Prevent Senior: Quando a saúde é tratada como mercadoria

A saúde, seja ela no Brasil ou em qualquer lugar do mundo não pode ser um comércio. Não pode ter direito à vida apenas aqueles que possam pagar por este benefício. Salvar vidas deveria ser o princípio primeiro de toda a humanidade, caso contrário não vale a pena ser humano

Prevent Senior: Quando a saúde é tratada como mercadoria

A saúde, seja ela no Brasil ou em qualquer lugar do mundo não pode ser um comércio. Não pode ter direito à vida apenas aqueles que possam pagar por este benefício. Salvar vidas deveria ser o princípio primeiro de toda a humanidade, caso contrário não vale a pena ser humano

Por Antonio Pereira | Edição do dia 24 de setembro de 2021
Categoria: Opiniões | Tags: ,,,,,,,


A CPI da Covid tem sido bastante educativa para o povo brasileiro, desde que revelou as negociatas escancaradas no governo Bolsonaro de gatunos em busca de lucro em cima de uma montanha de mortos.

Recentemente, surgiu o caso da Prevent Senior, empresa especializada em plano de saúde para um dos setores mais frágeis da população: os idosos. Com preços abaixo do mercado dos planos de saúde tracionais, que praticamente descartam os idosos, a Prevent Senior conseguiu o que especialistas no mercado privado chamam de nicho. ‘Clientes’ ávidos por tratamento médico que lotaram a carteira da nova empresa com milhões de reais.

Acontece que no meio do caminho desse ‘sucesso empresarial’ teve uma pandemia, onde exatamente o seu ‘nicho’ era o mais vulnerável à doença, levando muitos dos ‘clientes’ ao internamento, que custa muitos e muitos milhares de reais.

A Prevent Senior, pelo menos seus diretores, sempre foram entusiastas do bolsonarismo e viram nas medidas negacionistas e de tratamentos ‘precoces’ a chance de ouro para ‘tratar’ seus clientes com remédios, sem a necessidade de internamento, que é muito oneroso para a empresa.

“Quando percebemos que o tratamento precoce evitava internações, ficamos eufóricos, dissemos: aqui tem uma esperança”, disse o contador Fernando Parrillo, que fundou a empresa Prevent Senior, numa entrevista no jornal Folha de S. Paulo.

Com o tratamento ‘precoce’ centenas de idosos acabaram morrendo, já que sabemos agora que esse tipo de tratamento simplesmente não existem.

No rastro das mortes há, inclusive um médico do próprio Prevent Senior, cuja certidão de óbito teria sido fraudada para esconder a causa da morte, que seria Covid 19. Até mesmo a mãe do empresário Luciano Hang, conhecido como Veio da Havan, também teria tido o atestado de óbito fraudado para esconder a causa da morte, como sendo de Covid 19.

Na esteira desses absurdos todos, que devem ser investigados com rigor pelo Ministério Público de São Paulo, está a crueldade da mercantilização da saúde. Como negócio, a saúde sempre vai ver no ser humano um custo. Se o cliente tiver que se internar, isso causa ainda mais custos, então a saída é evitar o internamento ao máximo, mesmo que seja com tratamentos ineficazes e mortes certas.

A lição que fica é de que não pode haver mercantilização da saúde. O direito universal que cada cidadão deveria ter a um tratamento adequado, que possa salvar sua vida é algo inegociável.

A saúde, seja ela no Brasil ou em qualquer lugar do mundo não pode ser um comércio. Não pode ter direito à vida apenas aqueles que possam pagar por este benefício. Salvar vidas deveria ser o princípio primeiro de toda a humanidade, caso contrário não vale a pena ser humano.

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