Projeto se prepara para iniciar segunda etapa de curso profissionalizante para transexuais e travestis em Maceió

O projeto Trans Equality oferece capacitação e dialoga com empresas para que a população trans e travesti seja inserida no mercado de trabalho

Projeto se prepara para iniciar segunda etapa de curso profissionalizante para transexuais e travestis em Maceió

O projeto Trans Equality oferece capacitação e dialoga com empresas para que a população trans e travesti seja inserida no mercado de trabalho

Por Carol Amorim - Repórter | Edição do dia 5 de julho de 2020
Categoria: Especiais | Tags: ,,,,


As aulas para a nova turma do projeto começarão após flexibilização do decreto estadual. Foto: Divulgação

Na última sexta-feira, 3, a segunda etapa do curso profissionalizante do projeto Trans Equality, em Maceió, foi apresentada. Dessa vez, o projeto irá focar na população transexual e de travestis da parte alta da cidade e irá financiar a passagem do transporte público para quem participar do curso. No ano passado, a ação foi lançada com o objetivo de capacitar a população de trans e travestis da capital para o mercado de trabalho em Alagoas.

Na sexta, as inscrições para o curso foram abertas e mais de 25 mulheres trans e travestis se inscreveram. Além da inscrição, o momento também contou com a recepção e articulação com a nova turma, informou o assistente social Jorge Fernando, profissional que está à frente do projeto.

Devido ao momento de pandemia, o curso de capacitação só terá início após uma flexibilização do decreto emergencial do estado. Mas já foi estabelecido pela equipe do projeto que as aulas, quando começarem, acontecerão quinzenalmente, com carga horária de 200h.

“A novidade dessa fase será o subsidio a passagem, porque muitas alunas, na fase anterior, apontaram a dificuldade para ir ao curso. Nós também iremos contar com um apoio sócio jurídico, onde as meninas poderão solicitar o apoio para retirada de documentos e, para aquelas que desejam, esse apoio também será dando para a retificação do nome. Nós temos muitas trans em situação de rua e elas poderão ser contempladas”, informou Jorge.

Na primeira etapa do curso, que aconteceu no bairro Jatiúca, na Faculdade Estácio, cerca de 25 meninas participaram e foram capacitadas para o mercado de trabalho. Com a volta das atividades, que será estabelecida em decreto, uma formatura dessas alunas, com entrega dos certificados, será realizada na faculdade. Após esse momento, a equipe do projeto irá apresentar o banco de talentos as empresas privadas para que as participantes tenham a chance de serem inseridas no mercado de trabalho. Essas ações acontecerão paralelamente as aulas da segunda turma.

Nessa segunda etapa, a capacitação acontecerá na Faculdade Pitágoras e no Instituto Silvânio Barbosa. Com essas novas parcerias, o projeto acredita que irá atingir ainda mais empresas que tenham interesse em conhecer o projeto.

Ao término da segunda etapa em sala de aula, as alunas deverão ser encaminhadas para estágios nas empresas que se tornarem parceiras.

O projeto ainda conta com a parceria com Marcela Barbosa e com uma parceira, desde a primeira etapa, da empresa Thudo, que contribui com a articulação com as empresas privadas.

O projeto irá financiar a passagem do transporte público para as alunas participarem do curso. Foto: Divulgação

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