Privatização dos Correios é votada hoje em regime de urgência

Sindicato dos Trabalhadores do Correios fala em arrependimento dos que fizeram campanha para Bolsonaro em 2018

Privatização dos Correios é votada hoje em regime de urgência

Sindicato dos Trabalhadores do Correios fala em arrependimento dos que fizeram campanha para Bolsonaro em 2018

Por Thatyana Ferreira - estagiária sob supervisão | Edição do dia 20 de abril de 2021
Categoria: Alagoas, Notícias


Campanha contra a privatização dos Correios (Foto: Divulgação)

Em meio a possibilidade de privatização dos Correios, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Correios em Alagoas, Alysson Guerreiro, lamenta a imagem deixada pelos carteiros que fizeram campanha para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante as eleições de 2018. Ele acredita que quem votou nele está colhendo o que plantou, já que a autorização para a privatização foi dada há seis dias por Bolsonaro, quebrando uma de suas promessas de campanha.

Líderes da base aliada de Bolsonaro na Câmara dos Deputados planejam para esta terça (20) a votação do regime de urgência do PL 591/2021. O requerimento, colocado em pauta pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas), surpreendeu Alysson Guerreiro, que não concorda com a decisão.

“Ele deveria ter escutado a categoria, a gente vem tentando contato com o Arthur Lira desde antes da pandemia e ele não nos atendeu. A gente acredita que isso é um golpe na categoria. É um golpe a população brasileira”, afirma Guerreiro.

A população, que para Aysson Guerreiro é a maior prejudicada com o projeto, não está sendo informada sobre as decisões. “Os Correios têm vários concorrentes no setor de e-commerce que não atendem toda população do Brasil. Nós atendemos a 5.570 municípios e nossos concorrentes não chegam a mil cidades,” explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Correios em Alagoas, reforçando que os brasileiros estão sendo enganados pelos deputados e pelo Governo Federal e que a população saíra prejudicada.

Questionada, a assessoria de Arthur Lira disse que “todos os assuntos pautados em plenário são decididos pela maioria dos líderes na reunião semanal de quinta-feira. O presidente conduz o debate dos demais 512 deputados”. E por isso, Arthur Lira não emitirá opinião sobre a privatização.

A decisão de tornar os Correios um serviço privado gira em torno do prejuízo causado aos cofres públicos, mas segundo Alysson Guerreiro os lucros ultrapassam os danos. Tanto que somente em 2020 ele estima o lucro de um bilhão de reais.

“É preciso ter um braço do governo em todos os locais do país. E esse braço do governo aqui no Brasil se chama Correios” finaliza o presidente.

Com o intuito de impedir que a estatal seja vendida para a iniciativa privada, parlamentares do PT e do PSOL protocolaram Projetos de Decreto Legislativo (PDL) que visam sustar os efeitos da decisão de incluir a estatal no bojo das privatizações.

Hoje, em alguns locais do país, os Correios são a única empresa que realiza entregas de mercadorias com tarifas menores e mais homogêneas.

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