Projeto leva orientação sobre violência sexual para salas de aula

Ação levou palestras e rodas de conversas

Projeto leva orientação sobre violência sexual para salas de aula

Ação levou palestras e rodas de conversas

Por Assessoria | Edição do dia 9 de novembro de 2021
Categoria: Educação, Saúde | Tags: ,,


Para alertar crianças e adolescentes sobre violência sexual, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS), está promovendo uma roda de conversa com orientações nas escolas públicas estaduais de Alagoas. O projeto, intitulado RAVVs nas Escolas, teve início nesta terça-feira (9), na Escola Dom Otávio Aguiar, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, e acontece em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Militar de Alagoas (PM/AL) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

O ciclo de conversas, com palestras, é voltado para alunos do Ensino Fundamental II, que abrangem estudantes do 6º ao 9º ano. Durante a primeira edição do projeto, foram discutidos temas como violência sexual, abuso sexual e bullying [prática sistemática e repetitiva de atos de violência física e psicológica, tais como intimidação, humilhação, xingamentos e agressão física, de uma pessoa ou grupo contra um indivíduo].

Foto: Reprodução

José Willames dos Santos, de 16 anos, que está cursando o 9º ano na Escola Estadual Dom Otávio Aguiar, demonstrou bastante interesse pelo tema e interagiu com os palestrantes sobre o quanto é importante levar informação para o âmbito escolar. “É de suma importância termos assuntos como este sendo tratados aqui na escola, pois há muita carência de informação. O que eu aprendi aqui, irei levar para quem não tem acesso às informações que eu tive”, destacou o estudante.

De acordo com a coordenadora da RAVVS, Camille Wanderley, o evento irá acontecer inicialmente em 43 escolas do Estado, que compõem a 13° Regional de Educação. Mas, posteriormente, será ampliado para todas as regiões de Alagoas. “O projeto RAVS nas Escolas é um grande sonho que está se tornando realidade. Nós sabemos que nossas crianças e adolescentes, provenientes da pandemia, estão mais vulneráveis e, por isso, a escola é o local que a gente tem que fortalecer essa aliança. Então, a partir de hoje, a RAVVS vai estar nas escolas. Nosso objetivo é conscientizar jovens e crianças e preparar toda equipe escolar para saber lidar com essas situações quando surgirem no cotidiano delas”, afirmou.

As palestras acontecem até dezembro, sendo realizadas uma vez por semana, em uma escola diferente. Dados da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), no Brasil, mostram que a cada 24 horas, 320 crianças e adolescentes são vítimas de abuso. Com relação ao número total de estupros cometidos no território nacional, 70% são contra esta parcela da população. Além disso, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2021, expõe que, em Alagoas, 1.8 criança é vítima de abuso sexual por dia. Apesar de os números serem alarmantes, ainda existe subnotificação dos casos.

A diretora da primeira escola a receber o evento, Gisélia Laurindo, esteve presente durante as palestras e ressaltou a importância de o assunto estar sendo levado para a sala de aula. “A gente entende que nem sempre a escola está preparada para atender uma determinada situação de violência sexual contra a criança. Então, essa presença da RAVVS na escola nos ajuda na nossa orientação com nossos alunos. Até nós começarmos a perceber mais quando o aluno muda”, disse a diretora.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o abuso sexual de crianças resulta em efeitos graves na saúde, como ferimentos, Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), depressão, transtornos de ansiedade e até morte. No Brasil, a notificação dos casos de violência sexual é compulsória e imediata, devendo ser realizada pelo profissional de saúde ou responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente.

A major do Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc), Danielle Assunção, também esteve presente na escola e falou um pouco sobre como os alunos devem proceder caso sejam vítimas. “Nós que fazemos parte do BPEsc e também da Patrulha Maria da Penha, estamos engajados nesse processo de frequentar as escolas e conscientizar os alunos, supervisores e diretores através da nossa querida e indispensável RAVVS. Pode contar conosco, porque sabemos que essa orientação e conscientização nos possibilita detectar muitas dores silenciosas”, ressaltou.

Também participaram do evento, a superintendente da Seduc, Roseane Vasconcelos, e os promotores de Justiça, Lucas Carneiro e Dalva Tenório.

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