Professora é vítima de injúria racial em escola no Trapiche da Barra

Diretora, que também é dona da escola, disse palavras de cunho racista e discriminatório contra a vítima;

Professora é vítima de injúria racial em escola no Trapiche da Barra

Diretora, que também é dona da escola, disse palavras de cunho racista e discriminatório contra a vítima;

Por | Edição do dia 5 de fevereiro de 2020
Categoria: Maceió, Notícias | Tags: ,,


Será realizado um protesto na porta da escola em favor da professora Taynara Silva. (Foto: Reprodução/Instagram)

Será realizado um protesto na porta da escola em favor da professora Taynara Silva. (Foto: Reprodução/Instagram)

Um ato de racismo e de discriminação foi realizado na manhã dessa terça-feira (4), no Colégio Agnes, localizada em Trapiche da Barra, em Maceió. A diretora da escola disse palavras de cunho racista contra uma professora, em horário de aula, em uma sala com alunos do ensino médio. As informações são dos estudantes, que repercutiram o caso nas redes sociais. Taynara Silva é professora de redação da escola.

De acordo com relatos, a diretora, que também é dona do colégio, invadiu a sala de aula e disse aos alunos que “fossem para Ouro Branco comprar um chicote ‘do bom’, do melhor couro, para relembrar a professora o tempo da escravidão; o tempo que ela tanto teme”. Após ouvir as palavras, a professora saiu chorando.

A redação do O Dia entrou em contato com a professora para saber mais informações, mas ela não atendeu. A redação também entrou em contato com a escola, e uma responsável pelo setor financeiro da instituição contou que “nos 3 anos que ela esteve na escola, nunca viu uma situação como essa” e que o caso não tinha acontecido, também disse que era “invenção” da professora.

Por meio de nota, o colégio Agnes se pronunciou pedindo desculpas para a comunidade e disse que iriam tomar medidas necessárias para que o que aconteceu jamais volte a acontecer (leia a nota na íntegra no final do texto). Taynara Cristina além de professora é também militante negra e integrante do “Coletivo União das Letras”, grupo criado na Faculdade de Letras da Ufal (FALE).

Será realizado um protesto na porta da escola, nesta quarta-feira (5), às 12h, em apoio à professora.

 

Veja a nota na íntegra do colégio Agnes:

Desculpas não são suficientes para reparar a dor causada no dia de hoje.
Mas gostaríamos de pedir desculpa à todos, pois como uma instituição que promove o pensamento crítico como a maior arma para mudar o nosso mundo, sabemos da dor que a população negra passou e passa ao longo da história, admitimos nosso erro e pedimos perdão.
Sabemos que muitos foram machucados hoje e sentimos sua dor, nós iremos nos responsabilizar e tomaremos as medidas necessárias para que o que aconteceu hoje jamais volte a se repetir, seja quem for.

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