Programa Ame-se contempla 17ª alagoana com cirurgia de reconstituição mamária

Paciente foi diagnosticada com câncer de mama aos 36 anos

Programa Ame-se contempla 17ª alagoana com cirurgia de reconstituição mamária

Paciente foi diagnosticada com câncer de mama aos 36 anos

Por Assessoria | Edição do dia 10 de novembro de 2021
Categoria: Alagoas, Saúde | Tags: ,,,


“Não é por vaidade, é por autoestima! Porque não é fácil a pessoa ver uma parte do corpo faltando”, disse Ana Lúcia da Silva, de 38 anos, 17ª alagoana que teve a mama direita reconstruída, por meio do Programa Ame-se. O procedimento cirúrgico aconteceu na segunda-feira (8), no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), no bairro Cidade Universitária, em Maceió e, nessa terça-feira (9), ela recebeu alta médica.

Ana Lúcia da Silva foi diagnosticada com câncer aos 36 anos e, na segunda (8), fez a cirurgia de reconstrução mamária. Foto: Ivo Neto.

Natural da cidade de São Miguel dos Campos, Ana Lúcia da Silva foi diagnosticada com câncer de mama aos 36 anos, após um líquido sair dos seus seios. “Era época de Carnaval, saiu um líquido do meu peito. Minha filha procurou na Internet e viu que poderia ser gravidez ou doença. Daí fiz um ultrassom, que constatou um caroço pequeno. Fiz a biópsia e acusou que era câncer”, recordou.

A paciente retirou a mama direita em 19 de março do ano passado e, desde então, aguardava para realizar a cirurgia de reconstrução mamária. Segundo ela, passar pelo processo de perda do cabelo, durante o tratamento para a cura do câncer, foi o mais difícil. “Não foi fácil o tratamento, porque sou vaidosa e a perda do cabelo era grande. Aí veio a retirada da mama, mas, não foi um baque, porque eu sabia que se ficasse com ela iria morrer e, retirando-a, sobreviveria. Agora, graças ao Programa Ame-se, consegui a reconstrução mamária e estou feliz!”, salientou.

Sorridente, Ana Lúcia da Silva relembrou que quase desistiu de realizar a cirurgia de reconstrução mamária. Entretanto, ela disse que contou com uma rede de apoio de mulheres que já passaram pelo programa.

“Tem um grupo no WhatsApp, são as novas irmãs, como elas falam. Somos irmãs, uma ajuda a outra, dá conselho, pergunta como foi, sobre a medicação e assim a gente fica sempre conversando. Quando uma está triste, a gente entra em contato. Antes da minha cirurgia, elas me deram muito apoio. Eu ainda pensei em desistir, com medo de haver rejeição e ter que passar por cirurgia de novo, mas, uma colega me deu uma força imensa”, disse.

Plano

Agora com o procedimento realizado, Ana Lúcia da Silva já tem planos para o futuro, quando estiver totalmente recuperada da cirurgia. “Eu quero conhecer as meninas pessoalmente, ir à praia, colocar um biquíni, porque a pessoa sente vergonha, vê todo mundo normal e você não sabe ficar bem”, ressaltou.

No HMA, a paciente agradeceu a todos os profissionais da unidade e ressaltou o carinho e cuidado recebidos. “Eles me trataram bem. Só tenho a agradecer aos doutores Marcelo e Pedro. Todos foram maravilhosos e colocam a gente lá em cima”, relatou Ana Lúcia da Silva.

Ame-se

O programa tem como objetivo zerar a fila de espera para cirurgias de reconstrução mamária em Alagoas. Entretanto, o Ame-se vai além dos procedimentos cirúrgicos, uma vez que busca retomar a autoestima de dezenas de mulheres, além de rastrear a doença, evitando que chegue ao estágio mais grave.

Para ser incluída no Ame-se, é necessário ter mais de 18 anos, estar em boas condições clínicas, sem comorbidades ou com elas controladas. É importante, também, que o Índice de Massa Corpórea (IMC) esteja abaixo de 27, que tenha autorização do oncologista e já tenha passado pelo tratamento quimioterápico ou radioterápico, há pelo menos seis meses.

Deixe uma resposta

Publicidade
 
 
Publicidade

2019 O dia mais - Todos os direitos reservados