Projeto que traz novo modelo de cultivo de sururu apresenta resultados expressivos

Nessa etapa, a coleta resultou na extração de aproximadamente uma tonelada do molusco, que será doado à marisqueiras

Por | Edição do dia 20 de fevereiro de 2020
Categoria: Alagoas, Notícias | Tags: ,,


ecosururu_PmQyTvyUma equipe do projeto Maceió Inclusiva Através da Economia Circular realizou, na manhã desta quinta-feira (20), mais uma etapa do processo de extração de Sururu, fruto da produção alcançada nas estruturas de cultivo instaladas na Lagoa Mundaú. Coordenado pela Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Lazer (Semtel) em parceria com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), a coleta resultou na extração de aproximadamente uma tonelada do molusco, que será doado à cooperativa das marisqueiras (Coopmaris) da região da orla lagunar.

O novo modelo de cultivo traz como diferencial a coleta das formas jovens do sururu em um sistema contínuo onde o molusco adere à estrutura e cresce no local por um período de aproximadamente quatro meses. Um processo capaz de ampliar o volume de produção por área, já que cada metro do equipamento coletor é capaz de produzir cerca de 10kg de sururu. Atualmente a estrutura conta com 90 metros de cabo coletor e flutuadores de PVC e é capaz de gerar uma em média de 800kg a uma tonelada de sururu.

De acordo com o gestor da Semtel, Jair Galvão, a extração de sururu a partir das estruturas instaladas na Lagoa Mundaú tem avançado e já apresenta resultados efetivos que ajudam a consolidar um modelo de cultivo, que irá oferecer uma alternativa a população que compõe a cadeia produtiva do sururu. “Hoje é um dia especial para o Projeto Maceió Inclusiva Através da Economia Circular, onde após os experimentos, nós podemos avançar no processo de extração do sururu cultivado em estruturas flutuantes. Uma alternativa à extração tradicional realizada no fundo da lagoa e um meio a mais para beneficiar a população que sobrevive dessa cadeia produtiva, ampliando assim os benefícios econômicos e sustento para a comunidade local”, pontuou.

Uma reunião realizada pelo comitê gestor do projeto, nessa quarta-feira (19), discutiu o alinhamento das próximas etapas do Maceió Inclusiva Através da Economia Circular e o avanço das ações na região da orla lagunar de Maceió. Tendo em vista o aprimoramento do processo de cultivo, o projeto tem buscado consolidar essa nova alternativa à coleta artesanal do molusco.

Resultados do Maceió Inclusiva são destaque em reportagem nacional

O Maceió Inclusiva, em parceria com Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) destinou, em 2019, R$ 200 mil a projetos, práticas e ideias que buscassem soluções para os resíduos das cadeias produtivas da pesca e do sururu. O modelo de negócio sustentável apresentado pelas empresárias alagoanas Fernanda Ferro e Maísa Cavalcanti, que utilizam a casca do sururu como matéria-prima para a confecção de acessórios e peças de design, foi uma das iniciativas contempladas pelo Prêmio Inovação em Economia Circular e ganhou destaque no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Rede Globo, no último sábado (16).

Brincos, colares, luminárias e itens de decoração produzidos a partir do reaproveitamento do material que seria descartado servem como matéria-prima para a confecção de acessórios e criam uma conexão entre setores da economia local e cadeias produtivas. A iniciativa foi uma das sete contempladas pelo edital.

 

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