seis pratas e dois bronzes, na quinta posição.

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