Profissionais da saúde sofrem sintomas da violência

Ameaças, agressões físicas e verbais se proliferam em unidades hospitalares e afetam médicos, enfermeiros e auxiliares

Profissionais da saúde sofrem sintomas da violência

Ameaças, agressões físicas e verbais se proliferam em unidades hospitalares e afetam médicos, enfermeiros e auxiliares

Por | Edição do dia 10 de abril de 2017
Categoria: Comportamento, Notícias | Tags: ,,,,


Foto: internet

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Sintomas da violência afetam o ambiente hospitalar e põem em risco a vida de profissionais da área de saúde. O problema acomete médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem. O diagnóstico é dos próprios sindicatos destas três categorias. Os sinais da agressão são físicos e psicológicos. A transmissão da hostilidade costuma acontecer durante o atendimento ao paciente, contato com os familiares e acompanhantes. A criminalidade urbana também ataca estes trabalhadores. Há ainda casos em que os próprios funcionários da rede hospitalar são acusados de contribuir para a proliferação da brutalidade no local de trabalho.

Segundo os representantes de classes de servidores da saúde, o contato com o paciente é considerado um fator de risco para o trabalhador. A localização geográfica das unidades de saúde, que geralmente estão instaladas em bairros da periferia com elevados índices de crimes e onde o tráfico de drogas predomina, é considerada como outro agente que contribui para a proliferação dos ataques aos trabalhadores.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define violência como o uso de força física ou poder contra si, contra outra pessoa ou grupo, que pode causar morte, dano psicológico, lesão, alterações do desenvolvimento ou de privação. A violência é subdividida em física e psicológica. Esta última categoria abrange agressão verbal, assédio moral, discriminação e assédio sexual.

Para garantir a segurança e a saúde, bem como combater o mal da violência no trabalho há especificamente prescrita a Norma Regulamentadora de número 32 (NR-32). Para fins de aplicação desta NR, entende-se por serviços de saúde qualquer edificação destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção, recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade.

(…)

Prestadores de serviço são os que mais correm riscos

A violência afeta os profissionais de saúde e revela ainda outra situação: os prestadores de serviço sofrem ainda mais com a falta direitos trabalhistas.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), Wellington Moura Galvão, o clínico geral faz parte do universo de 90% de médicos que atuam como prestadores de serviço. O chefe do Sinmed disse que a categoria é vítima da terceirização.

“Além de perder seus direitos trabalhistas, os médicos terceirizados estão mais expostos a um aumento dos riscos de acidentes de trabalho em seus postos de serviços e também ficam expostos a doenças ocupacionais”, disse Wellington Galvão.

Segundo o presidente do Sinmed, por não trabalhar com vínculo empregatício, o médico perde os direitos trabalhistas assegurados aos empregados, como, por exemplo, férias, 13º salário, FGTS, repousos semanais remunerados, adicional noturno, horas extras. “Noventa por cento dos médicos que trabalham nas UPAs de Alagoas não possuem vínculo empregatício”.

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