Prefeitura continua combate ao trabalho infantil em exposição agropecuária

Assistência Social orienta Expositores e comerciantes para evitar a exploração do trabalho de crianças e adolescentes

Prefeitura continua combate ao trabalho infantil em exposição agropecuária

Assistência Social orienta Expositores e comerciantes para evitar a exploração do trabalho de crianças e adolescentes

Por Assessoria | Edição do dia 28 de outubro de 2021
Categoria: Maceió | Tags: ,,,


As ações de combate ao trabalho infantil continuaram no final da tarde desta quarta-feira (27), quando a coordenação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil e educadoras sociais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social identificaram casos de exploração de crianças e adolescentes em situação de trabalho na Exposição Agropecuária de Produtos e Derivados de Alagoas, 71ª Expoagro, que acontece no Parque da Pecuária, em Maceió. A ação será finalizada neste sábado (30).

Foi identificado um caso de um menino de 9 anos de idade que estava tomando conta do carrinho de pipoca durante a abordagem realizada pelas educadoras sociais, Josimary Sabino e Gilvânia de Souza Silva.

“Orientamos a mãe da criança para evitar esse tipo de situação, já que se configura como exploração do trabalho infantil, porque o menino estava sozinho, vendendo pipoca. A mãe se justificou, alegando que não tinha com quem deixar o filho. Ela nos informou que a criança estuda e a família reside no Benedito Bentes”, revelou a educadora social, Josimary Sabino.

Josimary contou que no último sábado (23) outros dois casos foram identificados e desta vez, a situação era mais grave, já que foram encontradas duas adolescentes de 14 anos em situação de trabalho. Uma no estande com fardamento e a outra no parque de diversões. Os responsáveis assinaram um termo de compromisso se comprometendo em não mais explorar o trabalho infantil.

A assistente social do Creas Orla Lagunar, Cláudia Lima, explicou que a exploração do trabalho infantil é muito grave porque expõe a criança a situações degradantes de risco e abusos físico e mental. Ela contou como é realizado o trabalho técnico denominado de busca ativa.

“O Creas é um órgão de referência de assistência social especializado e está aqui, junto ao PETI, com o intuito de observar e identificar situações de famílias e crianças em situação de trabalho infantil. A gente encaminha os casos que forem identificados para a rede de proteção”, informou Cláudia.

Campanha

A campanha de combate ao trabalho infantil é feita de forma contínua pela Assistência Social, por meio da coordenação do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Para isso, uma vã, batizada de PETI Volante, percorre os bairros de Maceió ao se fixar durante a ação em localidades como feiras livres, comércios, orla marítima.

Com o uso de jogos e brinquedos educativos, educadores sociais conseguem conversar com as crianças para identificar os casos de exploração e depois realizar os encaminhamentos para a rede de proteção. Os casos seguem sendo acompanhados pelos Creas, de acordo com o território de abrangência. Maceió possui cinco unidades de Creas que ficam na parte alta (Benedito Bentes, Santa Lúcia) e baixa (Poço, Orla Lagunar e Jatiúca).

Na quarta-feira (30), a equipe frequentou os estantes, parque de diversões e demais ambientes da exposição. O empreendedor, José Odilon Filho, do Apiário Zumbi dos Palmares, de União dos Palmares, falou da importância do combate ao trabalho infantil.

“As crianças e os adolescentes devem estar nas escolas e não no trabalho. Essa é a base de combate ao trabalho infantil. Que o poder público faça com que isso aconteça, ofertando mais creche e mais educação”, alertou.

Indígena da etnia Xucuru-Kariri, Yarapunã, está na feira de exposições comercializando o artesanato produzido pela comunidade que vive no município de Palmeira dos Índios. Ele relatou que quando era criança foi obrigado a trabalhar na roça.

“Eu não tive essa proteção na época porque eu comecei a trabalhar com 8 anos de idade com o meu pai e meus irmãos, na roça. Ou trabalhava, ou morria de fome. Nos anos 70 e 80, a gente não tinha essa chance de estudar, ter merenda e ônibus para levar à escola. Não concordo ver uma criança sendo explorada. Quero, cada vez mais, que a lei vigore nesse Brasil, para que as crianças sejam cidadãs honestas e honradas e que não sofram mais”, alertou Yarapunã.

A coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Vitória Ferreira, informou que o trabalho realizado por meio do PETI Volante tem o objetivo de conscientizar a população de Maceió sobre o combate ao trabalho infantil.  “Por isso realizamos ações contínuas nos espaços públicos da cidade, como feiras livres, comércio, orlas marítima e lagunar e em eventos como exposições. A próxima ação será realizada no entorno dos principais cemitérios de Maceió, no Dia de Finados”, detalhou.

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